O ser humano é algo sempre problemático. Quando o assunto é relacionamento, então, nem se fala. Mas, onde será que está a origem do problema?
Bom, o mundo atinge finalmente sua marca de 7 bilhões de pessoas. Deste montante, conhecemos durante a vida uma minúscula parcela. Se conhecermos 70.000 (o que eu considero que seria muito), teremos conhecido apenas 0,001%.
Dentre os 70.000, aprendemos que o correto é amar e viver com uma única pessoa ao longo de todos os nossos anos de vida na Terra, que dá 70 em média. Mas, considerando um universo de 7 bilhões, esta 1 pessoa que "temos" de encontrar representa 1,5 x 10-8 %. Ou seja, temos outras 6.999.999.998 pessoas que poderiam também estar conosco. Mas queremos uma só. E exigimos que esta também queira uma só: a gente.
Podem até existir outros motivos para o insucesso dos romances, contrários na vida real do que acontece na ficção. Mas, pergunto: tem como isso dar certo? Claro que não. Mas quem daí consegue de fato se desprender e deixar a outra pessoa seguir seus passos, sem tentar prendê-la unicamente a nós?
Isto, sim, seria amor: saber que o outro está feliz e realmente sentir-se bem com isso. Mas eu sei: é uma tarefa fácil de falar, porém bem difícil de praticar...
Para muitos esta foi a oportunidade. Para outros, o sacrilégio. E, para alguns, a vontade. Rock in Rio é assim. Divide o país entre os que podem ir, os que não querem ir e os que gostariam de ir.
Uma das maiores reclamações, que inclusive geram piadas diversas, é com relação ao nome: Rock, quando tem bastante Pop, e Rio, quando já foi montado inclusive em Portugal e Madri. Mas, são críticas sem fundamento, uma vez que a marca deixou de estar vinculada a um estilo e uma cidade, para se tornar um festival de música que une milhares de pessoas com intuito de se divertir e ouvir um bom som. O principal é Rock, mas por que não promover esta mistura?
Independente destas confusões, que sem dúvida não terão um consenso tão cedo, o fato é que o evento não deixa a desejar. Pelo contrário: é fenomenal. E a estrutura toda montada para o festival é de fazer inveja a outras cidades e festas por aí.
O Rio de Janeiro promoveu o evento e, quem soube aproveitar bem, não teve problemas. Reclamações de segurança e transporte foram ouvidas. Eu, ao contrário, só tenho elogios a tecer, como descrevo a seguir.
O Transporte
Compramos o Rio Card (espécie de Bilhete Único de São Paulo) na chegada ao show, o que nos garantiu pagar somente R$ 12,50 cada um para ir e voltar do evento (Catete - Terminal Alvorada - Rock in Rio - Terminal Alvorada - Catete).
Na ida, saímos às 11h e paramos no Barra Shopping, na Barra da Tijuca, para almoçar. Tempo total gasto de deslocamento (sem o tempo no shopping): 2h. Suportamos uma fila que ia do Autódromo à entrada do evento, mas que andava com certa rapidez - nosso único problema.
Na volta, saímos na penúltima música da Rihanna. Tempo gasto total desde o portão da Cidade do Rock até a entrada do hotel: 1h30.
E teve gente sofrendo e pagando caro com táxi, ônibus especial, etc... Desnecessário.
A Segurança
Levei somente um porta-cartão com o Rio Card, um pouco de dinheiro (R$ 100,00) e meu RG. Voltei com quase tudo, com exceção de R$ 50 gastos com transporte, alimentação e bebida.
Câmeras fotográficas e celulares ficaram no hotel. Tanto para evitar roubos e furtos, como também perdas.
Mas, na minha opinião, celular por ali não faz muito sentido. Em caso de se separar dos amigos, para encontrá-los novamente basta marcar um ponto de encontro e, entre os shows, ir até lá reunir a turma. Foi o que fizemos e deu muito certo. E, para fazer ligações para fora, dispenso comentários, porque o show é para curtir ali e não ficar passando notícias em tempo real ao mundo inteiro. Celular, de fato, é dispensável.
A Estrutura
Imagine depois de alguns minutos sofrendo numa fila com o sol bravo sobre o lombo, chegar à Cidade do Rock e dar de cara com vários chafarizes jorrando água fria... Não se tem dúvida: você arranca o tênis na mesma hora e se refresca. É o primeiro grande prêmio.
Após alguns minutos ali, finalmente você adentra no evento. O queixo cai. O Palco Mundo é de outro mundo. Lembrando uma cidade e seus edifícios, assusta pelo tamanho. Roda gigante, montanha russa, tirolesa, cidade-tema, quiosques diversos (música e gastronomia) e banheiros bem localizados complementam o lugar.
Nosso problema foi que dois amigos insistiram em ir na tirolesa. 2h de fila e, como o vento ficou forte no final da tarde, cancelaram a diversão. E eles não conseguiram descer pelas cordas... Isso atrasou e gerou confusão. E ainda sofreram depois para conseguir comida.
Eu, ao contrário, consegui algo bacana: evitei as terríveis filas que surgem nos quiosques de comida, principalmente no intervalo de shows. Como não fui na Tirolesa por medo de altura, enquanto aguardava meus amigos resolvi comprar comida. Aproveitei e comprei várias fichas a mais no Bob's. Comi um lanche às 18h e fui para o primeiro show. Com as fichas nas mãos, aproveitei o show do Elton John para comprar o outro lanche. Não passei fome, não sofri com fila, não me estressei. Sucesso!
Banheiro masculino nunca é problema. E, desta vez, foi ainda melhor, já que não colocaram aquelas porcarias de banheiros químicos que são sempre um transtorno. Foi montada uma estrutura de mictório na parede, o que garantia a higiene e a agilidade no uso. Outra coisa que me ajudou: não tomar muita cerveja.
Minha única reclamação é a falta de mais lixeiras. Não é a toa que, segundo a reportagem, foram recolhidas mais de 10 toneladas de lixo. Do chão. Uma pena ver o que virou o lugar que encontramos tão impecável.
O Show
Finalmente a parte que interessa: o show. A minha expectativa era grande por conta do show de abertura. Titãs e Paralamas juntos, mais orquestra. Teríamos ainda shows de bandas pop, como Kate Perry e Rihanna, a presença de Claudia Leite, e o que era considerado a atração da noite: Elton John.
A quantidade de adolescentes era grande, por conta das cantoras femininas. Mas, o público mais velho, fãs do rock nacional e do cantor inglês, também marcava presença. Uma mistura intensa, que ficava visível em todos os espaços da Cidade do Rock. A Orquestra Sinfônica Brasileira foi a primeira a entrar no palco. Bastante animada, os músicos iam até a beirada do palco, saudavam os presentes e, então, tiravam fotos. Tudo deixava o público ainda mais em êxtase.
19h. Começou a contagem regressiva no telão e a queima de fogos. Um clipe mostrava um pouco do primeiro festival em 1985, dando ênfase à dupla nacional da abertura e à Freddie Mercury. Após o vídeo com duração um tanto longa, convenhamos, começa a música "Love of My Life", cantada pelo vocalista do Queen. Em seguida, unindo épocas e gerações, Milton Nascimento inicia a mesma música, já na companhia dos Titãs, Paralamas e Orquestra Sinfônica. Sensacional.
A dupla de rock nacional mostrou o porquê de sobreviver tanto tempo ao tempo. A força das bandas, a energia dos músicos, a beleza das notas, a genialidade das letras, a parceria entre eles, a cumplicidade com o público, tudo estava perfeito. O som falhou algumas poucas vezes, mas nada que comprometesse a qualidade do show. Inesquecível. Foi o que me deixou rouco, pois cantei quase todas as músicas, empolgado por estar ali.
20h terminava o show da dupla. A próxima seria Claudia Leite, a carta fora do baralho. Além de um ritmo totalmente fora do contexto do festival, a artista não faz o perfil de nenhum dos que estavam comigo. Aproveitamos, então, para ir atrás de comida, já que apenas eu tinha as fichas compradas antecipadamente. Voltamos na penúltima música dela e pudemos confirmar o que já sabíamos: Claudia Leite é a artista que “engana” bem. Ela desfila de um lado a outro do palco numa pose com peito aberto e cabeça empinada que mais lembra um pombo, levanta um braço aqui, rebola um pouco ali e pronto. Todo mundo acredita que ela sabe dançar e cantar.
Não demorou muito para o que seria, a meu ver, o show mais surpreendente da noite. No quesito cenário, é claro. Kate Perry entraria em cena. E eu considero uma verdadeira proeza de seu pessoal de produção conseguir transformar um palco padrão num espaço com a cara da artista. Magnífico. Em poucos minutos a transformação do palco foi do nada para o tudo! Mas foi a única coisa que agradou. Cantou bem as primeiras três músicas, porém logo se mostrou cansada. E daí desandou de vez. O show teatral é muito bem feito, mas a parte de música deixa a desejar. Nada que escutar um CD em casa não promova o mesmo efeito. Ainda bem que não era um show somente dela. Senão, era dinheiro jogado no lixo.
Na sequência entrou Elton John, o “oposto-perfeito” de Kate Perry. Como se houvesse uma vassoura mágica, em poucos minutos sua produção limpou completamente o palco, sobrando apenas os instrumentos da banda. Surgiu um piano no centro e só. Ele realmente não precisa de mais nada. Ele é o show. Quando iniciou suas músicas, mostrou o porquê de ser tão genial. Uma voz fenomenal tomou conta da Cidade do Rock. E que voz! Potência, afinação. Perfeito! O único problema é que a escolha de músicas pendeu para o lado de hits menos conhecidos e com ritmo mais lento. Deu sono. Muitos começaram a sentar no chão e tirar um breve cochilo. Depois de tanto som com ritmo forte, colocar Elton John foi um baita desperdício. Uma pena!
Finalmente teríamos o último show da noite. Rihanna. Confirmando seu desrespeito com o público que já é de praxe, ela demorou 1h30 para entrar no palco. As vaias tomavam conta. 100 mil pessoas na expectativa de uma música, uma explicação, um sinal. E nada. E vaias. E vaias. Até que, finalmente, ela apareceu. Em questão de cenário, estava mais para Elton do que para Kate: pouco. Figurino? Um só. E bem ridículo. Alguns juram que ela cantou com playback. Eu acredito que não, mas as back vocals estavam, realmente, num volume muito acima, talvez para encobrir a falta de voz da artista, que mais deixava o público cantar do que ela própria. Segundo informações posteriores, foi um problema em sua garganta que culminou em seu atraso. Não acreditei muito, mas enfim, foi um show mediano. A única coisa boa, no meu caso, era conhecer várias músicas, o que permitiu que eu acordasse. Diferente de Kate Perry, as músicas tiveram alguns arranjos especiais para o show, o que faz com que o público se sinta melhor por ter ido ao evento para ouvir algo exclusivo. Mas só.
O resumo da noite, então, foi mediano no quesito música: o único show que realmente valeu muito a pena foi o de abertura. Milton Nascimento, Titãs, Paralamas, Maria Gadu e a Orquestra Sinfônica mostraram o que é realmente um espetáculo. O restante não foi ruim, mas são shows que não faço questão de voltar a assistir – com exceção do Elton John, mas num dia tranquilo, num horário mais cedo, sentado numa cadeira confortável e sendo ele o único artista.
De qualquer forma, já estou na expectativa para 2013. Porque, pelo que depender de mim, estarei lá de novo! Com muito Rock ou pouco, com gêneros totalmente fora ou não, o fato é que no geral eu adorei. E espero poder conferir outras atrações, até mesmo em mais de um dia, pois o valor cobrado para ver tantos artistas de uma só vez é irrisório quando comparado com muitos shows por aí, que custam muito mais, duram muito menos e você prestigia um cantor só.
Que venha 2013. E que venha comigo quem tiver coragem!
A abertura da primeira temporada de Two and a Half Men conta com o ator Augus T. Jones ainda menino, com 10 anos de idade. As outras sete temporadas com o mesmo trio (que tem ainda Jon Cryer) apenas diferencia com uma montagem no final, com o Augus já crescido. Finalmente, estamos na nona temporada e, agora, sai Charlie Sheen para entrar Ashton Kutcher.
Confira a nova abertura, que a meu ver ficou pra lá de bem engraçada.
Abertura original - primeira temporada
Nova abertura - nona temporada
Vídeo com montagem de todas as nove temporadas.
Assista se tiver saco de ouvir a mesma música por nove vezes seguida!!!
Um relacionamento possui uma quantidade de coisas ruins maior do que a quantidade de coisas boas. Por que dá certo? Isso se deve ao fato de que o peso - ou intensidade - das coisas boas é maior que o das ruins. Com isso, a soma das poucas coisas boas se torna maior que a soma das muitas coisas ruins. De forma resumida, significa maior prazer e menor estresse.
Entendido esta etapa, vem a pergunta: por que às vezes cansa e cai na rotina? Simples: ainda que o "valor" da soma das coisas boas seja maior, o que gera mais prazer, a quantidade das coisas ruins sendo maior significa mais tempo vivendo estressado - por menor que o estresse seja.
Imagine, a título de exemplo, você passar uma semana dividida em cinco dias pouco estressado e dois extremamente feliz. Acredite, isso cansa. Mas, acredite também: isto pode ser o suficiente para durar a vida toda.
O segredo é saber o quanto estamos dispostos a viver muitos momentos pouco estressantes em contrapartida dos poucos momentos extremamente prazerosos e felizes. A balança tende a ser sempre assim, pode apostar. O que diferencia, às vezes, é que as muitas coisas ruins começam a pesar igual ou mais do que as poucas coisas boas. E, neste hora, ocorre a separação.
Mas, a dica do titio é que não se iluda: a chance do "valor" da soma das poucas coisas boas ser muito maior que o da soma das muitas pequenas é praticamente nula.
Se sabemos e entendemos isso, fica fácil estarmos preparados para tudo. E conseguimos passar por cima dos obstáculos, das adversidades, dos momentos difíceis. Basta que aproveitemos os poucos momentos felizes para recarregar nossa bateria, de modo a sobrevivermos quando o dia mal chegar.
Porque, esteja certo, ele vai chegar. E você, está preparado?
A partida do nosso mestre Gelson Tsonis, ator, diretor, dramaturgo e professor, ocorrida de forma inesperada nesta semana, trouxe diversas reflexões.
Foram muitos os emails e mensagens através das redes sociais onde cada um pôde expor o que este triste momento trouxe a todos que tiveram a oportunidade de aprender muito com ele. E resolvi fazer o mesmo: colocar a cabeça para pensar e dar uma filosofada, como gosto muito de fazer...
Uma coisa que nos faz parar para pensar é a respeito da Vida. Ela é de fato um sopro. Hoje estamos aqui. E amanhã? Somente Deus é quem sabe.
Sempre ouvimos dizer que a morte é a nossa única certeza. E é. Como disse um amigo nosso durante o sepultamento, a Vida é como um espetáculo: sempre tem um final. O grande problema é que, diferente de qualquer peça, não temos a menor ideia da duração. Serão horas? Dias? Meses? Anos? Décadas? Séculos, como alguns poucos conseguem atravessar? Não sabemos.
E é aí que está a importância do que fazemos durante a Vida. Não levaremos nada de material para o outro lado, embora seja importante conquistarmos nossas coisas com o nosso suor. Mas, devemos lembrar que deixaremos muita coisa do lado de cá. Podemos até viver pouco, mas deve ser com intensidade tal a ponto de transformar vidas, ajudar a realizar sonhos, fazer alguém ir adiante e evoluir em sua jornada terrena. É o tesouro maior que podemos deixar, assim como este mestre nos deixou.
E é aí que importa o COMO vivemos. Já dizia Renato Russo: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há". E não é só isso. Tudo na vida temos que fazer hoje como se não houvesse amanhã. Afinal, não há garantia nenhuma que amanhã ainda estaremos aqui.
Quer comprar algo? Compre hoje. Gostaria de viajar para algum lugar? Viaje hoje. O emprego está um saco? Mude hoje. Achou um curso legal pra fazer? Matricule-se hoje. Aquele vestido/terno na loja é a tua cara? Adquira hoje.
Claro que os exemplos acima precisam de dinheiro para serem realizados. Mas, às vezes planejamos tanto e tanto que esquecemos de que o mais importante é colocar em prática. Agora, o que realmente temos de nos atentar é para aquilo que não gasta um centavo, mas tem um rendimento ainda maior.
Brigou com alguém? Resolva hoje. Algo na pessoa ao teu lado está errado? Indique para ela hoje. Uma pessoa fez algo brilhante? Elogie-a hoje. Gosta de uma pessoa? Diga a ela hoje. Ama seus pais? Abrace-os hoje. Seus filhos são teu grande orgulho? Mostre a eles hoje. Sua família é o teu grande amor? Leve-os para passear hoje. Não vive sem teus amigos? Comunique-se com eles hoje. A dona da doceria fez uma torta ótima? Parabenize-a hoje. O bicho de estimação te faz feliz? Dê uma volta na rua com ele hoje. A tua família está um pouco dispersa? Reúna todos para um jantar hoje.
E mais: nunca faça nada esperando pelo pagamento amanhã, seja aqui em Vida ou seja lá do outro lado, independente da religião. Acredite: se você fizer um bom trabalho hoje, amanhã você terá a tua merecida recompensa!
Enfim, VIVA HOJE. A frase é um clichê, mas tenha certeza: é extremamente sensata e uma das mais corretas!
Agradeço a Deus e a todos vocês meus bons e velhos amigos com os quais convivi às vezes pouco, outras vezes muito, mas o suficiente para me transformar em uma pessoa melhor a cada dia. Hoje sou muito melhor do que ontem e devo muito a todos.
Obrigado. Hoje e hoje.
Estava eu num email-papo com um querido amigo, o Eduardo Rivas, e acabei dando uma filosofada. Pra variar, é claro. Então, resolvi compartilhar com vocês. Ou para quem quiser pensar, discutir, dizer que sou idiota, etc. É uma reflexão que surgiu a partir do "Teste Japonês", onde uma das respostas deu que "você possui grande auto-estima".
Eu sempre disse que minha auto-estima era baixíssima. Até que resolvi dar uma refletida e cheguei numas conclusões. O Rivas disse na hora: "Olha que legal: você está confessando que se acha mesmo" haha. Enfim, eu, então, respondi conforme segue...
Para ter uma ideia, ainda que não pareça, eu sou muito, muito, muito tímido - minha amiga Cláudia Abdo que o diga, quando eu tive de cantar a música do Billy no teste da peça "Chicago" no Curso Ator fiquei roxo de vergonha por estar na frente de um monte de gente. Detalhe: todos meus amigos.
Eu morro de vontade de chegar em alguém numa balada, por exemplo, ou em qualquer outro lugar, mas tenho medo de tomar um não e não saber como reagir a isso, ficando sem-graça pra cacete. Daí, eu simplesmente desvio o olhar e a cada 10seg dou uma olhadinha de novo rápida pra ver se a pessoa ainda está lá. E provavelmente perco muita chance, porque de repente a outra pessoa também estava afim.
Isto me faz pensar muito. Tipo, eu não pego ninguém, ninguém chega em mim, então começo a achar que sou feioso - e foi então que minha auto-estima foi pro brejo...
Mas daí, quando olho no espelho, gosto do que vejo rsrs. Tipo assim, eu acho que não tenho baixa auto-estima na verdade: eu tenho é o pé no chão! Tenho noção de que não sou um galã da novela das oito, que não sou um bonitão de hollywood, mas também tenho noção de que não sou feioso haha. Eu sou só tímido e, quando fico sério, fico com cara de bravo. Daí, não tem mesmo como alguém querer se aproximar, não é?
Agora, vou confessar uma coisa: sabe o que eu não tenho? Pegada, sex appeal (sei lá como escreve isso rsrs). Tem homem e mulher que não são fisicamente bonitos, mas o mundo todo quer dar uma trepada louca com ele/ela. No meu curso de teatro mesmo tem quem seja assim. Não sei se é por conta da voz, do jeito que olha, o modo como anda, senta, se movimenta, ou que porra que é, mas atrai demais a gente... E sabe o mais interessante nisto? Estas pessoas sabem disso rsrs.
Esses dias eu conheci uma pessoa que tinha um puta dum sorriso bonito. Até aí, normal. Muitas pessoas tem. Então, falei: "Ei, você tem um sorriso muito bonito". E a resposta: "É, eu sei". Fiquei assustado de início, porque no máximo esperava ouvir um "obrigado". Mas, isto me fez pensar.
A gente tem que ter noção do que a gente tem de bom e usar isso como arma. Por isso até hoje não fui pra frente: não por baixa auto-estima, mas por não saber usar as armas que tenho. Ninguém é perfeito neste mundo. Nem Angelina Jolie, nem Brad Pitt... E como essas pessoas viram um símbolo de desejo da humanidade? Simples: eles botam uma lente de aumento no que tem de bom e simplesmente deixam de lado o que tem de ruim. Não precisa nem esconder. A coisa por si só deixa de ter importância, já que o holofote está voltado para a qualidade.
Aliás, uma brincadeira num boteco perto do Curso com vários amigos serviu muito pra isso. A ideia era apontar nos outros qualidades e defeitos. Terrível, eu sei. Mas foi incrível: todos nós temos coisas que poderiam ser "mudadas", mas também todos temos coisas que as pessoas admiram. É o caso, então, de botar a lente nestes pontos positivos.
Isto tudo me colocou para pensar muito estes tempos. E descobri que sempre gostei de mim. Eu me amo sim haha. Não queria ser outra pessoa, não queria sequer ser diferente. Nem mais claro, nem mais escuro. Nem mais gordo, nem mais magro. Estou na academia, vejo aqueles corpos sarados, definidos e penso: "Meu, isto aí é bem legal, mas eu gosto do meu do jeito que está"...
E gosto mesmo, de verdade. Num primeiro instante até digo que queria um corpo igual, mas penso bem e vejo que não queria não. Claro que a gente tem de buscar o melhor e não relaxar e tal. Mas, uma coisa é ir até onde podemos ir. Outra é tentar buscar o impossível em nome de um visual que não necessariamente vai trazer tantos benefícios assim. E, se não é uma barriga de tanquinho ou um ombro de nadador, o que eu preciso então?! Simples: melhorar meu marketing haha.
E isto é o que acontece com todo mundo. Não existe gente feia, gente estranha, nem nada. Bom, na verdade até existe, mas mesmo estas pessoas conseguem alguém. Então, existe gente feia para mim, que pode ser linda para outro.
O que existe, então, se não é beleza ou feiura? Existe marketing mal feito. Vai por mim: baixa auto-estima vem por conta disso. Afinal, a gente vai ficando "de lado" e começa a achar que ninguém nos vê, quando isso não é verdade. Muitos estão olhando pra gente, e aquilo que uns criticam é exatamente o que outros elogiam. E é nisso que a gente tem que se concentrar: enquanto passarmos a vida tentando agradar todo mundo, não vamos agradar ninguém!
E, finalmente, a questão não é "se achar" para melhorar a auto-estima. "Se achar" é quando a pessoa não é e acha que é. Eu, por exemplo, não adianta eu me achar a capa da revista de Fitness, porque não sou e ponto. Não adianta eu me achar o galã da novela das oitos, porque não sou e ponto. Mas eu posso me achar um cara bonito. Não lindo de morrer, mas bonito. Tenho meus defeitos, sim. Mas tenho qualidades. O que a gente precisa, no fim das contas, não é "se achar", mas achar as qualidades. E, como eu já disse, botar uma lente de aumento nelas para que o mundo nos conheça.
Boa sorte e um bom marketing a todos nós. O mundo está aí. Ele só precisa saber que nós estamos aqui!
PS: Muito bonito isso tudo! Resta agora eu botar em prática, porque na teoria é tudo muito fácil haha.
Olá pessoal. Para variar, vem aí mais uma peça de teatro!
A peça "Além de Nelson: Por ele mesmo" foi produzida a partir de textos escritos com base na forma e linguagem de Nelson Rodrigues, um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, que tinha o romance como gênero literário predileto.
Nelson foi um originalíssimo realista e criticou a sociedade e suas instituições, sobretudo o casamento. O autor transpôs a tragédia grega para o sociedade carioca do início do século XX, surgindo a "tragédia carioca". O erotismo está muito presente em sua obra. Ele, que não hesitou em denunciar a sordidez da sociedade, para uns foi gênio; para outros, depravado. Mas o anjo pornográfico, como ele se denominava, está imortalizado na literatura brasileira.
LOCAL: Teatro NexT (R. Rego Freitas, 454 - Metrô República)
DATAS: Dias 12, 19 e 26 de abril (3ª-feira) às 20h30.
PREÇO: R$ 15,00 (não possui meia entrada; não aceita cartões)
CLASSIFICAÇÃO: 14 anos.
Prestigiem!!!
CURSO ATOR APRESENTA...
ALÉM DE NELSON: POR ELE MESMO
Texto: Criação coletiva
Direção: Lilian Luchesi
Elenco:
Carlos Jordão
Carlos Rodrigues
Carolina Dudinn
Claudia Abdo
Eber Rodrigues
Eliane Martins
Elisete Santos
Leonardo Silveira
Márcio Róger
Natália Penhalver
Róger Moreno
Samuel Coelho
Sarah Lopes
Saulo Mota
Soraia Ruffolo
Walderez Beneti
Assistência de direção: Eber Rodrigues e Samuel Coelho
Coreografia (tangos): Claudia Abdo, Saulo Mota e Lilian Luchesi
Iluminação: Ivan Fagundes
Sonoplastia: Gil Caiano
Faz um bom tempo que não passo por aqui. Assuntos não faltam. Porém, tem sido muito mais fácil postar coisas via Twitter (@Eber_Rodrigues) do que escrever de fato neste espaço. Afinal, com acesso através de celular, o twitter deu um show nos blogs. Consegue-se comentar de tudo, com poucas palavras, sendo fácil escrever e, principalmente, ler.
Foi pensando nisso que não vou desfazer deste blog tão cedo, mas já integrei meu twitter nele, conforme se vê no menu ao lado. É uma forma mesmo indireta de manter este blog vivo.
Prometo voltar aqui mais vezes. Não sei com qual frequência. Mas volto.
Até a próxima!
ELIANE TRINDADE
DE SÃO PAULO
DANIEL BERGAMASCO
EDITOR-ADJUNTO DE COTIDIANO
Um grupo de alunos da Universidade Estadual Paulista, uma das mais importantes do país, organizou uma "competição", batizada de "Rodeio das Gordas", cujo objetivo era agarrar suas colegas, de preferências as obesas, e tentar simular um rodeio --ficando o maior tempo possível sobre a presa.
A agressão ocorreu no InterUnesp 2010, jogos universitários realizados em Araraquara, de 10 a 13 de outubro. Anunciado como o maior do país, o evento esportivo e cultural, que reuniu 15 mil universitários de 23 campi da Unesp, virou palco de agressão para alunas obesas.
Roberto Negrini, estudante do campus de Assis, um dos organizadores do "rodeio das gordas" e criador da comunidade do Orkut sobre o tema, diz que a prática era "só uma brincadeira".
Segundo ele, mais de 50 rapazes de diversos campi participavam. Conta que, primeiro, o jovem se aproximava da menina, jogando conversa fora --"onde você estuda?", entre outras perguntas típicas de paquera.
Em seguida, começava a agressão. "O rodeio consistia em pegar as garotas mais gordas que circulavam nas festas e agarrá-las como fazem os peões nas arenas", relata Mayara Curcio, 20, aluna do quarto ano de psicologia, que participa do grupo de 60 estudantes que se mobilizaram contra o bullying.
| Daniel Bergamasco/Folhapress | ||
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| "Bulling (sic) na universidade", escrito em mural da Unesp; em "brincadeira" alunas eram chamadas de gordas |
No Orkut, os participantes estipulavam regras para futuras competições, entre elas cronometrar as performances dos "peões" e premiar quem ficasse mais tempo em cima das garotas com um abadá e uma caneca. Há relatos de gritos de incentivo: "Pula, gorda bandida".
Com a repercussão, a página do site de relacionamento foi excluída. Cópias dos posts espalharam-se pelo campus em Assis. Em murais aparecem frases como "Unesp = Uniban", referência ao caso a Geisy Arruda, que foi xingada por usar um vestido curto.
As vítimas não querem falar. "Uma das meninas está tão abalada que não teve condições de voltar à faculdade. Teme ficar conhecida como 'a gorda do rodeio'", afirma a advogada Fernanda Nigro, que acompanhou, na última terça-feira, uma manifestação de repúdio.
O grupo foi recebido pelo vice-diretor da Faculdade de Ciências e Letras, do Campus de Assis, Ivan Esperança. "Vamos ouvir os envolvidos e estudar as medidas disciplinares, mas não queremos estabelecer um processo inquisitório", disse ele à Folha.
E finalmente chega a 10ª temporada de Smallville. Provavelmente será o último ano. Mas, vamos aguardar. Pode ser que, assim como já são 10 anos no ar, de repente eles resolvam esticar a série.
Para acompanhar novidades, acesse o Portal KryptonSite. Está em inglês, mas você ficará informado de tudo o que acontece na série.
Clique na figura abaixo para ser direcionado ao blog do Series TVix, baixar cada capítulo um dos três capítulos já disponíveis e se divertir.
Sugestão: coloque este link nos seus Favoritos. Valerá a pena!
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TERRA, AMERICA DO SUL BRASIL, Sudeste SAO PAULO, ENG GOULART Homem, 30 anos |
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