Curtinhas 62

Andou. Parou. Olhou. Esperou. Cansou. Irritou. Arriscou. Atravessou...

Morreu.



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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2014... que ano!

2014 tem sido um ano cheio de reviravoltas nos sentimentos, muitas vezes num mesmo dia. Quantas notícias!

Muita felicidade por diversas crianças que chegaram à vida, como filhos e netos de nossos amigos. O Facebook tomado por fotos e mensagens que enchem nossos olhos de lágrimas de alegria e o coração de uma esperança sem fim.

Muita dor por diversas pessoas que partiram da vida, como amigos, parentes de amigos, artistas, etc. O Facebook tomado por fotos e mensagens que enchem nossos olhos de lágrimas de tristeza e o coração de uma saudade sem fim.

E chega mais uma quinta-feira.

É dia de beber uma cerveja com os amigos, de pegar um cineminha, de chegar em casa mais cedo, de ir para a faculdade, de visitar um parente.

É dia de trabalhar, de estudar, de procurar emprego, de cuidar da casa e da família.

É dia de reclamar do trânsito, do transporte público, do sol, da chuva, do calor, do frio, do vento, da falta do vento.

É dia de rir, de chorar, de agradecer, de brigar, de jogar pedra em alguém, de dar flor a alguém.

É dia de sentir ansiedade, de sentir angústia, de sentir medo, de sentir preocupação, de sentir força, de sentir fraqueza, de sentir esperança, de sentir vontade de dormir mais.

É dia de fazer aquele amor gostoso, de se lamentar por estar sozinho, de conhecer alguém e se deixar apaixonar, de passar por mais uma "DR".

É dia de parabenizar amigos que aniversariam, de abraçar pessoas que perderam um bem material, de sorrir com aqueles que foram agraciados com um filho, de consolar pessoas que perderam um ente querido.

Enfim, é mais um dia de vida. Essa vida, coisa boa e enlouquecedora, que nos foi dada de presente e que nos cabe levar até o fim. Pois a única certeza é a de que ele virá, embora não façamos ideia de quando.

O que nos resta é viver este curto intervalo da melhor forma, nessa montanha russa de tantas emoções. Que num mesmo dia sobe e desce, gira para cima e para baixo, vai para frente e volta de ré. E que faz, no fim das contas, tudo isso valer muito a pena.



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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O que é o tempo, afinal?

O que é o tempo, afinal? E como medir o que é "muito" e o que é "pouco"?

Hoje, quarta-feira, dia 22.10.14, novamente passo por duas emoções tão contrárias e tão intensas, vindas do mesmo grupo de amizades: a família Curso Ator, na qual iniciei minha vida teatral.

O dia começou com a notícia do nascimento do filho de um casal de amigos que mora dentro do meu coração. Mais uma vez, fomos brindados com a chegada de uma criança linda, repleta de saúde, que trouxe alegria aos pais e a todos nós que com eles convivemos. Já pensava comigo: "filho de artistas, artistinha é". O pai é um grande ator, diretor e músico. A mãe, grande atriz e dançarina. O sorriso tomou conta do meu rosto e foi de orelha a orelha.

Agora, no final do dia, recebo a notícia da partida de um grande amigo e ator. Levei um susto! Assim como todos, não sabia do processo pelo qual ele passava, apenas sentia a falta de sua presença nos espetáculos, seja na plateia ou sobre o palco, onde sua atuação era marcante. De repente, fomos informados sobre o acontecido. E, então, a tristeza quis tomar o coração. Chorei em pleno trabalho. Não só pela sua partida, como pela forma como tudo se deu. E também por saber o quanto ele me considerava, o que sempre foi recíproco.

O que é o tempo, afinal? E como medir o que é "muito" e o que é "pouco"?

Estou há seis anos e meio no Curso Ator. Comparado ao tempo que tenho de vida, é pouco. Mas, ao lembrar da convivência com este cara tão incrível, vejo que não se pode medir o tempo em dias, em meses, em anos. Isso não é o que importa. E sim, na intensidade com a qual vivemos ao lado de alguém.

Lembrei de um texto do Luis F. Veríssimo, chamado "Rápido" que ele inicia dizendo que "nossas vidas, afinal, comparadas com a idade do Universo, se desenrolam em poucos segundos. Cabem numa página de diálogo". É isso. A vida é um sopro. Um nada. E nesses instantes a gente reflete sobre como perdemos tempo com tanta bobagem, não? Pessoas que brigam, que entram em conflitos, que se preocupam com uma gota d'água num copo como se fosse a tempestade que esperamos lá na Cantareira... Aliás, o Facebook mostra muito disso: como perdemos tempo com o que não precisa...

O que é o tempo, afinal? E como medir o que é "muito" e o que é "pouco"?

Enfim, o choro da tristeza se mistura agora a uma alegria por saber o quanto esse cara lutou e que, ao final de sua vida, foi um grande vencedor e exemplo a todos nós. Vai ficar para sempre no coração, com uma saudade incrível e a felicidade de ter subido junto com ele nos palcos do Teatro N.Ex.T, de poder prestigiar suas grandes atuações e dos momentos fora das cenas em que conversamos, rimos muito, filosofamos muito.

Bem vindo, Pedro. E vai em paz, Carlão. Como disse uma grande amiga: "Ele se vai, com uma grande salva de palmas, em pé". Porque, no fundo, é só isto o que importa. O resto, já dizia Shakespeare, é silêncio...



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Diga 33...

Mais dois dias e faço 33 anos de idade. Engraçado lembrar que é conhecida como "a idade de Cristo". Claro que a religião cristã tem uma história muito mais longa, mas estava pensando comigo: nesta idade, Cristo estava prestes a ser crucificado, tornando-se um dos maiores símbolos religiosos de todos os tempos, cujos ensinamentos até hoje doutrinam muitos povos. E eu, com esta mesma idade, mal sei o que quero da vida. Que coisa!

Assisti ao filme "Vicky Cristina Barcelona" de Woody Allen, aproveitando uma nova fase da minha vida de ficar mais em casa. Pois é. Baladas, bares, noitadas têm provocado em mim um cansaço sem igual. Resolvi dormir mais a noite e realizar atividades que havia deixado de lado, como curtir um bom "Cinema em Casa". E qual não foi minha surpresa ao me identificar com as duas personagens: sou a Vicky que tem medo de mudanças, que busca uma estabilidade, que procura manter as coisas sob seu controle, que sente alívio num ambiente seguro e sem grandes oscilações; e sou a Cristina que odeia rotinas, que se cansa rapidamente das coisas, que não se satisfaz com o que conquista, que vive eternamente em busca de algo sem saber exatamente o que é. Pode isso, produção?

Não bastasse tudo isso, a vida me presenteou com determinadas situações que têm me feito refletir bastante. Não sei se é coisa da idade, se é coisa da geração atual, se é coisa da minha cabeça apenas. No entanto, se até agora minha vida estava bem solidificada, com minhas certezas e dúvidas convivendo em perfeita harmonia, de repente tudo ruiu. Me pego olhando para o passado, desejoso de ter feito outras escolhas; me pego olhando para o futuro, na ânsia de tentar achar um caminho que me satisfaça, me faça feliz; me pego vivendo pouco o presente... Que mudança!

Enfim, é mais um ano de vida. Dessa vida que não sabemos quando encerra e que, portanto, não faço ideia se estou na metade, no começo, no fim... Assim como ninguém faz. O fato é: enquanto os anos passam, vivê-los é a única alternativa.

Que venha mais um ano e quantos outros tiverem de vir. Que venham as dúvidas, os medos, as incertezas. Que venham as vivências, as experiências, os aprendizados. Que venha o que vier. Estarei lá. Outra vez e outra e outra... Como tem de ser.



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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A Mulher, o Teatro e as S-Antas

Não é só na internet que gosto de filosofar e escrever textos longos. Quem me conhece, sabe que às vezes não resisto também a uma boa reflexão “ao vivo”. Nós sempre aprendemos muito e, ao trocarmos informações, colaboramos com as outras pessoas sobre o modo delas verem a vida também.

Na quarta-feira, dia 03 de setembro de 2014, conversava com uma amiga, que reclamava de um relacionamento recente. Ela disse que sentia que a relação havia tomado um rumo diferente do que gostaria. Que, quando conheceu o menino, sua ideia era apenas curtição. De repente, viu-se envolvida numa situação mais delicada, assumindo uma posição na vida dele que ela não pretendia. Durante a conversa, filosofei com ela a respeito da mulher, esse ser tão complexo e que chamamos de “sexo frágil”: independente de qualquer coisa, a mulher tem o instinto de “cuidar” e o homem, de “ser cuidado”.

E isso não se trata só de cultura. É algo intrínseco à própria mulher. É uterino. Desde sempre ela se prepara para ter filhos e marido. Cuidar. E, ainda que fique solteira por muito anos, ou para sempre, irá cuidar de alguém: dos pais, dos irmãos, de um vizinho, de um paciente, de um amigo. Mesmo quando ela tenta fugir disso, quando menos espera estará lá, pronta para cuidar novamente. E o homem, que se gaba em ser o “provedor das coisas”, de “levar o dinheiro e pão para casa”, que aparentemente cuida do bem estar da família, no fundo é o “mimado”: chega ao ponto de buscar na esposa a mãe que sempre teve. Não sexualmente falando – embora Freud diga que sim. Mas, busca na companheira o cuidado que sempre teve daquela que o gerou. É isso que o homem quer e precisa. E a mulher, independente de qualquer coisa, o fará.

Como se não bastasse a conversa, que se estendeu por muito mais coisas que não vem ao caso neste instante, na noite da mesma quarta-feira estive no Festival de Teatro Cidade de São Paulo, para prestigiar os amigos da Amadododito Cia Teatral. Era a primeira vez que assistia o espetáculo “S-Antas”, e sempre ouvi falar bastante a respeito dele. E digo hoje: disseram pouco!

Como provavelmente voltarão muitas e muitas vezes com esta peça – ao menos, torço por isso – não vou falar muito sobre ela. Apenas dizer o quão feliz fiquei por assistir, no mesmo dia da reflexão com minha amiga, a um espetáculo que mostra a mulher como ela é. São três personagens femininas tão diferentes e tão iguais. Com vidas tão distintas e tão próximas. Com sonhos, medos, angústias, anseios tão particulares e tão comuns. E que, independente de qualquer coisa, cuidará. Seja de si, seja de alguém. E, nesse ímpeto do cuidar, não importa o que encontre à sua frente: seja uma pessoa, um rio ou um oceano, ela atravessará. E ponto final.

Foi uma grata surpresa. A peça tem direção de Alan Pires. Incrível. Admiro muito seus trabalhos com surpresas cênicas, que não deixam a peça com aquela sensação do óbvio, mas que, ao mesmo tempo, permitem ao espectador entender claramente o que se passa, o que mostra a magia do teatro em sua plenitude. A iluminação e a trilha sonora colaboram, e muito, com a criação dos ambientes, sentimentos, emoções e instantes. O cenário foi adaptado para o palco do Teatro Uniao Cultural e ganhou detalhes riquíssimos. E o figurino simples, porém preciso.

Rimos muito, sofremos muito. Rafa Campos alterna em diversos personagens e cria escadas incríveis para as atrizes, jogando o tempo todo em cena com cada uma. E elas, ah... elas! Como não se apaixonar pelos trabalhos delas? Priscilla Ribeiro, Ana Paula Franciono e Marília Grampa conduzem suas personagens com maestria: leveza ou peso, comicidade ou sofrimento. Elas deslizam sobre o palco como bailarinas em meio a uma dança que oscila a todo instante, ora ganhando velocidade e força, ora perdendo velocidade e força. Como a vida de qualquer mulher, seja ela qual for.

Que grata surpresa! Não obstante, o público se levantou ao término da apresentação e ovacionou o grupo por um bom tempo. E eu saí com a alma lavada. Na certeza de que o “fazer teatro” vai muito além de decorar um texto e falar com emoção: deve promover sempre a reflexão e permitir ao público se deliciar o tempo todo.

Restou a mim parabenizar a todos os envolvidos neste belo espetáculo. Sem dúvida, um presente para minha noite de quarta-feira. E, mais uma vez, ter a certeza de que fiz uma bela opção ao escolher os palcos como um lugar de auto-conhecimento, reflexão, arte, válvula de escape, evolução etc. Enfim, um lugar onde eu possa de fato viver em meio a uma vida na qual apenas sobrevivemos.

Teatro: te quero muito, te quero sempre.



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Eu e o teatro; o teatro e eu

Estava pensando cá com meus botões: já teve ano de pisar nos palcos quase que uma vez por mês... 2014, no entanto, tem sido um ano "mais fraco" neste sentido.

Ainda assim, mesmo em menor quantidade, sinto que a qualidade tem sido muito maior. Teve Woody Allen, na qual dei vida ao Kleinmann da peça "Morte", um sujeito que tem muito de mim, ao mesmo tempo que não tem nada. Teve Agatha Christie, no fantástico "O Caso dos Dez Negrinhos", dando vida ao Davis, um sujeito bastante suspeito. E teve o retorno de peças como "Jeremias Não Quer Mais Sonhar" e "A Tela e a Cela", onde sempre é bom retomar os personagens e trazer mais detalhes depois de um tempo.

E vem aí " Vermelho - Tudo de Nelson ", na qual terei a oportunidade de navegar na comédia, onde sempre tive mais facilidade, e no drama, que sempre foi um "drama" para mim. Será um belo desafio.

Engraçado como as coisas são. Sinto que, como ator, melhorei consideravelmente, mas também tive a oportunidade de observar o quanto ainda tenho de trabalho pela frente. E não é pouco. No entanto, seja em uma, duas ou mil peças, o importante é o resultado que damos ao público. Afinal, ele é a única parte que importa nisso tudo.

Que venha logo novembro, porque eu quero lhe usar...



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Curtinhas 61

O relógio tocou no mesmo horário de sempre. Ele não ouviu. Ele não levantou. Ele não trabalhou. E, no entanto, foi um dia feliz.



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Filosofe mais, compartilhe menos

Já reparou que o Facebook criou uma sociedade que pensa com a cabeça alheia? Eu entendo o fenômeno até um certo ponto. É natural que muita gente veja determinadas coisas da vida da mesma forma. E, então, ao visualizar uma imagem/mensagem na rede social que representa algo que ela acredita, é de se esperar que ela compartilhe.

No entanto, estamos perdendo a capacidade de pensar com nosso próprio cérebro. São poucos os amigos que vejo postando coisas que tenham partido de seus próprios dedos. E isso é preocupante, a partir do momento que, enquanto você curte aquela página que soltou meia dúzia de coisas nas quais você acredita, será bombardeado por outras tantas que ainda não tinha parado para pensar. E, com isso, poderá ser induzido a um pensamento que nem sempre é o correto - ou que seria o teu, caso pensasse por si só.

Os "blogs" antigamente tinham um grande papel no "pensar". No entanto, ao gerar textos enormes, os leitores nem sempre têm paciência em ler. Foi assim que o Twitter ganhou espaço, pois os textos ficaram reduzidos a ponto de qualquer pessoa conseguir ler antes mesmo de se cansar. O Facebook, por fim, matou de vez esse hábito antigo, pois nem sempre é necessário escrever: basta clicar num botão e o mundo passa a saber tua opinião sobre determinado assunto.

Cabe aqui uma ressalva: eu não acho errado o compartilhamento em si. Eu também tenho os meus: compartilho eventos e coisas que acredito que os amigos devam ler. O problema é que muitos só fazem isso, o que causa preocupação.

Uma amiga minha, Thais Stella, comentou que se pergunta "se isso não tem a ver com um não comprometer-se. (...) De alguma forma é como se compartilhar fosse menos comprometedor do que dizer". Ela ainda lembra que "as pessoas se permitem ser até mais contundentes no que dizem e na forma como dizem". E eu, claro, concordo que exista isso, sim. Não foram poucos os casos em que uma mensagem causou algum transtorno, mas os usuários se declararam inocentes por não serem o dono da ideia em si. E também tem o que outro amigo, o Carlos Furriel, comentou: "pensar dói". Assim como andar, escrever, ler. O ser humano tende partir para o que gera menos esforço.

Talvez alguns digam que existe um perigo de se pensar em qualquer coisa. Mas, discordo um pouco. Acredito que seja bom que uma pessoa pense, mesmo que seja uma "asneira". De repente, duas coisas podem acontecer: ela discutir de forma saudável e você conseguir mostrar para ela o correto; ou, ao discutir, você descobrir que a tal asneira dela faz mais sentido do que o que você acredita. E, como lembra outro amigo, o Ricardo Naufel, embora muitos não compartilhem imagens ou vídeos ou mensagens, também criam seus pensamentos com base no que os outros falam, mostram, etc. Conforme ele lembra, "o compartilhamento foi só um atalho para que continuassem fazendo o que sempre fizeram, perpetuar ideias de outras pessoas". Ou seja: o que o outro diz é verdade e não se dá ao trabalho de julgar ou analisar com cautela antes de assumir como sua própria opinião.

Resumindo então: o que não podemos é pensar com a cabeça alheia. Sempre se reclamou que a televisão alienava a sociedade, mas a internet tem feito muito mais. E as crenças das pessoas começam a se basear naquilo que os olhos delas vêem em suas "linhas do tempo".

Sendo assim, eu ainda sonho com o momento que verei menos compartilhamentos e mais filosofias. Dessa forma, poderemos todos pensar diferente, porém abriremos espaços para discussão e, ao treinar o "pensar", teremos condições de argumentar com mais propriedade sobre qualquer assunto, seja futebol, religião, política, tratos aos animais, direitos individuais, minorias, etc.

Que tal começar a filosofar ainda hoje? Dói pouco e vale muito a pena!



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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O perigo de se facilitar

Se estão trucidando Patrícia Secco por "facilitar" Machado, o que farão comigo quando souberem que estou num processo de "facilitar" Shakespeare?

Para quem está por fora da polêmica, eu explico. Mas, já aviso de antemão: utilizarei o português numa linguagem "atual".

O Ministério da Cultura aprovou um projeto da escritora Patrícia Secco de captar recursos, via lei de incentivo, para lançar edições descomplicadas de obras de autores como Machado de Assis, José de Alencar e Aluísio Azevedo. Muitos veículos comentaram a reportagem da Folha de S. Paulo, como a Revista Exame ou o Portal R7. A ideia não é fazer desaparecer o original, que estará eternamente disponível para quem quiser ler. Tampouco descaracterizar a obra, pois será mantida a coerência e a reflexão de cada texto. É apenas atualizar as palavras que os escritores usaram em suas épocas, pois faziam sentido naquelas épocas.

O meu intuito é praticamente o mesmo: aproximar o grande público de mais uma obra do dramaturgo inglês, permitindo que se conheça um texto clássico e possa tirar o máximo de proveito dele, absorvendo-o por completo, independente do sujeito ser um doutor em língua portuguesa ou alguém cujo estudo foi só até o primário. Sem mudar a história, a coerência e a reflexão que a peça causa.

Não é para isso que somos artistas? Não deveríamos aproximar a arte e permitir o acesso de todos a elas? Qual o papel, afinal, de escritores, autores, atores, dramaturgos, músicos, pintores, etc.? Qual o sentido de ler Machado, se temos de estar com um dicionário ao lado para compreender cada palavra a cada frase? E mais: o que é mais importante, afinal? Refletir sobre as frases e pensamentos de Brás Cubas ou aprender que "por obséquio" é mais bonito de se utilizar do que o atual "por favor"?

No processo de "facilitação" não serão usadas bizarrices como "véio", "parça", "mano, "agente vamos", "nóis vai" e "tipo assim". Mas, não me parece que alterar um "por obséquio" para "por favor" seja problema grave. Ou mesmo um "posso assegurar-vos" para "posso afirmar a vocês". Aliás, posso afirmar a vocês que não vai fazer autor nenhum virar no túmulo.

Criticaram que este não é o caminho para a revolução dos leitores. "Uma bobagem", classificou um colunista da Folha. Concordo em partes. Provavelmente não aumentará o número de leitores de Machado, Alencar, Azevedo, nem mesmo o público de Shakespeare. Afinal, a questão da educação está muito além da complexidade do texto, eu sei. São necessários muitos investimentos para melhorarmos o nível dos jovens e da população em geral. Mas, em tempos onde a leitura e a arte são sempre a última opção, projetos como esses são bem-vindos ao aproximar os jovens - e também adultos - de textos clássicos numa linguagem compreensível. Ou palatável, para os mais exigentes.

Enfim, com o tanto de apoio a linchamentos, Bolsonaros e Sheherazades que vejo aos montes até mesmo entre amigos meus no Facebook, concluo que é melhor eu tomar cuidado. A elite e os letrados estão começando a se mexer...



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G0ys?!

O mundo vive uma eterna discussão por conta da sexualidade humana. Aquela velha insistência em dividir a sociedade em héteros, gays e bissexuais, criando três caixas e enfiando nelas todo mundo, separando estes daqueles, gerando debates, polêmicas e, claro, muito preconceito.

Embora estejamos em 2014 e isso já deveria estar mais do que resolvido, penso aqui com meus botões: com o surgimento dos g0ys, virá aí uma nova polêmica?!

Num país com tanta diversidade cultural, racial, sexual, criar mais uma caixa me parece um tanto desnecessário. Aliás, não deveria haver nenhuma, isso é um fato. Mas, entendo a necessidade do ser humano em se sentir parte integrante de um grupo, seja ele qual for. E encontrar seus pares. Afinal, um dos nossos maiores medos é a solidão. Assim, ao não se identificar com os grupos existentes, criam-se novos para agregar aquele conjunto de pessoas que pensam de forma semelhante.

No entanto, é bom lembrar que, embora o brasileiro se gabe de ser sensual, latino, "pra frentex", descolado, etc., no campo da sexualidade o Brasil continua na Idade Média. Assim, mesmo se afirmando como "héteros" ou "não gays", inclusive abominando e fazendo questão de manter-se longe de qualquer semelhança com homossexuais, os tais "g0ys" provavelmente sofrerão ataques de diversos setores.

Vantajoso? Não sei. Uma coisa é certa: cada macaco no seu galho; cada um no seu quadrado. E todos fora das caixas. Ou, ainda, o fim dos rótulos. Não só com relação à sexualidade, mas em tudo. Deveria ser assim. Afinal, independente de qualquer coisa, somos todos humanos. Não somos?!

Enfim, pelo visto agora vai ter ainda mais lenha para a fogueira. Literalmente.

 


EM TEMPO: O canal "Põe na Roda", que se descreve como "um novo canal de humor, informação e cultura gay no Youtube", apresentou um vídeo cujo final pode significar a definição que muita gente terá desse novo grupo. É um vídeo de muito humor, claro, mas que vale a reflexão. Ou não. ASSISTA AQUI.



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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A amizade e o tempo: uma breve reflexão

Esses dias vi no Facebook de alguém uma daquelas velhas frases escritas em cima de uma foto qualquer e que tende a se espalhar pelo próprio apelo do texto em si: "Se você também tem amizades de muitos anos, compartilhe esta imagem".

Talvez não fosse exatamente assim a frase, mas falava sobre pessoas que mantém o mesmo círculo de amigos durante anos e anos. E isso sempre me deixa bastante pensativo.

A vida, para mim, é como um conjunto de inúmeros rios. Imagine o Amazonas com todos seus afluentes. É quase isso. A diferença é que os rios talvez tenham o mesmo tamanho e, mesmo que não tenham, isso não é o que importa. E eu comparo todos nós a barquinhos que vão navegando por esses rios. Tem vez que ficamos próximos a um determinado barquinho por muito tempo. De repente nosso destino faz com que mudemos de rio, e daí navegamos distante daquela pessoa. Pode ser que um dia voltemos a encontrá-la. Pode ser que não.

Ter os mesmos amigos durante anos é algo extremamente gratificante, concordo. Mas, não é privilégio de algumas pessoas por conta de sua personalidade ou coisa do tipo. A frase do Facebook, postada no mural como um "tapa na cara da sociedade", pode passar a impressão de que a pessoa é legal o suficiente para que suas amizades durem tanto, enquanto sugere que aquelas que não têm esses amigos de muitos anos sofram de "algum problema de convívio".

Sim, é uma interpretação minha. E, talvez, errada. Ou não? De qualquer forma, o que leva as pessoas estarem muito tempo ao lado de outras é o fato do barquinho navegar pelo mesmo rio. Só. E não a qualidade do barco.

Antigamente, morava-se eternamente no mesmo lugar, na mesma cidade, na mesma casa. Trabalhava-se eternamente na mesma empresa. Convivia-se eternamente com as mesmas pessoas. Até os relacionamentos amorosos eram mais duradouros, até porque tudo era duradouro - os móveis, por exemplo, duravam mais, pois as Casas Bahia ainda não existiam.

Hoje em dia, as pessoas têm estilos de vida diferentes. As coisas mudam a cada segundo. A vida muda a cada segundo. Tudo se torna obsoleto ao piscar dos olhos. Você acaba de comprar um produto e, no dia seguinte, já tem outro muito mais evoluído na mesma loja. E essa dinâmica se estende às relações. Hoje as pessoas mudam de casa, de emprego, de cidade, de religião, de vida. Impossível manter junto de você todas as pessoas que hoje conhece. E nem saudável é. Descobrimos o prazer de se conhecer muita gente, muita cultura, muitos idiomas, muitas formas de ver e enxergar o mundo. E aprender com tudo isso. Evoluir com tudo isso.

Em alguns casos a separação é triste, eu sei. A gente quer estar cercado de pessoas alegres, divertidas, sinceras, inteligentes, bonitas, etc. e, por isso, temos a vontade de mantê-las sempre por perto. Mas, a vida segue - como os rios - e toma rumos que às vezes não esperamos – e que são naturais. Já aprendi que o importante não é estar ao lado para sempre, pois o “para sempre” não existe. Tudo passa: a vida muda, as pessoas se vão, outras vêm. Devemos, então, curtir ao máximo o momento enquanto estamos seguindo lado a lado. Enquanto os barquinhos seguem lado a lado.

E, no fim das contas, para mim o importante não está no fato de termos ao lado as mesmas pessoas ao longo de vinte, trinta anos. Não que eu não admire isso. Sim, acho incrível. Mas, valioso mesmo para mim é, ainda que estejamos distantes, se um dia nossos barquinhos voltarem a se encontrar, a intensidade seja tão grande como é hoje.

E, num dia qualquer, durante seu trabalho, você receber uma mensagem como ocorreu comigo. Um amigo que não vejo há meses e que perdemos um pouco do contato que outrora fora intenso, encaminha um e-mail com o seguinte final: "Nossa, é sempre bom conversar com você. Estava me sentindo péssimo; agora estou bem!".

Não é o certo ou o errado. É o que penso. É no que acredito. E você?



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A sociedade do banco azul

"Dá pra desconfiar muito, e esperar pouco, de uma sociedade que precisa pintar banco em cor diferente para idoso, gestante ou deficiente poder sentar" (publicado no meu perfil no Facebook em 19/12/2013).

Foto: Assento preferencial no Metrô de São Paulo - Linha 1-Azul. Eber Rodrigues, 2014.

No Brasil, foi instituída uma lei que dá preferência a algumas pessoas em filas, assentos, etc., de acordo com sua condição física. Num primeiro instante, isso aparenta ser normal. Mas, se analisarmos mais fundo, percebemos que há algo de podre no reino da República Federativa do Brasil. Afinal, me parece óbvio que gestantes, idosos, pessoas com deficiências ou pessoas com crianças de colo têm que viajar sentadas. Então, para que existe a lei?

Muitas pessoas viajam em pé, mesmo com o banco azul vazio. Uma das explicações que ouvi era pelo medo de dormir e, caso chegue alguém com direito ao assento, a pessoa estar ali ocupando o lugar. É uma justificativa boa, mas ainda assim acho um absurdo. É um banco como outro qualquer, embora de cor diferente, e que está ali, vazio. O trem lotado, aquela dificuldade toda de se locomover para dentro e fora do vagão ou no corredor, e o banco está ali, vazio.

Daí imaginei: o que está por trás disso? Seria excesso de educação, falta de compreensão da língua portuguesa - o banco é preferencial, não exclusivo - ou medo dos olhares incriminadores que sempre surgem quando alguém "normal" - detesto esta palavra, diga-se de passagem - senta no banco azul? Daí, acabei chegando numa conclusão pessimista, porém não tão impossível de ser real: provavelmente a pessoa que não se senta num banco azul por ele ser preferencial, é a mesma que, ao sentar-se num banco marrom, continuará ali, ainda que um idoso entre, por exemplo. Afinal, "o banco dele é o azul". E se todos os bancos azuis do trem estiverem ocupados por outros idosos? "Ah, daí a gestante que entrou depois que desça e pegue o próximo".

Claro que nunca ouvi isso de ninguém, mas é a impressão que tenho. Afinal, numa sociedade em que o respeito é uma das chaves propulsoras, qualquer pessoa em qualquer banco, fosse ele azul, marrom, rosa, cinza ou até sem pintura alguma, levantaria-se e doaria o lugar. Mas, o fato é que nunca nos colocamos no lugar do outro. Sempre estamos ocupados demais olhando para o próprio umbigo. Em diversas estações terminais pela manhã, por exemplo, o povo invade o trem como se fosse a cavalaria de um reino prestes a massacrar o reino inimigo. E o tal "inimigo" muitas vezes são duas ou três pessoas que estão tentando desembarcar naquela estação. Mas, eles não querem esperar. Avançam para o interior do vagão na ânsia por um banco para se sentar. Eles não querem ficar em pé ao longo da viagem de 15 minutos. E, se isso já é de praxe, acha mesmo que uma dessas pessoas se levantará quando um deficiente entrar? Talvez ela o faça se estiver sentada no banco azul. E, estando num banco marrom, só o fará se algo de muito grave acontecer.

Uma pena que tudo seja assim, eu sei. Mas, não há esperança. Não em curto prazo. Por enquanto, o jeito é pintar mais bancos para que, quem realmente precisa, possa usufruir de um direito adquirido por Lei, que faz as vezes da boa e velha, porém esquecida, educação caseira...

Imagem: Campanha Espalhe Respeito. Fonte: Site da Cia. do Metropolitano de São Paulo - Metrô.



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As Crônicas de São Paulo: o táxi, a prefeitura e o paulistano

"Táxi". E, de repente, encosta aquele carrinho amarelo pro sujeito entrar. Qualquer filme americano que se passa em Nova Iorque tem uma cena dessas. Chega a irritar: "po, os caras lá só andam de táxi, véio?". Então... basicamente, sim.

O blog Big Apple Com Rapadura fala um pouco sobre os táxis por lá (leia AQUI). Segundo eles, "em Nova York, andar de táxi é relativamente barato. Tanto, que várias vezes é mais vantajoso pegar um táxi do que o metrô". Ainda comentam que "todos os táxis são obrigados a aceitar cartão de crédito/débito". E lembram: é uma cidade com uma frota de 13.000 veículos.

Por sua vez, segundo o Wikipedia, "a cidade de São Paulo agrega o maior número de táxis do Brasil, com aproximadamente 33 mil táxis". E por que usamos tão menos aqui? A resposta está, como sempre, na questão financeira.

Antes, vale lembrar uma situação que causou bastante polêmica nas últimas semanas. Em matéria publicada em 12/12/2013 no Jornal Folha de S. Paulo (leia AQUI), "a prefeitura estuda proibir que táxis (...) usem os corredores de ônibus porque, segundo levantamento da Secretaria dos Transportes, a presença desses veículos reduz a velocidade média dos coletivos. O estudo foi pedido pelo Ministério Público".

Segundo Natalício Bezerra, presidente do Sindicato Autônomo dos Taxistas, em Editorial publicado na data de 11/01/2014 no Jornal Diário de S. Paulo, os táxis são "responsáveis pelo transporte de mais de 12 milhões de passageiros ao mês". Já numa reportagem de 19/12/2013 também na Folha (leia AQUI), "além da permissão para circular nos corredores, Bezerra defende uma revisão na tarifa. 'Faz três anos que não temos aumento de táxi e aumentou a gasolina, o preço do carro, a despesa com o carro', afirma".

A questão do uso dos corredores realmente me parece uma evasiva do Ministério Público para colocar culpa em quem não tem culpa. Na mesma reportagem que fala da redução da velocidade causada pelos táxis, Sergio Ejzenberg, engenheiro e mestre em transportes pela USP, afirma: "'O táxi não responde pela lentidão no corredor. Ele não é o vilão. Esse estudo não levou em conta os problemas estruturais do sistema de transporte público'. (...) Para ele, a velocidade baixa nos corredores de ônibus está diretamente relacionada com a falta de faixas de ultrapassagem e pontos pequenos. 'Os ônibus formam filas enormes e o próprio táxi sai da faixa', disse".

O prefeito Fernando Haddad esbarrou com o Tribunal de Contas do Município que "suspendeu (...) o principal projeto do prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) para os próximos três anos: a construção de corredores de ônibus orçados em R$ 4,7 bilhões" (leia AQUI). Desnecessário dizer que isso é um retrocesso. Claro que a prefeitura precisa apresentar seus cálculos para comprovar o gasto real que terá. Afinal, sabemos o quanto de dinheiro é desviado em nosso País. Mas, deixar de construir os corredores é manter o transporte público em condições precárias de deslocamento. E a culpa é dos táxis? Não creio.

Toda essa ladainha para dizer que meu objetivo não é reclamar desta proibição dos táxis - embora eu seja contra. Mas, refletir sobre o papel do táxi na cidade de São Paulo.

O paulistano, como o brasileiro e, talvez, qualquer outro ser que viva sob um sistema capitalista, usa a questão do consumismo de forma exacerbada, numa sociedade onde o "Ter" se tornou mais importante que o "Ser". Ou melhor, onde o "Ter" trouxe novo significado para o "Ser": mais é quem mais tem. Isso é assunto e filosofia para uma outra postagem aqui, mas o fato é que tem tudo a ver com a questão do táxi, dos ônibus e por aí vai.

São Paulo é uma cidade servida pelo triplo de táxis de Nova Iorque e uma frota gigantesca de ônibus. Ainda assim, ônibus andam sempre lotados. É que o preço do táxi é um verdadeiro absurdo. Cruza-se a cidade inteira, de uma ponta a outra, andando de ônibus e metrô por R$ 3,00 (caso use os dois modais, o valor sobe para R$ 4,65). O mesmo trajeto de táxi pode ultrapassar os R$ 50,00. Se for a noite, final de semana ou houver troca de município, mesmo na Grande São Paulo, ocorre cobrança pior ainda, pois tem a tal "Bandeira 2". E o presidente do Sindicato pedindo ainda mais aumento...

Agora, vamos a um exercício de criatividade. Imagine que o preço do táxi fosse, no máximo, três vezes o do ônibus - ou, como o blog Big Apple Com Rapadura demonstra que ocorre em NYC, até mais barato que metrô em algumas situações. E imagine ainda que as pessoas não idolatrassem o carro, nem fizessem dele um símbolo de status perante a sociedade. Finalmente, imagine que governo e empresários do ramo automobilístico não fossem gananciosos. O que aconteceria neste País dos sonhos?

Ter um carro no Brasil é lidar com altos gastos. Haja bolso! Além do valor do veículo que ultrapassa o limite do bom senso, ainda tem combustível, seguro, IPVA, licenciamento, manutenção, revisões, estacionamentos, etc. Não é fácil manter um carro em dia. Se houvesse um incentivo do governo aos taxistas, não apenas na hora de comprar o veículo, mas também nos impostos, combustíveis e tudo o mais, o preço da corrida poderia ser menor. E o sujeito que hoje gasta muito mensalmente para manter um carro na garagem, veria suas despesas despencarem ao usar táxi quando de fato fosse preciso. Por exemplo, na hora de trazer as compras de um supermercado. Ou num momento de emergência para levar alguém a um hospital.

Táxi é melhor quando você sai a noite e, depois de beber todas e mais um pouco, precisa voltar para casa. Táxi é melhor quando um filho passa mal e você fica psicologicamente sem condições de dirigir pela preocupação com o bem estar dele. Táxi é melhor quando você é o único que tem habilitação em casa, mas por algum motivo está impossibilitado de assumir a direção. Táxi é melhor quando chove e você precisaria caminhar uma distância considerável da tua casa até um ponto de ônibus ou uma estação de trem/metrô. Enfim, táxi é melhor para o conforto do passageiro, em vez da excessiva lotação dos ônibus que param em todos os pontos e recebem ainda mais passageiros.

Ou seja, se o Governo incentiva e o povo muda, todo mundo sai ganhando: o passageiro do táxi, o passageiro do ônibus, o taxista... Não precisaria impedir o táxi de entrar no corredor, pois haveria infra-estrutura permitindo o convívio inteligente de todos os modais - afinal táxi é, sim, transporte público. Os únicos prejudicados nisso tudo seriam os fabricantes de automóveis, que deixariam de lucrar como nunca se viu na história deste planeta, vendendo no Brasil carros descartados no mercado de primeiro mundo a preço de avião...

Mas, isso tudo seria possível somente numa cidade e num País que realmente fizesse política em prol do povo. Numa cidade e num País cuja população não idolatrasse o carro como símbolo de sua superioridade perante os demais cidadãos. Numa cidade e num País onde a ganância por lucros exacerbados não tivesse lugar. E esse lugar, definitivamente, não é aqui...



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Era uma vez no metrô de São Paulo...

A cena: estava eu no Metrô de São Paulo, horário de pico, sentido Palmeiras-Barra Funda. Até não estava tão cheio como os trens no sentido oposto, mas havia muitas pessoas em pé. De repente, na estação Anhangabaú entra uma gestante. Um homem, cerca de 45 anos, sentado no banco preferencial - aqueles pintados em cor diferente para ensinar o povo a ser educado - rapidamente levantou-se e ofereceu o lugar. Ela, no entanto, agradeceu e recusou. Pensei: "provavelmente, ela descerá logo". Já vi algumas grávidas cuja barriga ainda nem aparece e que fazem escândalo pelo lugar azul. Essa, com a barriga enorme, preferiu ficar em pé. Enfim, seguimos viagem.

Na parada seguinte, a estação República, entrou um casal. A mulher estava completamente distraída, mas o homem, que parecia seu namorado, notou a gestante em pé. Na mesma hora, ele esticou o pescoço e viu o homem sentado no banco azul. Olhou a gestante de novo. Então, esticou o pescoço para tentar enxergar pelos ombros dos demais passageiros os bancos do outro lado da porta. Não conseguiu. E olhou para a gestante, para o homem sentado no banco azul e para a gestante mais uma vez. Fiquei curioso: qual seria a reação daquele homem que entrou por último? Ele daria um sermão no sujeito sentado? Ele diria algo em voz alta, como uma indireta? Ou ele nada faria? E novamente revezava seus olhares entre o homem no banco e a gestante em pé.

Minha dúvida se dissipou assim que ele deu a quarta e última olhada à grávida, encostou o rosto ao da mulher que o acompanhava e disse algo a ela. Sorriram. Não me pareceu que ele tenha feito qualquer comentário a respeito do cidadão sentado e a gestante em pé. A impressão era de que continuavam algum assunto anterior, pois a mulher se manteve alheia ao que ocorria ao seu redor.

Achei tudo aquilo incrível. O homem poderia ter qualquer atitude, visto que se incomodara com o fato da gestante estar em pé e, teoricamente, ninguém ter oferecido lugar. Eu, por exemplo, ficaria indignado e, embora não diria nada ali, provavelmente escreveria aqui ou no Facebook a respeito da falta de educação das pessoas hoje em dia. A surpresa é que o sujeito que estava sentado fora educado e a gestante é quem recusou a gentileza. Mas, quem chega depois, não conhece o histórico da situação. E pode agir de forma errada, mesmo na tentativa de acertar, ao julgar apenas pelo que vê, e não pelo que de fato é. Poderia haver uma simples conversa, uma pequena discussão ou até mesmo uma briga generalizada. Não sei se o homem em pé foi sábio ou omisso, no fim das contas. Mas, de qualquer forma, tudo terminou do melhor jeito possível.

Isso me fez pensar muito. Como é fácil errar ao julgarmos algo ou alguém! E como nós vivemos e vivemos e vivemos e, ainda assim, temos tanto para aprender...



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Curtinhas 60

A respiração estava intensa. O coração, acelerado. Trocaram novos olhares. Quando ele finalmente venceu a timidez e se preparava para sair do vagão, as portas se fecharam. Partiu o trem. E o coração...

 

Metrô de Caracas. Crédito: lagranciudad.net. Fonte: mobilize.org

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HISTÓRICO DAS CURTINHAS: a série Curtinhas, que faz parte de tantas outras postagens deste blog, produzia textos estilo "Twitter", muito antes do twitter existir. O objetivo era contar toda uma história em poucas linhas, ideia que partiu de "A CASA DAS MIL PORTAS". A última postagem "Curtinhas 59" se deu em 2010 e, com a volta do Blog, espero retomar também esta série.



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Botando a boca no trombone

Reclamar é algo inerente ao ser humano. Uns até o fazem em demasia. Mas, o fato é que, quando se trata de direitos, não se pode calar.

Empresas valem-se das leis deficientes e na Justiça morosa em nosso País para causar bastante transtorno na vida de seus clientes. Quem nunca perdeu tempo tentando resolver qualquer assunto num SAC? São raríssimas as vezes que isso dá algum resultado positivo.

Foi por conta disso tudo que criei um hábito: reclamar aos jornais. Nada de redes sociais, "reclame aqui" ou coisas parecidas. Nem mesmo no Procon, que te dá um chá de cadeira com filas intermináveis e soluções duvidosas.

Não houve uma vez sequer que reclamei aos jornais e fiquei sem retorno. Alguns exemplos do barulho que já causei por aí: AQUI, AQUI e AQUI . Até uma reportagem do Jornal da Tarde sobre o tema usou-me como exemplo: leia AQUI.

E hoje, mais uma vez...

Agora é sentar e esperar. Ao menos, não tenho dúvidas de que vai dar certo. Se é pra apelar, que assim seja.

E fica a dica: não perca sua paciência nem passe estresse em telefones. Ligue algumas vezes, tente resolver. Depois, redija um e-mail e encaminhe aos endereços abaixo. É tiro e queda.

E-MAILS:

O ESTADO DE S. PAULO: consumidor.estado@grupoestado.com.br

O ESTADO DE S. PAULO: spreclama.estado@grupoestado.com.br

FOLHA DE S. PAULO: cidadesua@uol.com.br

JORNAL AGORA: defesaagora@uol.com.br

SITES:

Folha de S. Paulo

Jornal Agora

 

OBS.: ao encaminhar um e-mail, deve inserir ao final os seguintes dados:

NOME COMPLETO
CPF
RG
Idade e profissão

Endereço completo

Telefones, e-mails e outros contatos

Declaração: Eu, Fulano de tal, autorizo a publicação desta mensagem nos meios de comunicação. (Data)



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Alegrias e tristezas

Como já disse algumas vezes, nunca gostei do vídeo do Joseph Climber, a não ser pela frase: "A VIDA É UMA CAIXINHA DE SURPRESAS". E quantas surpresas. Muitas vezes boas, outras nem tanto.

O fato é que a vida é feita de momentos felizes e tristes. Um complementa o outro. Um justifica o outro. E, muitas vezes, passamos por coisas que nos deixam sem chão, mas que um dia, lá na frente, entendemos o porquê.

Hoje (*), depois de um Natal delicioso junto com familares e amigos, recebi duas tristes notícias: Gilberto Caiano, um grande amigo e grande ator, sofreu um infarto na noite de Natal (mas soube que já está bem, apenas se recuperando). E minha tia Lecy, lá do interior de Minas Gerais, faleceu pela manhã (convivi pouco com ela, mas sempre a admirei muito pelo ser humano incrível que era).

A nós, resta orar, rezar, enviar vibrações e energias positivas tanto para meu amigo, como para meu tio Gerson, seus filhos e seus netos. E lembrar que a vida é um sopro e passa num piscar de olhos...

Que em 2014 estejamos todos atentos a nós mesmos, sem perder tempo com o que não traz nada de positivo, e vivendo a vida numa intensidade tal que, ao término da jornada, possamos olhar para trás e ver que tudo valeu muito a pena.

(*) Publicado no Facebook em 26 de dezembro de 2013



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Contradições

Ontem (*) nas minhas andanças pela cidade vi uma cena que me deixou arrependido de não ter uma máquina fotográfica para registrar.

O Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo, em frente ao Shopping Santa Cruz na zona sul da capital paulista, um dos mais caros da cidade, decorou sua fachada, para o Natal, com dezenas de fotos de seus alunos. Todos de pele clara, provavelmente oriundos de famílias abastadas, filhos de empresários, políticos, etc. Aqueles que vivem a realidade da classe alta - a minoria do País.

Enquanto isso, na calçada estava um grupo de moradores de rua, todos negros, com roupas bastante rotas, observando interessados cada foto, tecendo comentários que não consegui ouvir, apontando para cada sorriso exposto na fachada do colégio. Esse grupo era formado por duas mulheres e umas três ou quatro crianças. Aqueles que vivem a realidade de se morar na rua, de acordar sem ter ideia do que vai comer ao longo do dia, preocupando-se apenas em achar um lugar para estender o papelão na madrugada - uma parcela grande do País.

O Colégio não está errado no que fez. Muito pelo contrário. A ideia ficou maravilhosa e transmite uma sensação agradável ao se olhar para cada rostinho sorridente. Além disso, o Colégio provavelmente possui ações humanitárias mesmo para quem não tem condições de ali estudar. No entanto, aquela cena me deixou pensativo.

Contradições: a todo instante, no dia a dia de uma grande cidade, com pessoas separadas por uma enorme e pesada grade de aço. Os ricos expostos lá no alto, na fachada, sorridentes, e os pobres expostos cá embaixo, na calçada, sobreviventes.

São as duas faces opostas da maior cidade do País.

(*) Publicado no Facebook em 19 de dezembro de 2013



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Reflexões, neuroses, necrofobia e afins

Neste ano, após um problema bastante chato que me impediu de passar o réveillon em Copacabana, que a Globo anunciou como o melhor do mundo, aceitei convite de alguns amigos e fui conhecer Ilha Comprida, no litoral sul de São Paulo.

Entrei no ônibus, sentei no banco e coloquei o cinto de segurança. Fui o único passageiro a fazer isso. Lá pras tantas, durante a viagem, um veículo à nossa frente, um Corsa Classic prata, teve seu porta malas aberto. O motorista do carro se assustou e, no impulso, pisou no freio. Como estávamos logo atrás, o motorista do nosso ônibus assustou-se ainda mais e, para evitar uma colisão terrível, pisou ainda mais fundo no freio. Com exceção de mim, todo mundo deu uma cheirada no banco da frente.

O uso do cinto de segurança em ônibus de viagem é obrigatório, de acordo com o art. 65 do Código de Trânsito Brasileiro (Lei Federal nº 9503/97 – CTB) e com a Resolução 643 da ANTT, mas a falta de fiscalização impede que se cumpra a lei. E, claro, mesmo com tanta notícia de ônibus rolando desfiladeiros abaixo, o fato é que confiamos nos motoristas e nunca vamos imaginar que justamente o nosso ônibus possa passar por algum incidente ou acidente. O que, como demonstrei no relato de minha viagem, é uma coisa perigosa de se pensar.

Leia reportagem bacana sobre o tema: "Apenas 2% dos passageiros usam cinto de segurança em ônibus, diz ANTT".

No entanto, devo confessar que o uso do cinto, no meu caso, se deu menos pela lei e mais pelo medo. Medo da morte, sim. Ando um tanto neurótico, eu diria, mas viajar de ônibus tem me deixado bastante incomodado. Às vezes, tenho vontade de perguntar ao motorista qual o motivo de tanta pressa- e, quem me conhece, sabe que não costumo dirigir dentro dos limites de velocidade. No entanto, é aquela velha diferença entre dirigir um carro ou pegar uma carona. Se estamos ao volante, temos mais confiança no que estamos fazendo. Já o outro, não temos como garantir. Freamos juntos, olhamos pelo retrovisor quando vai mudar de faixa ou acessar uma rua. É complicado... Nessa viagem para Ilha Comprida, por exemplo, olhei algumas vezes para o motorista de modo a certificar que ele estava em condições de ali estar, sem sinais de sono ou cansaço. Pode?!

O medo da morte aumenta conforme a gente envelhece, talvez porque a morte passe a fazer mais sentido, tornando-se algo cada vez mais concreto. Esse medo, enfim, se materializa em outros medos, como andar de avião, de carro com outro motorista, ou mesmo deixar a porta da rua destrancada a noite ou o botijão de gás com a chave ligada. Lembro que, quando criança, juntava com tantas outras e andávamos de bicicleta pelo bairro onde cresci. Havia uma rua bastante íngreme, na qual descíamos com as mãos pra cima, felizes, soltando gritos de emoção. Hoje, tenho medo até mesmo de subir numa bicicleta...

Para uns, a morte é assustadora. Para outros, curiosa. Para todos, indesejável. Mesmo os suicidas. Nos segundos finais, a própria vida, num instinto natural, quer ser mantida e faz o que for preciso para isso. Portanto, vai uma dica aos que pretendem dar cabo de si mesmos: usem uma arma de fogo contra a cabeça. Nesse caso, os segundos de arrependimento transformam-se em milésimos ou menos, o que, convenhamos, é menos sofrível.

Outra coisa que faz muita gente temer a morte é a incerteza do que há do outro lado, pois nunca ninguém sobreviveu a ela para contar. E, quando alguém de lá se comunica por aqui, costuma causar mais assombro do que admiração... Os ateus me parece que são os que mais sofrem, pois baseados na ciência, não há nada nela que explique o Além. Ou seja, você morre e nada. Não nada do verbo nadar. Nada de nada mesmo. É como trabalhar a vida inteira e não ganhar nada por isso. Decepção, talvez?! Os demais dividem-se em suas crenças, cada uma mais, digamos, explicativa que a outra. Uns vão dormir para acordar num dia determinado, onde haverá um julgamento com direito a alegrias e tristezas, tudo devidamente distribuído. Outros, vão direto a seus destinos de acordo com suas ações enquanto vivos. E tem aqueles que ainda correm o risco de voltar mais vezes pra Terra pra ver se aprendem a lição, seja ela qual for - o que pode ser tão ruim como pros ateus, que não têm nada...

O fato é que eu cheguei à conclusão que deveria ler menos Woody Allen, o que fiz durante a viagem de São Paulo a Ilha Comprida e por conta de sua peça que vou estrear em breve no Teatro N.Ex.T. Diretor famoso do cinema hollywodiano, é conhecido por ser ateu, totalmente necrofóbico e falar de neuroses com propriedade. Afinal, ser neurótico até é bacana, enquanto você não sabe que é...

 

(Texto escrito durante a viagem de volta de Ilha Comprida para São Paulo, em plena Rodovia Regis Bittencourt BR-116, também chamada de "Estrada da Morte").



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Promessas de ano novo

Toda mudança de ano é a mesma coisa: a gente inicia uma lista de promessas, sendo que a maioria dos itens é repetida de anos anteriores.

Ainda assim, além de prometer que este ano frequentarei mais a academia e de que comprarei uma mala com rodinhas (após sofrer para carregar a mala na viagem de Reveillon), também pretendo atualizar mais o blog.

Em breve este espaço completa nove anos de vida, sendo que ultimamente anda bastante enfraquecido... Talvez seja um desânimo que tomou conta de mim a partir do momento que tenho muito a dizer, mas não sei se o mundo está tão interessado em ouvir - ou ler. Além disso, blogs perderam muito espaço após a invenção do Twitter e, principalmente, do Facebook. Nessas redes sociais as pessoas também filosofam, mas em geral em menos linhas, o que dá a chance de falarem o que precisam de forma sucinta, ajudando o leitor que não tem muita paciência com textos grandes.

Mesmo assim, independente de quantas visitas este meu canto virtual receba, o fato é que as ideias continuam pipocando dentro de minha mente. E, sendo assim, quero colocá-las mais vezes para fora. Se alguém passar por aqui, será ótimo. Senão, não tem problema: continuarei postando textos, imagens, reflexões. E, quem sabe um dia, compilo tudo isso e escrevo aquele monólogo que tanto sonho em fazer. Afinal, material não falta...

Feliz 2014 a todos nós.



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Um novo ciclo

Trinta e dois anos de idade. Quando falo assim, uns me olham como alguém ainda jovem que tem uma vida longa pela frente. Outros, para desespero, já me encaram como "tiozão". Mas, tudo bem, como diria um amigo aqui do serviço. O problema é quando a gente se torna "tiozinho"...

Brincadeiras a parte, o fato é que talvez eu não esteja exatamente como gostaria, fisica, psicologica e financeiramente, mas estou muito melhor do que estava antes. E não troco esta idade por nenhuma outra que já tive. Acho que a vida, no fundo, é isso: independente da idade que temos, devemos curtir as oportunidades e tudo o que está ao nosso alcance. Tentar ser mais novo ou mais velho é uma bobagem sem tamanho. Pra que se agarrar ao que já foi ou acelerar o que ainda virá?

Colesterol querendo subir, lombar reclamando quando fico em pé muito tempo, pontos de calvície insistindo em aparecer... E a bendita crise dos 30 que sim, existe! Ainda assim, me sinto bem. É o importante, não? Mas, as brincadeiras são inevitáveis. Como aquela: "32 anos com corpinho de 64"...

Claro que é um exagero. Daqui 32 anos será a vez de comemorar os 64 de fato. E, daí, pensar nos próximos 32...



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Alianças

Aliança política pode ser uma coisa boa. Ou não.

Em fevereiro de 2011, por exemplo, Soninha Francine, que sempre declarou apoio aos tucanos em São Paulo, assinou termo de posse como nova Superintendente da SUTACO, a Superintendência de Comunidade do Trabalho criada em 1970. Em junho de 2013, a instituição foi extinta pelo Governo do Estado por redução de despesas. Tucano também.

Chato, não?!

A POSSE

A EXTINÇÃO



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Prazeres e Vida

A Engenharia me dá os prazeres da vida.

O Teatro, o prazer da Vida.

 



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Miseráveis e apaixonantes

Estreou neste final de semana "Os Miseráveis", musical dirigido por Tom Hooper e com oito indicações ao Oscar 2013, incluindo "Melhor Filme". É uma adaptação de musical da Broadway, que por sua vez foi inspirado em clássica obra do escritor Victor Hugo. A história se passa em plena Revolução Francesa do século XIX e traz na tela alguns astros do cinema hollywoodiano, como Hugh Jackman, Russell Crowe e Anne Hathaway.

As músicas são maravilhosas; as interpretações, excepcionais. Os três astros acima citados cumprem bem seus papeis como atores, mas os homens deixam um pouco a desejar na cantoria. Isso, claro, quando comparados aos demais artistas do elenco masculino, que fazem arrepiar qualquer um assim que abrem a boca para cantar, como Eddie Redmayne, intérprete de Marius.

Mesmo com quase três horas de duração, algumas coisas ficam meio pendentes. Dá a sensação de que uma cena ao terminar não se interliga com perfeição à próxima. Imagino que isso se deva ao fato de se tentar levar uma obra literária deste porte aos palcos, no caso da Broadway, ou às telas de cinema, no caso de Hollywood: adaptar um total de quase 1500 páginas dos cinco volumes escritos não deve ser uma tarefa muito fácil...

De qualquer forma, não senti sono em nenhum momento, talvez porque eu me deixei levar em cada música. Sim, isto é necessário, já que o filme é um musical beeeeem musical. Aquele tipo antigo, com pouquíssimos diálogos falados e muita, muita cantoria.

Ainda no quesito músicas, destaque, claro, para o solo de Anne Hathaway: "I Dreamed A Dream". É emocionante. No entanto, para mim o grande show ficou por conta de Samantha Barks, cantando "On My Own" debaixo de chuva, ou na cena em que sua personagem morre nos braços de seu amor platônico. Chorei.

As cenas dos combates são incríveis, lindas, poéticas, emocionantes. A atuação das crianças também dão um charme especial ao filme. E, claro, impossível não citar Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter, que soltam os gogós nas músicas, mas dão um toque cômico ao filme, ajudando como válvula de escape em meio a tanto drama.

O filme traz uma história um tanto comum. Porém, é chocante a situação de cada miserável. Todos eles eram. Crianças e velhos, homens e mulheres, ladrões e homens da lei. Todos. Uma vida desgraçada, em meio a tanta sujeira, tanta podridão. Mesmo assim, nenhum deles dava o braço a torcer e defendiam seus ideais e seus sonhos de forma heróica, com uma garra de fazer inveja.

Assim como Django, que assisti uma semana antes, foi ótimo ter ido ao cinema. Foi uma maratona, já que tentei pela manhã no Cinemark do Shopping Market Place e, ao chegar lá, informaram que estava esgotado. Em casa, comprei para a sessão em IMAX do Bourbon Shopping. Deu tudo certo. Achei interessante a pouca quantidade de salas, diferente do grande número de locais exibindo aberrações como "Inatividade Paranormal". Será que o público não vai receber bem este musical? Resta esperar a bilheteria.

Enfim, uma coisa é fato: "Os Miseráveis" está longe de merecer o Oscar de melhor filme. Mesmo tendo valido tanto a pena assistir.

Saiba mais sobre a obra "Os Miseráveis" no Wikipedia, clicando AQUI.



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Um presente da sétima arte

Que delícia sair do cinema após um filme do Tarantino. Sensação orgásmica ao término de Django Livre no domingo passado, dia 27 de janeiro. Um verdadeiro presente do melhor da sétima arte para quem o assiste.

As atuações são brilhantes. Christoph Waltz e Jamie Foxx dispensam comentários. Leonardo Di Caprio também está incrível em seu papel. Mas, o que é aquele Samuel L. Jackson? De arrepiar. A história é empolgante. O roteiro, surpreendente. A trilha sonora, absurdamente genial - como sempre nos filmes do Tarantino. Além de um humor inteligente nos momentos certos... São quase três horas de filme que não se vê passar e ainda te deixa com gosto de quero mais e mais e mais.

Ah, Tarantino! Obrigado por salvar meu fim de semana.

Visite e saiba mais: www.djangolivre.com.br



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Com as pernas pro ar e a criatividade pro espaço

A ideia hoje era assistir "Django Livre", porque o mundo todo está falando deste filme. Tarantino é sensacional, eu sei. Mas, o bafafá é tanto que me parece que o cara mandou ainda melhor do que sempre fez. No entanto, pesquisando no celular verifiquei que as sessões eram todas muito tarde e, então, optei por ver "De Pernas Pro Ar 2".

O filme está em primeiro lugar no Top Cinemark. Ok, o povão curte uma comédia. Mas, tipo assim... Oi?!

O primeiro é bem mais inteligente e interessante - claro, dentro do que este tipo de filme pode proporcionar. A continuação tem partes engraçadas, mas as piadas por vezes - para não dizer sempre - beira o "forçado". Algumas partes me fizeram esboçar sorrisos, uma ou outra me fez ter um riso, mas não foi além. No primeiro, quase caí da cadeira de tanto rir. Neste, o "mais do mesmo" teve todo o "mesmo", só não causou o "mesmo" efeito.

Gosto muito da Ingrid Guimarães. Ela atua num tipo delicioso de comédia, não beirando o estilo caricato, mas atuando no tempo exato das piadas. Os demais cumprem bem seus papeis, com exceção para Maria Paula, que é sempre igual em tudo, desde o "Casseta e Planeta". Tatá Werneck sempre divertida e Luís Miranda mostrando seu talento também pra comédia. Rodrigo Sant'anna dá uma salvada na cena interminável do restaurante. Embora seja totalmente previsível, ele traz uma graça sem igual. E só. Ou seja, o roteiro é extremamente fraco e não ajuda em nada. Força o sexo a toda hora (sempre tem alguém "gozando" em cena), repete piadas cujo final já se espera... Uma pena.

Como não sabia de nada disso, resolvi assistir, já que havia gostado do primeiro. Daí você escolhe um cinema que, até então, sempre era vazio, já que tem péssima localização: o Cinemark do Shopping D. Mas, como a classe média aumentou absurdamente e hoje todo mundo tem seu(s) carro(s), o shopping estava lotado. O cinema, idem. E a sala, assustadoramente repleta! Um filme há tantos dias em cartaz e a sessão ainda cheia.

O lado ruim é aquele de sempre: o público não consegue sossegar a língua por 100 míseros minutos e fala e fala e fala e fala... E comenta e comenta e comenta e comenta... E fala e fala e fala e fala... E isso porque eu estava na segunda fileira, onde costumo sempre me sentar para evitar o falatório do fundão. Fico imaginando o que se passava lá atrás...

E fica impossível não citar a qualidade péssima da imagem. Ok, depois de assistir filmes em IMAX e de assistir "O Hobbit" no formato HFR (High Frame Rate) no JK Iguatemi, todo o resto vira um lixo. Mas, a sensação era a da "volta ao passado", quando a TV começou a transmitir em cores, com aquela imagem borrada. Péssimo!

O programa acabou valendo a pena por me fazer passar algumas horas curtindo um cinema, algo que gostaria de realizar mais. Pena que as escolhas não foram as melhores. Espero que o fim de semana seja salvo amanhã, na primeira sessão de "Django Livre" em algum Cinemark por aí. A ideia é fugir do cinema lotado e do povão que só vai pelos amigos, já que geralmente deixam para ir nas últimas sessões do dia. E, claro, me deixar deliciar pelo lado bom da arte. Bom, na verdade, me deliciar pela arte. Porque o resto, só por Deus...



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A ciclofaixa acaba e o perigo aparece

A medida de implantação de ciclofaixas em avenidas da cidade de São Paulo gera polêmicas desde o início. Há tempos a população anseia por espaços de circulação de bicicletas, a exemplo de cidades europeias, uma vez que a prática do ciclismo é saudável e traz significativas melhorias para o trânsito caótico de grandes centros urbanos. No entanto, o mínimo que se espera das ciclovias é que tragam segurança para seus usuários. Com certa frequência, infelizmente, os veículos de comunicação noticiam acidentes trágicos, como ciclistas atropelados por ônibus na Avenida Paulista.

O perigo é constante, pois as bicicletas ainda disputam espaço com veículos motorizados, sem que haja um estudo eficiente para o convívio pacífico de ambos. Com isso, a cidade ganhou ciclofaixas aos domingos, na qual uma faixa de grandes avenidas – geralmente a da esquerda – é destinada aos ciclistas. O horário é estabelecido num período que se inicia de manhã e termina no meio da tarde. Cartazes, placas, cones, cavaletes e pessoas uniformizadas auxiliam na identificação do trajeto, tempo, velocidade máxima, etc. Embora num primeiro instante a medida pareça louvável, notam-se diversos pontos discutíveis. A cidade precisa de espaço para bicicletas, isso é um fato. Mas, reservar uma única faixa num único dia da semana mais parece uma ação com fins eleitoreiros do que uma preocupação em atender aos anseios da sociedade.

Não bastasse toda a falta de planejamento para a instalação das ciclofaixas, que culmina no transtorno ao trânsito de veículos e aos perigos à vida dos ciclistas, o que mais chama a atenção é como se dá o término do período estabelecido para o uso deste espaço. Tão logo o relógio marca 16h, as pessoas uniformizadas, contratadas para auxiliar no uso da ciclofaixa, iniciam o movimento de liberar a pista aos veículos motorizados. No entanto, diversos ciclistas permanecem na faixa da esquerda, expondo-se totalmente ao risco de graves acidentes.

Foi assim que, neste domindo, dia 20.01.2013, vivi uma situação bastante desagradável. Era por volta de 16h20 e já usava a faixa da esquerda com meu carro, quando avistei uma bicicleta logo à frente. Eu dirigia na velocidade máxima permitida para a pista na avenida Domingos de Morais, que é de 60km/h, mas fui obrigado a reduzir drasticamente, pois o ciclista não consegue atingir a mesma velocidade de um carro. Em seguida, precisei mudar para a faixa da direita, no intuito de ultrapassá-lo, já que não se pode trafegar com carro na faixa esquerda numa velocidade tão baixa. No entanto, a faixa da direita estava tomada por outros veículos, de modo que acabei me aproximando bastante da bicicleta.

Consegui a ultrapassagem e retornei mais adiante para a faixa da esquerda. O ciclista parou ao meu lado no semáforo e reclamou que “veículos devem andar com distância de um metro e meia de bicicletas”. Argumentei com ele que a faixa da esquerda é para automóveis, ao que ele retrucou: “todos os meios de locomoção podem andar em qualquer faixa”.

Um grande absurdo, é claro. Principalmente pelo fato de que o ciclista estava sem qualquer equipamento de proteção (capacete, cotoveleira, tornozeleira, etc.), trafegando em baixa velocidade na faixa de maior velocidade de uma grande avenida e expondo-se a um perigo enorme. Não é eleitoreira a implantação da ciclofaixa? Se realmente houvesse um estudo e um preparo eficientes, no mínimo haveria uma fiscalização para impedir que bicicletas continuassem a usar a faixa após o término da implantação da ciclofaixa. Também haveria fiscalização contra o uso de bicicletas sem equipamentos de proteção. E, finalmente, fiscalização contra ultrapassagem de semáforos fechados e tantas outras atitudes imprudentes por parte dos ciclistas.

Também sou usuário de bicicleta, ainda que eventual, mas quando assim o faço ando com capacete e, ainda que não tenha carros cruzando um semáforo, por exemplo, aguardo a abertura do sinal na via onde estou. Notei que isso é uma atitude rara por parte de outros ciclistas, que expõem-se ao perigo a todo instante. Porém, a responsabilidade por um acidente será somente do motorista, seja carro ou ônibus, uma vez que as leis atuais e a população enxergam a bicicleta apenas como uma solução para trânsito, poluição do ar e preparo físico, esquecendo dos deveres que temos ao trafegar com elas nas ruas da cidade.

Infelizmente, reclamações neste sentido não costumam ter qualquer retorno ou atenção, pois os responsáveis pelas ciclofaixas e seus usuários sempre procurarão a forma mais fácil de contornar o problema. Se assim não fosse, as ciclofaixas sequer seriam implantadas, pois é notória a falta de estrutura que elas têm para oferecer segurança a todos, tanto ciclistas quanto motoristas. Numa cidade europeia, aquela que pegamos de exemplo para justificar o uso das bicicletas por aqui, qualquer cidadão se assustaria com as medidas adotadas em São Paulo. No mínimo, o governo deveria prover um espaço realmente destinado às bicicletas, e não se valer de medidas superficiais.



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A involução humana

Nada como começar a sexta-feira analisando o comportamento humano. E nada melhor do que fazer isso utilizando o metrô da cidade de São Paulo, que transporta milhões de usuários por dia, tornando-se palco de todo o tipo de atitudes.

Pode reparar: 75% das pessoas que entram nos trens da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) e ficam paradas junto às portas descem, no mínimo, quatro estações depois da que subiram. Ou seja, o sujeito fica junto das portas, embora não vá descer na próxima estação. É uma estatística minha, não oficial, com base nas inúmeras viagens que já fiz. E não falha! Aliás, confesso até que este número pode ser maior.

O que chama a atenção é que não importa a estação, nem a porta ou o lado do desembarque. Muitos se valem de trechos onde determinado lado não tem plataforma para ficar "plantado" ali, como ocorre, por exemplo, entre as estações Jabaquara e Vila Mariana. Porém, ao chegar em Ana Rosa, ou Paraíso, estações de grande fluxo de usuários, as mesmas pessoas continuam paradas ali. Ou seja, no fundo elas não se importam, seja até mesmo na Sé, Brás, República e tantas outras... E o pior: muito menos importa se tem lugar ou não dentro do trem.

Não precisa nem dizer o quanto isto atrapalha o embarque e o desembarque. E qual o motivo? Tem que ser o primeiro a sair depois? Por quê? Rola algum tipo de prêmio? Não estou sabendo. Talvez - e isso precisa de uma pesquisa junto a essas pessoas - a justificativa seja facilitar o desembarque em dias que o metrô está cheio. Concordo que, de fato, sair do meio do vagão, atravessar o mar de gente e tentar passar pela porta será tão difícil quanto um parto normal. Mas, e quando o trem está vazio? E quando você vai descer na última estação? Precisa, também?

Num dia em que eu estava dentro de um trem lotado da linha 3-Vermelha, a título de exemplo, aguardei o desembarque de todos na estação Palmeiras-Barra Funda, a última no sentido da zona oeste da capital paulista, para fazer um teste. Resolvi cronometrar o tempo, desde o primeiro que saiu até a minha saída. Deu míseros 15 segundos. Isso justifica atrapalhar os demais usuários?

Hoje, sexta-feira, dia de cerveja e happy hour, não foi diferente. Época de férias, o trem bastante vazio. Mas, como já sabemos, isso não impede do pessoal repetir esta atitude. Dois homens parados junto à porta do Metrô. Provavelmente embarcaram no Jabaquara ou Conceição, primeiras estações da Linha 1-Azul sentido Sul-Norte, pois só assim conseguiriam um lugar tão disputado. Para confirmar minhas suspeitas, desceram somente na Sé, causarando uma grande bagunça nas estações de integração desta linha com a linha 2-Verde.

É difícil saber disso se não paramos para pensar, mas um corpo de cada lado da porta reduz a medida de 1,10m para cerca de 50cm. No vão original, sairiam ou entrariam duas pessoas ao mesmo tempo. Ou ainda, enquanto uma sairia, a outra entraria. Digamos que, para este processo, fossem gastos 10 segundos - até todos sairem e, depois, todos entraram. E, digamos ainda, que o trem leva para fechar as portas depois o total de 15 segundos. Teríamos, então, 5 segundos de folga, certo? Com esses sujeitos parados na porta, com o vão menor, o fluxo se altera. Apenas uma pessoa sai ou apenas uma pessoa entra. E só. Para a mesma quantidade de pessoas entrando e saindo, teríamos, no mínimo, o aumento do tempo para 20 segundos, o dobro. No entanto, o trem mantém o tempo normal de abertura da porta. Ou seja, em 15 segundos vai fechar, mas ainda tem gente entrando ou saindo... Com isso, na ânsia de entrar alguém segura a porta, o que atrasa a viagem de todos.

Os prejuízos também atingem os equipamentos sensíveis das portas, já que o ato de segurá-las causa forças que não deveriam acontecer, resultando em falhas. O mesmo acontece com a pessoa parada junto à porta, que solta o corpo sobre elas para se apoiar, acarretando em esforços extras nos equipamentos. Isso reduz a vida útil dos sistemas, aumentando a chance da porta ter problemas no futuro. E, quando isso acontece, toda a rede metroviária sofre, já que funciona como carrossel - um trem para, os demais param também. E tudo em nome de um desespero em ganhar 5 segundos, que foi o tempo que durou o desembarque desses dois sujeitos e os demais passageiros na estação Sé no dia de hoje.

Como sempre, vão me chamar de velho ranzinza, vão dizer para eu desencanar e relaxar, vão pedir para que eu compactue com este comportamento. Mas, uma coisa é fato: o ser humano evoluiu em muita coisa. Criou equipamentos incríveis, derrubou fronteiras. Mas, em matéria de cidadania, ainda falta muito.



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MDNA

Talvez por ter lido a crítica do show no Rio, fui com bastante expectativa ao Morumbi na terça-feira. Assim que os refletores se apagaram, o coração bateu mais forte. A abertura fez o público vibrar. Mas, não passou disso.

A produção do show é, de fato, fora do normal. O queixo cai a cada minuto por tudo o que se vê sobre o palco, que se transforma em inúmeras coisas possíveis e inimagináveis. Ao chegar, vemos alguns telões e não se faz ideia do quanto aquela "simplicidade" se molda. Cubos que sobem e descem, lustres que surgem e somem, cenários que deslizam... Mas, só.

Eu havia me esquecido o quanto é irritante esperar tanto tempo por uma troca de roupa. Este intervalo é preenchido por música, projeções nos telões e performance de dançarinos que, somada à produção, foi a segunda coisa elogiável do show. O queixo de novo caía, mas junto com o corpo que desabava sobre a cadeira. Impossível permanecer em pé. Todo mundo muito cansado.

A irritação inicia com os flanelinhas - espalhados por várias ruas no entorno do estádio - e os preços abusivos cobrados em estacionamentos. A título de exemplo, no Shopping Butantã, onde disseram que o estacionamento é gratuito, cobrava-se R$ 20 de motos e R$ 100 de carro. O sufoco na volta não é diferente: taxistas aproveitavam o fim do transporte coletivo para cobrar taxas de até R$ 300 por uma corrida.

O jeito foi ir com meu carro e estacionar na rua mesmo, porém um tanto longe. Cheguei com meus amigos às 19h. Foi extremamente fácil entrar. Não havia filas e encontramos lugares reservados por amigas nossas num ponto bacana da Arquibancada Especial. Pudemos assistir a tudo, auxiliados pelo telão.

Às 20h30 o DJ Gui Boratto deu início a seu show, que durou longas 1h15. Terrível. Não conseguiu animar. Pelo contrário: foi um balde de água fria em cima do público, que provavelmente já estava cansado por ser um dia de semana, com trabalho intenso, trânsito parado, condução lotada... O coitado foi, inclusive, vaiado. Comemorou-se muito a saída dele de cena às 21h45. Ninguém aguentava mais.

Daí, às 22h30 ela entra em cena. Diva. Poderosa. Deslumbrante. Madonna. A abertura foi empolgante. E eu ali, me preparando para pular e dançar muito. Fiquei assim, esperando, esperando, esperando... Até que chegou "Like A Prayer", já no fim do show. Nas músicas antigas, como "Open Your Heart" ou "Vogue", o público cantava junto com ela e, os que estavam nas arquibancadas, levantavam-se. Nas novas, bem ruins por sinal, todos se sentavam. Ela gritava: "quero mais alto que no Rio". Mas, ninguém sabia cantar nada. Músicas chatíssimas e o público nitidamente formado por fãs de outras fases. Deu sono. Muito sono.

Madonna fez um discurso sobre o respeito, a justiça, a igualdade. Incitou o público a cantar uma palavra meio mágica, como um mantra. "Sagarra jo, São Paulo". O estádio emitia a palavra em coro que, segundo ela, significa o fim das coisas ruins: preconceito, racismo, guerras, etc. Depois de seu habitual discurso de paz, amor e etc., perguntou: "do you understand me?" e ensinou a resposta que deveríamos dar: "Fuck yeah". Também arriscou umas palavras em português, como "estão prontos?", "obrigada", "gostosa" e a mais repetida da noite: "caralho".

Sem a presença do filho, que ficou curtindo o Rio de Janeiro, sem algumas das principais músicas, como "Like a Virgin" cantada no Rio de Janeiro, e com apenas 1h40 de show, contra 2h no Rio de Janeiro, a festa se encerrou com "Celebration" misturado a outros sucessos. Sem bis. Sem nada. Dizem que ela odeia São Paulo. Bom, se era boato, provavelmente agora isso seja verdade.

No fim das contas, o melhor do show foi o lanche que comemos, ou melhor, devoramos ao chegar no estádio. Talvez o sabor tenha ganhado notoriedade por culpa da fome que nos consumia. Mas, juro que foram os 10 reais mais bem pagos por um cheeseburger na vida até hoje... Só.



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A imprensa e os videntes paulistanos

Relutei muito para falar sobre as eleições municipais deste ano, já que política, futebol e religião são sempre assuntos sem fim. No entanto, tem sido difícil ficar calado perante o que se lê por aí na internet...

A imprensa adora uma polêmica. Vende seus jornais/revistas e enche seus bolsos de dinheiro. De forma brilhante, trabalha a informação do modo que melhor convém a ela. Daí, o povo vê as letras garrafais de uma manchete e já tira suas conclusões, sem se dar ao trabalho sequer de ler o restante da notícia - embora toda notícia seja sempre tendenciosa, para um lado e para outro, mesmo que jornalistas digam o contrário.

Haddad foi eleito pela grande massa popular da cidade mais importante do Brasil. O motivo é um só: um povo que anseia por melhorias de sua situação em geral. Se vai acontecer ou não, Deus é quem sabe. Talvez a Mãe Dinah também saiba. Mas, o que se quer nesta cidade é mudar, porque do jeito que está não há como continuar. Daí, o mandato do cara nem começou e a galera já está no facebook fazendo análise de seu governo. São mesmo incríveis! Fico estupefato!

E fazem isso como se o Serra fosse cumprir tudo o que ele prometeu também no primeiro ano do mandato. Se é que ele ia cumprir alguma coisa, pois a gente conhece BEM o passado do cidadão no quesito de promessas. A propósito, amigos tucanos, os candidatos de vocês, independente do cargo ocupado, concluíram seus mandatos realizando 100% de tudo o que haviam prometido? Tem gente aí que inaugura até trilho de metrô para dizer que faz algo pelo Estado!

A administração de uma cidade, um Estado ou um país não é algo que se prevê num papel e que milagrosamente se confirma na hora de executar. Inocente quem pensa assim. Muitos votam por conta de promessas de campanhas, eu sei. O Brasil ainda é um País tomado por pessoas com baixa cultura, que se deixam levar pelo santo mais milagreiro. Porém, já passou da hora de usarmos a massa encefálica para nosso próprio bem. Que tal esperar ao menos dois anos de mandato de um político para entupir as redes sociais com tanto palavrório?

A propósito, "entupir as redes sociais" é algo que há poucos anos era inimaginável, mas que hoje acontece pela possibilidade de acesso de uma parcela considerável da sociedade à internet - como eu e você - e não somente a meia dúzia realmente rica do País - como a Xuxa e o Eike. Mas, isto é uma outra questão.

Sinceramente, como disse o perfil "bomdiaporque" no Twitter há alguns dias: "dá saudade de quando o pessoal topava ser alienado e só comentava de futebol e Big Brother".

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Esta publicação foi escrita após comentários diversos gerados pela seguinte reportagem: "Promessas de campanha, bilhete mensal e fim de taxa devem ficar para 2014".

Prometa que você vai ler toda ela e não só a manchete. Acesse AQUI.



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Esses seus valores

"Está sem rumo? Quem mandou deixar os gurus do sistema cuspirem regras na sua orelha? Pois é, malandro faz moda e otário entra com tudo... Eles pregam que você tem de se harmonizar com Deus, pátria, família, propriedade, educação, trabalho. Dizem que essas coisas vão trazer futuro melhor. Tremenda enganação! Para essa gente, o passado é um exemplo, o futuro é uma esperança e o presente, um pé nas bolas.

O futuro obedece à fatal lei das causas e efeitos. Por isso, não carrega o fardo inútil das preocupações. Vive o aqui, agora. Se desatrela do carroção dos preconceitos, das superstições, dos dogmas e das pequenas sabedorias.

Deus é luz, não um terrível algoz que governa, julga, pune, premia puxa-saco e soca no inferno seus detratores. Deus não está no topo de nenhuma hierarquia celeste. Deus é movimento contínuo. Deus é o todo que está no tudo. Ou vice-versa.

Pátria é um absurdo. A causa das guerras, a razão dos limites. Um espírito viril quer ser livre e em limites de qualquer espécie é oprimido, esmagado, sufocado.

Família é um horror: é no lar que castram a vocação e a sexualidade. Assim o ser humano perde o sentido da vida.

Propriedade é loucura. Suas coisas, né? Sua casa, seu carro, sua mulher, sua vaca, seu filho, seu cachorro, seu marido... tudo seu! Tudo isso te prende. Se prenda às coisas e elas te prendem. Acumula, conforme mandam. Mas já sabe: não vai levar nada: caixão não tem gaveta e mortalha não tem bolso.

Educação é um xaveco. A escola não está interessada na vocação (nem na percepção) de ninguém. Na verdade, o que chamam de ensino é adestramento.

Trabalho é uma enganação. O homem precisa trabalhar, e todo trabalhador tem direito a um salário. Isso é bíblico. Mas só o ignorante se gratifica pelo ordenado, pelo dinheiro que ganha. O homem sábio se gratifica pelo prazer de trabalhar. Quem se guia pela remuneração acaba trabalhando contra si mesmo: faz qualquer negócio por um troco.

Competindo, querendo ser o religioso perfeito, o maior patriota, o dono de coisas mil, o grande chefe de família, o aluno exemplar, o trabalhador campeão... querendo se afirmar, o sujeito fica entralhado.

Preso nessas disciplinas absurdas, o homem fica angustiado, tenso, duro da cabeça aos pés; sem tempo para o ócio. Isso é grave: o ócio é essencial para a saúde, para a criatividade e para o sexo. Pratique o ócio sem culpa. Tudo o mais sobre o sexo será sem culpa...

Joga fora, portanto, toda a sua carga de bobagem. Para tudo. Fica à toa, coçando. Não faça esforço. Deixa tudo quieto. Deus vem até você."

PLÍNIO MARCOS (29/9/35- 19/11/99)



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Da série: eu (não) mereço!

Segunda-feira, um dia frio na capital paulistana. Porém, aula de teatro no SENAC. Por ser meu rodízio, não tive dúvidas e optei por fazer meu deslocamento usando o transporte público da cidade. E, para variar, passei por situações que me tiram do sério. De verdade.

Na volta da aula, por exemplo, eu e alguns amigos da turma entramos num trem na estação Lapa. Com exceção da Juliana e da Mari, eu, o Adriano, o Júlío e o Ricardo estávamos mexendo em nossos celulares. Uns faziam ligações, outros enviavam mensagens. Um sujeito que já estava no trem não aguentou e começou a resmungar. E eu tive de revidar...

Ele, cheirando cachaça até o último fio de cabelo, começou um discurso em alto e bom som: "O mundo vai acabar por falta de comunicação entre as pessoas... Não existem mais sentimentos... Tudo agora é internet... É o fim dos tempos". O cara vem falar isso para mim?! Ah, não resisti. E soltei: "Colega, são tempos modernos".

Ainda tentei argumentar: "O mundo sempre foi podre. O ser humano sempre foi mesquinho, arrogante, mau educado, preguiçoso, etc. E isso não é culpa da internet. A propósito, ela veio para aproximar as pessoas". E ele: "O mundo vai acabar por conta disso! Vão instalar chip em você e te transformar num androide", numa referência que considerei inteligente, porém infeliz, ao sistema operacional do meu celular.

Será mesmo que as pessoas acreditam que antes da internet o mundo era um lugar melhor?! Eu já escrevi sobre isso aqui, não faz muito tempo. Antigamente, para eu falar com vários amigos só era possível se eu estivesse na presença deles. Hoje, o sujeito pode estar na conchinchina que eu consigo me comunicar com ele como se estivesse ao meu lado. Trouxe desvantagens?! Sinceramente, não sei... No passado os mais velhos esmurravam a boca das crianças que tentavam falar com eles, por exemplo. E vem falar que hoje é que não há comunicação?!

A propósito, o mesmo sujeito que reclama do uso de internet pelas gerações novas é o que passa horas na frente de uma televisão assistindo novela, jogo de futebol, desfile de carnaval, etc. E vem falar que falta comunicação de verdade entre as pessoas?! Amigos, acordemos! O ser humano sempre foi frio e miserável. Sempre foi hipócrita e mesquinho. A internet apenas botou uma lente de aumento. Só isso.

O que chama a atenção é que este sujeito, em particular, é do tipo que fica bêbado numa segunda-feira a noite e volta para casa. Segunda-feira a noite... Não me ocorreu na hora, mas deveria ter dito para ele: "Pois é tio, está reclamando de eu estar na internet? Bom, cada um tem seu vício".

Eu não mereço... Não mesmo! Tirando a aula de expressão corporal, a segunda-feira foi um dia para não se sair de casa. Na ida para o curso, cheguei na estação Praça da Árvore da linha 1-Azul do Metrô de São Paulo e recebi a notícia de que havia falha num trem na estação Conceição. Esperamos um pouco. Chegou um trem lotado. Mesmo assim entrei. A estação onde ocorria o problema é anterior à minha e, sendo assim, pensei que não teria mais dificuldades. Ledo engano: a falha, por incrível que pareça, foi caminhando junto conosco. Mas, como num passe de mágica, passou a estar em estações à nossa frente: falha em Ana Rosa, falha em São Joaquim, falha em Liberdade. E assim foi.

Num determinado momento, o trem estava tão lotado quanto os da linha 3-Vermelha. Para evitar que mais pessoas tentassem embarcar e, então, também fossem para seus destinos, alguns usuários travaram a porta. Resultado: ao chegar na estação Sé a porta simplesmente não abriu, provavelmente porque, com o esforço para impedir que ela fosse aberta nas estações anteriores, causou dano em algum equipamento que permite seu movimento natural.

Que os trens do Metrô estão apresentando um número de falhas fora do normal, isso é fato. Porém, a população de São Paulo está muito longe de ser vítima. Uma pena. Enquanto o trem trafegava, aquelas pessoas junto à porta tinham um comportamento animalesco. E, para minha surpresa, com aprovação de outros ao redor, que se divertiam com a situação. A impressão é de que somente eu desaprovava a atitude absurda. Posso estar enganado, uma vez que ninguém é louco o suficiente de tentar mostrar o quão errados eles estavam ao agir daquela maneira, por mais indignados que estivessem com o atraso e a superlotação do trem.

E nem é necessário dizer nada sobre as pessoas que ficam paradas junto às portas, atrapalhando embarque e desembarque de outros usuários. Ou dos que ficam parados no lado esquerdo das escadas rolantes, mesmo com os avisos sonoros e os escritos ao longo de toda escada... Ou dos que ultrapassam a faixa amarela antes mesmo do trem entrar na plataforma, colocando a própria vida em risco. E por aí vai.

O ser humano ainda tem muito, muito, muito a aprender, seja na evolução interior (espírito), seja no convívio com os demais (sociedade). E o cachaceiro do trem da Lapa vem falar mal da internet! Ai ai...



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Quando a gente cresce...

"Sabe quando você sabe exatamente o que pensar, o que sentir e o que fazer?... Nem eu!"

Foi assim que o Arthur Guilhermme, um incrível ator e amigo meu, recém chegado à maioridade, postou em seu mural no Facebook.

Não resisti e resolvi comentar: "Olha só, o mocinho está crescendo! Bem vindo ao mundo dos adultos!". Ao que ele respondeu de prontidão: "Não é de hoje que eu sinto isso Eber, mas deu vontade de desabafar!"

No mesmo instante lembrei-me de um texto que publiquei aqui. Eu só não recordava a data, mas achei a publicação: "Desilusão", em 29.05.2007 (LEIA AQUI). Na ocasião eu fazia uma comparação com o nosso desenvolvimento desde crianças. Conforme os anos passam, nossa percepção do mundo se altera. O crescimento físico é acompanhado também de uma evolução de aprendizado, porém numa jornada que vai das respostas para as perguntas. Paradoxal!

Foi, então, que respondi a ele que a vida é assim mesmo. E é. Se você, assim como o Arthur, também acaba de chegar na maioridade, dou o mesmo aviso, só para te deixar em desespero: a coisa sempre tende a piorar. A gente sai da adolescência onde a gente se sente o dono do mundo, cheio de certezas, sabendo que adultos são um bando de incompetentes e que a gente, é claro, sabe mais que qualquer outra pessoa... "Lógico que eu sei me cuidar, lógico que eu sei o que é melhor pra mim, lógico que eu tenho pleno controle das minhas emoções e sentimentos, lógico que...". E por aí vai.

Até que a gente chega na fase adulta. E cai na realidade da vida, onde existem mais dúvidas e perguntas do que respostas. O lado bom é que, ao mesmo tempo que isso é uma angústia, também vira um combustível incrível para a gente continuar em frente. É exatamente por não saber de nada que a gente se sente impelido a agir, a buscar, a conquistar. A nossa jornada, então, atinge o ápice aí.

E uma coisa nos alivia: de incertezas ninguém nunca morreu. É um saco, eu concordo. Eu também ando assim cada vez mais. Fazer teatro, então, piora ainda mais, porque a gente começa a ter um senso crítico apurado, começa a não aceitar respostas prontas (é assim porque o destino quer, é assado porque tem que ser, etc), começa a buscar o auto-conhecimento e descobre que o caminho não é fácil. Mas, a gente se delicia, pois esta jornada é uma aventura que tem seus percalços, porém com muitas coisas que nos dão motivo de viver a vida com mais e mais tesão!

Uma coisa é fato: ao mesmo tempo que ninguém nunca passou ao Além por ter dúvidas, muito material incrível se gerou a partir delas. Músicas, peças, vídeos, textos, pinturas, etc. A busca pelas respostas, das mais simples às mais complexas, é o que tem transformado a humanidade até aqui. Resta a cada um de nós a escolha: fingir que a dúvida não existe e se manter no incrível mundo dos sonhos, onde tudo é mágico e perfeito, ou sair da toca e buscar o conhecimento? A primeira escolha te leva a uma vida aparentemente tranquila. A segunda, à libertação. Qual vai ser a tua?!



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A Arte x A Vida

Conforme se verifica no IMDb - Internet Movie Database, que reúne informações de diversas produções cinematográficas e televisivas, Jornada nas Estrelas - O Filme (título original: Star Trek: The Motion Picture) é datado de 1979. Dois anos antes da minha chegada neste planeta. Um clássico da ficção científica, ao lado de Guerra nas Estrelas (título original: Star Wars), datado de 1977, Star Trek foi baseado numa série de televisão dos anos 60. Quando se pesquisa mais a fundo também no IMDb, encontra-se títulos desde 1966.

Confesso que nunca assisti o filme - muito menos a série - embora eu seja fã de Star Wars. No entanto, vez ou outra surge uma discussão interessante a respeito do "Jornada": muito antes sequer da gente pensar em internet e celular, os personagens já se comunicavam usando o que, para a época, era uma tecnologia inimaginável. Hoje, quem senta-se perante uma televisão e coloca o dvd, chega a rir com a "simplicidade" dos aparelhos, "toscos" se comparados ao que vemos hoje em dia.

O mais incrível nisso tudo é a capacidade do autor de avançar pela imaginação e criar histórias que, embora pareçam uma loucura descomunal, são totalmente possíveis de tornarem-se reais. Pode demorar séculos, décadas, anos, meses, dias, horas, minutos... No entanto, mais dia, menos dia, aquilo que era impossível se materializa. Um exemplo ainda complexo em pleno século XXI, já tanto comentado na literatura, cinema, teatro e TV, é a questão da viagem no tempo. No entanto, se antigamente voar era algo que o ser humano sequer sonhava, o que impede disto acontecer? Pode ser que nós não vivamos para ver, mas com tudo o que já aconteceu, seria simplório pensar de forma negativa.

Migrando para o campo dos outros gêneros, como drama, comédia, ação, suspense, terror, romance, etc., acontece de forma idêntica. Muitas vezes assistimos um filme, por exemplo, e duvidamos que aquela história possa se repetir na vida chamada real. "É muita imaginação para uma pessoa só", dizemos na mesma hora. "Louco, maluco, doido" e todos os sinônimos possíveis vêm à mente para definir o que o diretor apresentou. Mas, quem garante que aquilo se restringe ao mundo das artes? Acredite, "do lado de cá" da câmera existe, não só aquilo, como muito mais.

Parece um tanto óbvio, eu sei. Até porque, muitas histórias contadas são exatamente aquelas que vemos no dia a dia. Mas, esforce-se agora para lembrar de alguma vez em que assistiu um filme, um seriado, uma novela ou uma peça e saiu com a sensação de que viu muito mais do que seus olhos poderiam acreditar. Pois então. É isso o que me traz aqui, nesta tarde de quarta-feira, dia consagrado como "Dia da Feijoada", ao menos nos restaurantes paulistanos. É natural quando algo ocorre na vida de outras pessoas, mas é extremamente estranho - acreditem em mim - quando acontece na tua própria vida!

Muitas coisas já vivenciei, muitas coisas já vi, mas sempre passo por alguma situação que me deixa estupefato. A sensação é, ao mesmo tempo, sensacional e terrível. Sensacional, pois você se identifica com as histórias mais mirabolantes da telona. Terrível, pois você não faz a menor ideia se vai terminar do mesmo jeito - o que pode ser ótimo ou ruim, dependendo de que histórias são essas.

A única certeza que fica: a vida imita a arte. E vice-versa.



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Mais um link por aí

E eu não resisto. Cada site novo, cada rede social nova é motivo para a gente explorar ao máximo e criar novos perfis e novas páginas. Não bastasse a conta no Facebook, agora criei também uma página por lá.

A ideia é fazer um marketing dos trabalhos que já realizei como ator, bem como aquela propaganda básica do que está por vir. Afinal, já diz aquele velho ditado: "propaganda é a alma do negócio".

Sendo assim, fica aqui o endereço. O lado bom é que, diferente do perfil pessoal, a página pode ser acessada por qualquer pessoa, mesmo quem não tem perfil cadastrado no site. É possível visualizar todo o conteúdo do mural, bem como o álbum de fotos. Aproveitei, também, para atualizar o meu currículo. Quer ver no que resultou? Clica aí:

http://facebook.com/RodriguesEber



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Jornada rumo ao progresso

Mais um trabalho que tive de fazer para o curso de teatro, além da releitura de "Chapeuzinho Vermelho", publicado aqui há algumas semanas. A tarefa da aula de História do Teatro desta vez era elaborar a releitura de algum mito grego (Édipo, Antígona, Prometeu ou Medeia), inserindo um discurso nosso, atual, seja ele qual for. Disto, resultou o poema abaixo, que achei bacana compartilhar aqui.

JORNADA RUMO AO PROGRESSO

Ouviu suas filhas pel’última vez -
Os filhos não estavam ali, ao seu lado.
Partiria em uma jornada sem rumo
Com seu coração tão despedaçado.

Tentava entender o que acontecia:
O que ele fizera pro mal merecer?
Oráculos disseram com tanta verdade,
Mas ele, ingênuo, tentara não ver.

O homem progride
Com a própria dor.

Talvez fosse isso: a sua arrogância,
Embora ele fosse um abençoado.
Lutara, vencera, livrara um povo!
Mas, dentro de si, nada havia mudado.

Tornara-se rei, recebendo a coroa,
Casara-se com aquela que o trouxe ao mundo.
Os fatos tão claros e muito visíveis
Bastava olhar um pouco mais fundo.

O homem progride
Quanto mais baixo for.

Porém, os deuses, que tudo conhecem,
Sabiam de sua alma perdida;
Quem sabe teriam armado um plano
Para ele enxergar a sua própria vida...

Que ironia, pois cego ele estava agora
Diante de si era só escuridão.
Seus pés o guiavam para onde queriam,
Ele não mais tinha sequer direção.

O homem progride
Se as barreiras transpor.

No entanto, enquanto ali caminhava
Refletia em tudo, desd’a primeira hora.
E, mesmo com sua cegueira causada,
Podia ver com mais clareza agora.

Sua vida na qual mais nada restava,
Seu pai que foi morto por sua espada,
Seus filhos largados nas mãos do Destino,
Sua mãe e mulher que morreu enforcada.

O homem progride
Se sente pavor.

Não mais importava para ele o futuro.
Iria tão longe quanto fosse preciso
Amadurecera da forma mais dura
E agora em seu rosto não havia mais riso.

A ordem e castigo que determinara
E que diante dos homens tornara-se lei,
Cumpriria agora, até o fim de seus dias.
Ele tornava-se, de fato, um rei!

Depois que progride,
O homem se torna
Capaz de entender
Até o amor.

______________________________

O texto acima foi baseado na tragédia grega "Édipo Rei", de Sófocles.

Na peça, Édipo descobre aos poucos o terrível destino que teve sua vida. Ele tentara fugir das profecias do Oráculo, porém sua arrogância era tanta que terminou por vivenciar toda a experiência dolorosa prevista. A peça retrata a questão do poder do divino frente às escolhas humanas: a constante luta entre aceitar o próprio destino ou tentar alterar a seu bel-prazer. Édipo, como profetizado, acaba matando o próprio pai (Rei Laio), casando-se com sua mãe (Rainha Jocasta) e tendo filhos com ela. Uma praga se instala na cidade e só com a vinda de Tirésias, um sábio adivinho, é que ele descobre que as profecias já estavam cumpridas. De remorso, Jocasta se mata e Édipo fura os próprios olhos. Cego, sai a vagar pelo mundo afora. É neste instante que ele finalmente se torna um rei, um sábio, com um ato de fato honroso, porém ficando à mercê da própria lei que criara, que deportava da cidade de Tebas aquele que tivesse matado o antigo Rei.

E é neste instante que inicia o poema...



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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A sociedade, a essência humana e a internet

Vira e mexe surge um texto na internet - e, diga-se de passagem, na minha caixa de e-mails - de alguém sobre o rumo que a sociedade tem tomado em virtude da internet. Ou, então, reclamações diversas no dia a dia sobre aqueles que estão conectados no Twitter, Facebook e outras tantas redes sociais por aí. Dizem que a geração atual está perdida. Que não sabe viver. "A vida está lá fora! Vejam as pessoas, olhem para elas, conversem com elas". E revoltam-se demais, pois nos dias de hoje estamos conectados virtualmente, porém distantes pessoalmente. Tem até uma frase célebre: "a internet me aproximou do mundo e me afastou das pessoas".

Daí, comecei a pensar sobre esta questão. Realmente nos dias atuais as relações humanas estão desgastadas. O ser humano vive um individualismo extremo. A lei de Gerson tem funcionado cada vez com mais intensidade. E, então, pensei: "como era antigamente?".

Não tenho a menor dúvida que as sociedades anteriores, que não dispunham de internet, aproveitavam muito mais a vida. Tenho certeza de que eram todos felizes, namoravam, saíam, brincavam, andavam de bicicleta, viajavam com amigos, tinham vida social intensa, adoravam as pessoas ao seu redor, conversavam com todo mundo, inclusive com pessoas de diferentes idades, diferentes crenças, diferentes sexos e sexualidade. Todos faziam piqueniques, as famílias se reuniam em festas e banquetes, não havia hipocrisia. Havia fortes relações humanas. Os mais velhos adoravam uma discussão saudável com os mais novos, pois sabiam da importância de ouvir o que as novas gerações têm a dizer... Sem dúvida as pessoas não eram manipuladas, todos viviam bem, tinham saúde, comiam melhor, dormiam melhor e não estavam preocupadas com o estilo de vida de sua época, nem passavam seus dias ansiando por melhorias em geral. As pessoas tinham mais educação, respeitavam os mais velhos, e eram mais generosas umas com as outras. Os políticos não eram corruptos e a polícia atuava de modo eficiente, de modo que não havia problemas de segurança. Bandido era peça de museu. Não existiam diferenças entre classes, sequer se pensava em preconceito. Todos viviam, muito mais do que existiam. E o mundo era um lugar melhor...

Aham.

Desde que o mundo é mundo, e sempre que o mundo for mundo, será assim: quem cresce e fica mais velho tem a certeza de que a geração seguinte está perdida. E que os anos anteriores eram muito melhores. São poucos os que enxergam e aceitam a evolução natural e inevitável. A maioria prefere se agarrar ao passado e fantasiar uma vida que não existia, talvez com medo de perda de identidade, creio eu.

Sei que é utópico, mas seria importante as pessoas hoje em dia, em pleno século 21, terem a capacidade de ver o mundo com a cabeça aberta. Extremamente aberta. Arreganhada mesmo. Também deveriam entender o que levou ao comportamento atual e o quanto isso foi necessário e inevitável, bem como compreender para onde a humanidade caminha e, o principal, como ela caminha. E verificar que isso não é privilégio desta ou daquela geração.

O mundo sempre esteve cego, sempre esteve de olhos fechados. As pessoas sempre estiveram isoladas, por mais conectadas que elas se sintam umas com as outras. Tivemos nossa infância – e adorávamos. As crianças de hoje têm as delas, as do passado tiveram outras, e as do futuro distante, terão outras ainda. Provavelmente serão diferentes. Isso muda, porque o que está ao nosso redor muda. Muda estilo de roupa, muda o corte de cabelo, muda a forma de mandar uma mensagem para um amigo. O que não tem mudado, desde que o mundo é mundo, é a essência da alma humana. E isso pouco importa se tem internet, se as pessoas postam suas vidas em redes sociais ou não. Não ficamos mais burros, nem vamos ficar. Tampouco somos mais inteligentes do que os antepassados. E não somos mais nem menos sociáveis do que os anteriores foram. Muito pelo contrário. Somos apenas a repetição do que o gênero humano sempre foi.

A propósito, falando em essência humana, poucos são os gênios que conseguiram captá-la de fato e deixar registrado. E hoje, depois de anos e anos, lemos um texto de um autor, por exemplo, e achamos que ele era mágico, pois em sua época ele escreveu algo retratando a nossa sociedade. Doce ilusão. Ele via o presente. As pessoas do tempo dele. Mas, as pessoas não mudam. De Sófocles a Plínio Marcos, passando por William Shakespeare e Bertold Brecht. E tantos outros. Escreveram para seu tempo, mas ainda hoje funcionam como estudo das tantas sociedades que já vieram após cada um. Como diria Plínio: “a culpa destes textos se manterem atuais é porque o ser humano não muda”. E não muda mesmo. Ciúme, inveja, traição, amor, alegria, tristeza, medo, esperança. É sempre igual. Há dois anos, há cem, há mil, há dez mil...

Se o ser humano hoje parece mais medíocre em sua existência, é porque a internet deixa isso transparecer de forma mais intensa. Mas, sempre fomos assim. E sempre vamos ser. A culpa, acreditem, não é da rede: é nossa mesmo...



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Bendita liberdade maldita

Marivânia não perdeu tempo e resolveu comemorar o fato de ser solteira. Comparava-se com as amigas comprometidas e, então, percebeu o lado bom de sua situação.

Era simplesmente sensacional estar livre para fazer o que bem quiser, na hora que quiser. É ótimo não ter que dar nenhuma satisfação sobre a própria vida a ninguém, nem ter que receber ligação a todo instante para informar onde está, com quem está, porque está... E as brigas por ciúmes desnecessários? Ah, disso ela não sentia a menor inveja!

Mari, vamos chamá-la assim, ainda ficava extremamente feliz pelos gastos que evitava com presentes ou jantares ou passeios, tudo por uma outra pessoa que, talvez, nem merecesse tanto. Tudo que ela despendia financeiramente, aliás, tinha um único propósito: satisfazer os próprios desejos. Não corria o risco, por exemplo, de sofrer uma decepção, dando mais que recebendo, amando mais que sendo amada.

E a possibilidade de curtir a vida em seu máximo, junto de amigos, de família? Outra coisa que não se podia negar que era esplêndida: a chance de poder participar de todos os eventos sociais. Até mesmo de conhecer pessoas novas. Novas ideias, novas culturas, novas bocas, novos corpos.

Até que, de repente, chegou o inverno...



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Culpa dos signos

E aí você vai com uma turma visitar um amigo na casa dele. Mal entra na sala, ele começa a berrar para as pessoas não sujarem o chão, não tirarem nada do lugar e, se alguém se atreve a isso, ele arma uma confusão dos diabos mesmo que, depois, peça desculpas. Ele diz: "Eu sou de Virgem... Liga, não".

Ou então, você marca de conhecer a pessoa e, ao chegar no lugar combinado - a casa dela - descobre que ela está deitada em pose de foto da Playboy sobre uma cama de casal, usando aquela roupa que você viu ontem num sex shop - e que jurava que ninguém compraria - junto com vários acessórios... E ela: "Eu sou de Escorpião... Liga, não".

E aquela pessoa que chega na balada e fica possessa se ninguém repara na entrada triunfal que ela deu pela porta principal? Você vai lá e tenta acalmá-la, mostrando ser um exagero. E ela: "Eu sou de Leão... Liga, não".

Brincadeiras a parte, o fato é que muitas características de nossa personalidade podem ser julgadas como algo inevitável, uma vez que estamos sob influência de um determinado signo. É isso o que vários sites dizem por aí, como o Gaia Astral, por exemplo, um dos que mais gosto (clique num signo e visite a seção "divirta-se"). No entanto, será que é bem assim?

Vamos a um exemplo prático, no caso um acontecimento comigo numa noite de domingo. Eu não sabia se pedia lanche ou se ia buscar eu mesmo para evitar pagar a mega taxa de entrega. Resultado: enrolei tanto na minha indecisão, que tive que dormir com fome. Por outro lado, eu não conseguia decidir se isso era bom ou não, pois, quem sabe, com essa "dieta forçada" posso emagrecer - o que eu realmente necessito.

Tudo isso, segundo dizem várias pessoas por aí, é "culpa" de ser libriano, pois uma de nossas principais - e piores, talvez - características é a indecisão. Hamlet deve ter nascido entre 23 de setembro e 22 de outubro, como fica claro na célebre frase: "Ser ou não ser, eis a questão".

Um outro exemplo: parece inacreditável, mas estou com trinta an... Bom, estou com uma certa vivência da vida, mas continuo insistindo em manter o foco naquilo que não vai dar resultado. Como pode?! Sempre levo porrada, mas continuo fazendo assim. Por que, meu Deus? Por que?! É aquela velha história: se a gente vê que não sai petróleo de um determinado furo, tem mais é que ir furar em outro lugar. É simples, eu sei, mas, em vez de picar a mula, fico ali, na esperança de que um dia algo aconteça. E tome na cabeça de novo. E de novo. E sempre. E sempre... Daí, pensei: "deve ser coisa de libriano também, só pode!". E foi batata: uma amiga minha disse que sofria do mesmo mal e também é libriana.

Será apenas coincidência? Pode ser. Afinal, existem librianos decididos, assim como pessoas de outros signos que vivem o martírio da escolha. Para explicar essas diferenças, temos o ascendente e o signo lunar. No meu caso, escorpião e virgem, respectivamente (Clique AQUI para descobrir os teus).

Enfim, de tudo isso fica uma certeza: independente da influência dos astros, o ser humano tem suas características próprias, o que faz de nós seres incrivelmente fantásticos, exatamente por sermos únicos.

No entanto, às vezes eu gostaria muito de mudar de signo para ver se, com isso, algo alteraria para melhor. Seria como fazer compras hoje em dia: se não gostar do produto, você devolve antes de sete dias. Seria fantástico!! Eu acho. Ou melhor não?!

Ih... Não vou conseguir decidir sobre isso tão cedo...



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Virada Cultural nas ruas do Centro

Virada Cultural nas ruas do Centro: crack, cocaína, narguilé (na moda hoje em dia), maconha, cigarro, vinho adulterado, melzinho, cerveja, água, refri, camelô, gente normal, gente feia, gente feia pacarai, arrastão, desmaio, polícia, brigas, gente sangrando, gente roubada, comida cara e, quando dá sorte, no meio disso tudo você encontra cultura, arte e pessoas no espírito da Virada mesmo. Raras, mas existem.

Devido à extensa programação, é quase impossível manter-se parado num lugar só. Se fossem menos atrações, distribuídas em mais dias - um feriado prolongado, por exemplo - as pessoas se deslocariam menos. Talvez isso ajudasse a não visualizar metade das coisas ruins que a Virada oferece, em detrimento de tantos artistas sensacionais. No entanto, para tentar cumprir um itinerário escolhido, você se torna obrigado a transitar pelas ruas apertadas e, muitas vezes, sem saída do Centrão. E é ali que o bicho pega. Uma pena. Uma pena mesmo.

Ao postar no Facebook, diversos amigos teceram belos comentários. Um deles, o Tom Alcivam, disse que "muitos artistas já não aceitam a proposta de tocar na virada cultural". Fácil entender o motivo. Não aguentei e saí cedo, sem ver muita coisa bacana e com o coração apertado. Cheguei em casa feliz da vida por não ter sido roubado, nem recebido golpe de garrafa quebrada e por ter reencontrado bons amigos! E só...

O bom de estar na Virada é que a auto-estima vai lá em cima. Brincadeiras a parte, não é só gente feia fisicamente falando, porque isso seria o de menos. É gente feia por dentro. Uma pobreza de espírito assustadora. Pessoas sem educação, sem amor próprio, sem brilho...

A Virada Cultural se resume em uma ideia ótima que vai para o ralo a cada dia. Ou será que eu é que estou velho e chato demais e já não consegue curtir as coisas feitas desta forma? Bom, para evitar uma imparcialidade, você resolve participar dos demais eventos gratuitos na cidade, como o Reveillon na Paulista, a Parada Gay, e outros. E, então, vê a mesma coisa. Quem nunca foi, pode até pensar que é preconceito contra as pessoas que, por conta da gratuidade, puderam ter acesso à cultura, por exemplo. Mas quem se aventura por lá, se depara com tudo, menos com pessoas que foram com aquele objetivo proposto. Uma pena. Uma pena mesmo.

Eu não frequentei a Virada ao longo da manhã/tarde do domingo. Talvez neste horário o Centro se torne um lugar melhor. Quem sabe se as atrações não fossem na madrugada as pessoas teriam outra atitude? A impressão que tenho, pensando cá com meus botões, é que, de noite, a educação repousa e os monstros escondidos dentro de nós tende a surgir e... Opa. Pensando bem, Parada Gay é durante o dia e a bagunça também existe. Pelo jeito, o horário não influencia muito. Mas, a madrugada ainda parece ser mais propícia para os baderneiros de plantão.

A maioria está pela farra, pela possibilidade de passar a madrugada bêbada pelas ruas do centro, se achando os maiorais e de personalidade forte, que fumam, que bebem, que beijam este ou aquela. Uau, que pessoas incríveis! Qual será o conceito de maturidade que está embutido na cabeça deles hoje em dia? Seria, talvez, uma forma de mostrar que estão livres para viver a vida como bem entenderem? E onde foi parar a parte que diz que temos direito de fazer tudo, mas também temos deveres e um deles é exatamente o respeito ao próximo? Hum...

A gente precisava mudar muita coisa antes de fornecer à sociedade um evento gratuito. Mas, para um político é mais fácil dar o circo e o pão do que educar. Coloca-se polícia para fazer um serviço de controle, mas que não consegue dar conta da grande massa. E deixa os professores com salários baixos, desmotivados... Que contrariedade!

A nossa sociedade ainda está muito, muito longe do preparo necessário para usufruir das coisas com seriedade. Talvez não demore muito para todos os eventos gratuitos de São Paulo terem o mesmo destino do famoso "Bolo do Bixiga", que deixou de ser produzido por conta da avacalhação que virou.

E fica a dúvida: é possível manter-se a esperança de que um dia a coisa toda funcione da forma como deveria ou melhor perdê-la de vez, pois a sociedade está podre há 500 anos e a mudança é muito mais lenta e, talvez, impossível?

Uma pena. Uma pena mesmo...

PS: a Virada Cultural também acontece em lugares diversos, como CEUs, teatros, estações/trens de metrô, SESC, museus, entre outros. Nestes espaços, é possível verificar que a arte predomina, mantendo o espírito da cultura em todos ali presentes. Sendo assim, talvez a ideia de usar mais estes espaços, dividir em mais dias e deixar as ruas apenas para o trânsito das pessoas pudesse eliminar aquilo que choca e que, no fim das contas, toma uma proporção muito maior.



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O Bar do Léo, o chopp falso e a Nova Luz

Todo restaurante guarda seus segredos. Aliás, já diz o dito popular - um tanto machista, concordo - que duas coisas você jamais deve querer conhecer antes de comer: a cozinha de um restaurante e o passado de uma mulher!

Sabe aquele gostinho que você nunca consegue repetir em casa? O queijo queimado do hamburguer, o molho delicioso do macarrão, o tempero indecifrável do frango assado, a maciez do pão francês ou a textura incrível da sobremesa... Pois é. Às vezes, é melhor deixar no campo da curiosidade.

Bar do Léo. Anos e anos de tradição. Até o fim de semana passado, pelo menos. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo (clique AQUI), um advogado resolveu questionar a origem da famosa bebida servida por lá. Não deu outra: chopp falso. Vendiam Ashby como se fosse Brahma. Daí, os caras da vigilância resolveram aproveitar a visita de verificação da bebida e deram uma olhada na cozinha. Resultado: bar interditado por conta dos processos de fabricação dos alimentos.

O que não podemos deixar de perceber - e citar - é o fato daquela área ser bastante vislumbrada pela “turma da desapropriação” do Kassab. Os mesmos, provavelmente, que fizeram a “limpeza” da Cracolândia, tirando de lá os usuários com a desculpa de assistência social, mas que apenas empurrou o problema para outros bairros, enquanto a região da Nova Luz, que abriga lugares importantes como a Sala São Paulo, agora pode finalmente ser revitalizada, para receber prédios de alto padrão, e permitir a livre circulação dos bem vestidos da alta sociedade, sem que estes vejam as feridas que a cidade carrega...

Independente de tudo, realmente é sacanagem pagar o preço de um chopp, tomando outro de marca inferior. Assim como é sacanagem fornecer produtos estragados ou sem higiene. Porém, é uma pena que coisas como esta – a fiscalização de estabelecimentos - só aconteçam por motivos bastantes duvidosos e nada nobres. O que também é uma grande sacanagem...



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Chapeuzinho Vermelho - a versão da vovó

Fico muito contente pela oportunidade de esclarecer uma história que aconteceu nesta semana e deixou-me bastante abalada. Aliás, eu gostaria de dizer que fico muito surpresa, já que raramente nós, idosos, podemos falar o que pensamos. As pessoas não têm paciência conosco e vivem exigindo que a gente termine logo, sendo que temos tantas coisas pra contar. Na minha época não era assim. As crianças respeitavam os mais velhos. Sentávamos junto de nossos avós para ouvi-los contar as mais belas histórias, fossem ficção ou não. Hoje em dia as crianças só querem saber de computador e televisão. Não têm mais tempo para nós. Mas, o que eu estava falando mesmo? Ah sim, eu ia contar a história que aconteceu esta semana. Peço que não repare, pois eu costumo esquecer algumas coisas. Sabe como é. A idade é mesmo uma porcaria. A gente passa o tempo todo dependendo de remédios pra controlar o “alemão”, além de ter de esperar que as pessoas venham nos ajudar. Ainda bem que tem a Clarinha. Ai, uma moça que mora aqui perto da minha casa, que tem me ajudado bastante, sabe?! Ela é um anjo. E fico tão feliz com o apoio dela. É muito importante pra mim, pois já não tenho o mesmo vigor da juventude, embora eu ainda seja uma mocinha.

Minha Nossa Senhora Desatadora dos Nós. Eu já esqueci de novo o que eu ia... Ah, sim. É a história desta semana. Pois, então. Como eu dizia, a Clarinha me ajuda muito. É quase uma filha pra mim. Ou quase uma segunda filha, já que eu tenho uma, a Dora, que mora na outra vila. A Dora casou-se com um moço bem bonito, cheio de galanteios. Mas, assim que ela teve minha netinha, ele sumiu do mapa. Acredita nisso? Eu falava para ela que, quando a esmola é demais, o santo desconfia. E ela não me dava ouvidos. E, então, teve que cuidar sozinha da menina. Na época eu ainda conseguia ir até a casa dela para ajudar, mas agora minhas pernas não permitem que eu ande por aí a toda hora. E vivo muito adoentada também. A Dora costuma vir em casa aos finais de semana e traz a minha neta. Mas, ultimamente ela tem trabalhado tanto na vendinha que ela montou em sua casa para ganhar um dinheirinho, que às vezes ficamos sem nos ver por duas semanas. É quando a Clarinha aparece para limpar minha casa, lavar uma roupa, ajudar a cozinhar. Mas, a vida é assim mesmo, não é, menina? Criamos os filhos para o mundo, não para nós mesmos.

E cá estou novamente desviando do assunto. Bem, a história que eu vou contar é sobre minha neta. Ela é uma menina muito bonita. Está na idade de virar mocinha. E é conhecida na cidade como Chapeuzinho Vermelho, por conta de uma capa que eu fiz para ela já há um tempo e que ela bota na cabeça todas as vezes que sai na rua. Fico até imaginando se ela tem lavado de forma adequada aquela capa. Ela gostou tanto, mas tanto, que não deixa de usar. E, com isso, acabou ganhando o apelido. E todos por aqui conhecem minha neta apenas por este nome: Chapeuzinho Vermelho.

No final de semana passado, eu fiquei acamada. Ai, menina, uma gripe muito forte acabou me pegando. Tentei fazer um chá assim que notei que ficaria gripada, mas não teve jeito. Consegui enviar um recado à minha filha através da Clarinha. Dora se prontificou para vir até minha casa. Segundo ela me contou depois, passou a manhã toda se preparando, fazendo umas broas deliciosas que ela aprendeu comigo, mas cuja receita aprimorou com o tempo. É um sucesso de vendas. Ela fez algumas, mas o cansaço da semana, unido ao daquela manhã, fez minha filha tomar uma atitude que eu considerei condenável, mas que até então ela não imaginou o que acarretaria.

Tão logo terminou as broas no início da tarde, minha filha chamou a Chapeuzinho e pediu para a menina trazer as broas para mim. So-zi-nha! Acredita nisso? Quando eu soube, tive vontade de passar um sermão na minha filha. Onde já se viu fazer uma coisa dessas? Por mais crescida que minha neta esteja, ela ainda é uma criança! Mas, a minha filha não queria me deixar sem cuidados. Deu todas as instruções para a Chapeuzinho, inclusive frisando bem que ela deveria vir até minha casa pelo mesmo caminho de sempre, a estrada ao lado do rio.

A menina saiu de casa, em direção ao meu lar. No meio do caminho, porém, resolveu entrar na floresta, tanto para cortar caminho, como para conhecer as coisas novas, segundo ela me falou. Eu ainda acho que foi por desobediência. Esta juventude está perdida. Não existem mais jovens como antigamente. Na minha época jamais uma pessoa ousaria desrespeitar uma ordem de seus pais. Principalmente sabendo dos perigos que nos cercam. Eu fiquei estupefata quando minha filha e minha neta me contaram tudo isso. Sem dúvida daria algo errado. E ainda acho que é um verdadeiro milagre estarmos vivas. Imagine só, menina, o que mais poderia... Ai meu Deus! Lembrei que deixei o leite no fogo. Já volto.

Menina, que perigo! Por pouco o leite não derrama. Acredita que eu sempre faço isso? Boto o leite no fogo, a roupa na máquina, o bolo no forno, ligo a televisão pra assistir o Silvio e vou tomar banho. Tudo ao mesmo tempo. Ai, meu anjo, idade é algo tão cruel! Acho que desviei de novo do assunto, não é? Onde eu parei mesmo? Deixa eu ver. Hum. Eu já comentei que a Chapeuzinho desviou de seu caminho? Ah, que ótimo. Pois, então. Ela resolveu sair da estrada e vir até minha casa pela floresta. E os fatos que se sucederam foi o que ela, um pouco assustada, conseguiu me contar.

Estava a Chapeuzinho feliz e contente andando pelo meio das árvores, quando surgiu um lobo à sua frente. Ela não sentiu medo dele, embora ele tivesse uma aparência bastante diferente do que ela estava acostumada a ver. O convívio dela se resumia a poucas pessoas, como eu, sua mãe e algumas coleguinhas que moravam próximo de sua casa. Aquela figura acabou, então, deixando-a curiosa. E, talvez, foi por isso que ela resolveu ser educada com ele. O lobo iniciou a conversa e, aos poucos, foi fazendo perguntas diversas para ela. Havia uma certa pressa na fala do lobo. E eu acredito que seja por conta dos lenhadores que trabalham na floresta. Para evitar ser visto ali com uma menina indefesa, o lobo resolveu cortar o assunto e apostou uma corrida com a Chapeuzinho até minha casa, tão logo ela deu o meu endereço e ensinou como chegar até aqui. Qualquer pessoa sabe que o lobo chegaria primeiro, não só por ter quatro patas, por ser mais ágil e forte, mas também por conhecer bem a floresta. Mas a minha neta, ingênua e distraída, acabou aceitando a aposta.

O resultado disso tudo é que eu, uma velha coitada, enferma e que não tinha nada a ver com a história, terminei por sofrer traumas dos quais tem sido difícil me recuperar. Imagine só, menina, que estava eu em casa, deitada na minha cama, com minha camisolinha de algodão, quando senti que minhas forças estavam começando a voltar. Resolvi levantar-me e preparar um chá para tomar, na tentativa de acelerar minha cura. Com muita dificuldade consegui sentar-me na cama, calcei minhas chinelas e, então, caminhei devagar para a cozinha. No meio do caminho, ouvi uma batida na porta. Foi tão forte, que pensei que um veículo estava derrubando a coitada pelo lado de fora. Quando perguntei quem era, uma voz respondeu, de forma bastante estranha, dizendo ser minha neta. Eu não ando muito bem dos ouvidos, sabe. Na minha idade a audição também já foi embora. Com muito custo eu consigo ouvir alguma coisa em volume mais baixo. Conversa comigo tem que ser em alto e bom som, senão vou pedir para repetir a toda hora. E é tão chato isso, não é? Ai, minha nossa, já estou desviando outra vez do assunto! Pois então, ouvi aquela pancada na porta, aquela voz rouca, mas pensei que era efeito da minha gripe. Fui devagar até a porta. Outra pancada. E eu caminhando. E nova pancada. Imaginei que Chapeuzinho estivesse com uma força sobrenatural pelo som da batida. Além de uma dor de barriga, pelo desespero para que eu abrisse. Finalmente, alcancei a maçaneta. Mal girei o trinco, VUPT! Não deu nem tempo de ver direito um monte de dentes, uma língua e uma goela. De repente, ficou tudo escuro e bem apertado. Como sou uma senhora e já não tenho mais força nos braços nem nas pernas, não conseguia me mover direito. Foi então, que ouvi uma risada e a voz do lobo comemorando o fato de ter me engolido e dizendo que vestiria uma roupa minha e ficaria na cama “esperando meu jantar chegar”, como ele falou. Ah, que desaforado! Até então eu não sabia que Chapeuzinho vinha só, nem sabia que minha neta tinha desviado da estrada, conhecido o lobo e dado meu endereço. Enfim, eu não sabia de nada! E, pobre de mim, estava lá agora espremida dentro daquela barriga. Mal conseguia respirar, de tão apertado que era.

Foi aí que ouvimos uma nova batida. Desta vez era mais fraca e, então, soou a voz de Chapeuzinho. O lobo gritou para que ela entrasse. Percebi que ela estava sozinha. E fiquei muitíssimo preocupada. Tentava me mover para incomodar o lobo, mas não conseguia. E ele havia me engolido sem minhas agulhas de tricô. Juro, menina, juro por tudo que é mais sagrado que eu teria dado umas espetadas na barriga dele por dentro. Mas, não tinha jeito. A minha esperança era que minha neta se aproximasse, visse que era o lobo e, então, corresse pedindo ajuda aos lenhadores que provavelmente ainda estavam na floresta naquele fim de tarde. Mas, o que aconteceu a partir de então foi uma série de acontecimentos que me deixou na dúvida se Chapeuzinho tem o mesmo sangue que eu. Ah, menina! Se eu pudesse sair da barriga do lobo e dar umas palmadas na minha neta, eu teria feito isso. Afinal, não é ingenuidade, nem distração. É burrice mesmo, daquela que não tem cura! Como pode?

Eu lá, esmagada na barriga, de repente ouço o lobo falar: “Aproxime-se, minha querida”. Então, pensei: “Ah, agora ela vai ver que é um lobo e vai sair correndo”. Boba, eu. Ouço a voz da Chapeuzinho: “Nossa, vovó, a senhora está muito peluda. Ah, deve ser a gripe, não é mesmo?”. Na mesma hora eu pensei: “Menina esperta. Está ganhando tempo, mas sem dúvida já está se preparando para correr”. E o lobo: “Sim, minha querida, estou bem adoentada. Deite-se aqui comigo”. Senti a cama se mexer. Pensei: “Hum, parece que minha neta se deitou ao nosso lado”. Foi então, que ouvi a Chapeuzinho falar: “Nossa, vovó, que braços enormes”. E o lobo: “São para te abraçar melhor, minha querida”. E eu pensei: “A essa altura, a Chapeuzinho já deve estar longe e eu comecei a ter alucinação, é claro”. De repente, ouço de novo: “Nossa, vovó, que nariz enorme”. E o lobo: “É para te cheirar melhor, minha querida”. E eu: “Bom, não estou entendendo muito esta estratégia, mas passou da hora desta menina sumir daqui”. Quando menos esperava, lá vem ela: “Nossa, vovó, que orelhas enormes”. E o lobo: “São para te ouvir melhor, minha querida”. Nesta hora eu já estava começando a desconfiar de que tinha alguma coisa errada. Mas, sabe menina, meu nome é Maria Esperança, então não costumo entrar em pânico por uma bobagem qualquer. Mas, foi nesta frase que eu perdi a paciência: “Nossa, vovó, que olhos enormes”. E o lobo: “São para te enxergar melhor, minha querida”. Minha vontade era ter mãos enormes para sentar na cara da minha neta. Juro, menina. Fiquei nervosíssima. Minha pressão subiu tanto que eu pensei que ia explodir. Eu já estava imaginando o que mais de “enorme” ela iria ver no lobo, quando ela finalmente solta a sua última frase: “Nossa, vovó, que boca enorme”. E o lobo: “É para te comer melhor, minha querida”. E VUPT! Num instante, mandou a Chapeuzinho pra dentro da barriga junto de mim. A sorte dela é que era tão apertado lá dentro que eu não conseguia me mexer, nem falar nada. Senão, eu teria transformado minha neta num ser inteligente em poucos segundos. Nada que uma boa cinta no lombo não resolva. Ai, menina. Eu queria morrer! Como alguém pode ser tão inocente? Na minha época nós éramos crianças puras, doces, porém espertas! Ah, que minha nossa senhora me perdoe, mas eu senti uma raiva enorme de minha neta naquela hora. Juro que senti.

Depois disso tudo eu não tive a menor dúvida de que era o nosso fim. Um lobo malvado, uma velha senhora e uma criança pentelha. De repente, um ronco. E outro. E outro. E aquilo ficava cada vez mais alto. E mais. E mais. Percebi que o lobo dormia. E comecei a rezar para que alguém passasse e nos visse ali, presas naquela barriga. Estava eu lá iniciando a quarta parte da reza, quando sinto a barriga do lobo se mexer. E parecia que uma luz surgia lá no fundo. E foi aumentando. E aumentando. De repente, a barriga ficou menos apertada. Notei que Chapeuzinho tinha sumido. “Será que o lobo fez cocô dormindo?” Pensei comigo mesma, na esperança dele fazer mais um pouquinho e me jogar pra fora também. E a barriga começou a mexer novamente. E a luz aumentando. Aumentando. De repente, uma mão de homem surgiu dentro da barriga. Menina, não sou assanhada, mas era tudo o que eu precisava naquela hora. Agarrei aquela mão, aquele braço e, quando eu menos esperava, estava fora da barriga. Ai, vocês não acreditam! Um caçador que costumava passar por ali todas as noites, inclusive por vezes tomava um cafezinho lá em casa, ouviu o ronco e pensou que eu estava tendo um AVC. Imagine só, menina. Eu, uma pobre velha enferma, confundida duas vezes no mesmo dia com um lobo daqueles. Eu tenho Alzheimer, artrite, catarata, dor na lombar e mal de Parkinson, mas jamais na minha vida confundiria um lobo com uma velha. O caçador viu o lobo e iria dar um tiro nele. Mas, o tamanho da barriga chamou sua atenção. Ele, então, pegou minha tesoura em cima da mesa e foi cortando a pele do lobo. Era a tal luz que eu vi surgir.

Ah, fiquei tão feliz. E resolvi fazer um café para tomarmos com as broas. Foi aí que vi a Chapeuzinho correr para fora da casa. Depois de uns minutos, ela voltou com várias pedras, colocou na barriga do lobo e costurou. De repente, o lobo acordou. Ficamos observando, bem quietinhos. Ele sentiu a barriga pesada e resolveu ir até o rio para matar sua sede. Assim que chegou à margem, tropeçou e caiu dentro da água. As pedras fizeram peso e ele, então, morreu afogado.

Confesso que achei exagerada esta atitude da minha neta, mas entendo que foi uma forma dela se vingar do mal que o lobo fez, enganando-a de forma tão cruel. Ai, menina, foi uma aventura só. Mas, não espero passar por isso de novo. Até mandei instalar um interfone em casa, daqueles com câmera pra gente ver quem está lá fora. Melhor prevenir do que remediar, não é mesmo? Ah, mas não terminei o dia sem antes dar uma bela lição na minha filha e na minha neta. Afinal, o mundo é um lugar perigoso demais para deixarmos crianças andarem sozinhas por aí, e também para andarmos tão distraídos, dando atenção para qualquer estranho e... Ué, que cheiro é esse? Ai, menina! Acho que queimou o pão.

(texto elaborado para o trabalho da disciplina História do Teatro, do curso Técnico em Arte Dramática do SENAC Lapa, com objetivo de recontar a história da Chapeuzinho Vermelho de uma outra forma)



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Fisolofando 6

"Posso te fazer uma pergunta? Qual a tua idade?"

Por que a gente sempre faz, na verdade, duas perguntas?! Quando soltarem a primeira, responda de prontidão: "Pronto, já fez uma pergunta. Quer fazer outra?".

O ideal seria: "Vou te fazer uma pergunta: qual a tua idade?".

Ok, "estou a falar" como os portugueses que são bem literais e levam tudo ao pé da letra. Se você disser lá: "Você tem coca-cola?", o garçom simplesmente vai responder que "Sim", mas não vai trazer pra ti o refrigerante. Afinal, você perguntou se tinha, mas não disse que queria! Exagero, podemos dizer.

Porém, vou perguntar: vai dizer que, assim como eles, não tenho razão?

 

* Fisolofia: série aqui do blog que reúne filosofias insanas de minha cabeça e, por isso, a troca do nome, conforme explicado AQUI.



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Carnaval e a religião

Fui pesquisar o que é o Carnaval e, principalmente, a Quarta-feira de Cinzas, algo que sempre me chamou a atenção. Lembro que minha mãe comentou um pouco sobre o significado, mas nunca deu detalhes de fato.

Daí, lembrei-me disso hoje e corri no Google. E encontrei o seguinte:

"Carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d.C. (...) A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra 'carnaval' está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão 'carnis valles', que, acabou por formar a palavra 'carnaval', sendo que 'carnis' em latim significa carne e 'valles' significa prazeres. Em geral, o carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados "gordos", em especial a terça-feira (Terça-feira gorda, também conhecida pelo nome francês Mardi Gras)" (Wikipedia).

"A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte" (Wikipedia).

Não me levem a mal, mas vejam se entendi direito: depois do Carnaval (recheado de bundas, corpos nus e, claro, sexo em demasia), é chegada a hora de refletir no dever da conversão. Ou seja, as pessoas entram na putaria, depois vão refletir e se purificar com Deus, de modo que Ele possa perdoar a cada um. E todo ano a coisa se repete: putaria -> reflexão -> perdão -> putaria... É isso mesmo, produção?!

Não entendo muito esta lógica religiosa, juro...



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Nós no mundo

O ser humano é algo sempre problemático. Quando o assunto é relacionamento, então, nem se fala. Mas, onde será que está a origem do problema?

Bom, o mundo atinge finalmente sua marca de 7 bilhões de pessoas. Deste montante, conhecemos durante a vida uma minúscula parcela. Se conhecermos 70.000 (o que eu considero que seria muito), teremos conhecido apenas 0,001%.

Dentre os 70.000, aprendemos que o correto é amar e viver com uma única pessoa ao longo de todos os nossos anos de vida na Terra, que dá 70 em média. Mas, considerando um universo de 7 bilhões, esta 1 pessoa que "temos" de encontrar representa 1,5 x 10-8 %. Ou seja, temos outras 6.999.999.998 pessoas que poderiam também estar conosco. Mas queremos uma só. E exigimos que esta também queira uma só: a gente.

Podem até existir outros motivos para o insucesso dos romances, contrários na vida real do que acontece na ficção. Mas, pergunto: tem como isso dar certo? Claro que não. Mas quem daí consegue de fato se desprender e deixar a outra pessoa seguir seus passos, sem tentar prendê-la unicamente a nós?

Isto, sim, seria amor: saber que o outro está feliz e realmente sentir-se bem com isso. Mas eu sei: é uma tarefa fácil de falar, porém bem difícil de praticar...



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Rock in Rio

Para muitos esta foi a oportunidade. Para outros, o sacrilégio. E, para alguns, a vontade. Rock in Rio é assim. Divide o país entre os que podem ir, os que não querem ir e os que gostariam de ir.

Uma das maiores reclamações, que inclusive geram piadas diversas, é com relação ao nome: Rock, quando tem bastante Pop, e Rio, quando já foi montado inclusive em Portugal e Madri. Mas, são críticas sem fundamento, uma vez que a marca deixou de estar vinculada a um estilo e uma cidade, para se tornar um festival de música que une milhares de pessoas com intuito de se divertir e ouvir um bom som. O principal é Rock, mas por que não promover esta mistura?

Independente destas confusões, que sem dúvida não terão um consenso tão cedo, o fato é que o evento não deixa a desejar. Pelo contrário: é fenomenal. E a estrutura toda montada para o festival é de fazer inveja a outras cidades e festas por aí.

O Rio de Janeiro promoveu o evento e, quem soube aproveitar bem, não teve problemas. Reclamações de segurança e transporte foram ouvidas. Eu, ao contrário, só tenho elogios a tecer, como descrevo a seguir.

O Transporte

Compramos o Rio Card (espécie de Bilhete Único de São Paulo) na chegada ao show, o que nos garantiu pagar somente R$ 12,50 cada um para ir e voltar do evento (Catete - Terminal Alvorada - Rock in Rio - Terminal Alvorada - Catete).

Na ida, saímos às 11h e paramos no Barra Shopping, na Barra da Tijuca, para almoçar. Tempo total gasto de deslocamento (sem o tempo no shopping): 2h. Suportamos uma fila que ia do Autódromo à entrada do evento, mas que andava com certa rapidez - nosso único problema.

Na volta, saímos na penúltima música da Rihanna. Tempo gasto total desde o portão da Cidade do Rock até a entrada do hotel: 1h30.

E teve gente sofrendo e pagando caro com táxi, ônibus especial, etc... Desnecessário.

A Segurança

Levei somente um porta-cartão com o Rio Card, um pouco de dinheiro (R$ 100,00) e meu RG. Voltei com quase tudo, com exceção de R$ 50 gastos com transporte, alimentação e bebida.

Câmeras fotográficas e celulares ficaram no hotel. Tanto para evitar roubos e furtos, como também perdas.

Mas, na minha opinião, celular por ali não faz muito sentido. Em caso de se separar dos amigos, para encontrá-los novamente basta marcar um ponto de encontro e, entre os shows, ir até lá reunir a turma. Foi o que fizemos e deu muito certo. E, para fazer ligações para fora, dispenso comentários, porque o show é para curtir ali e não ficar passando notícias em tempo real ao mundo inteiro. Celular, de fato, é dispensável.

A Estrutura

Imagine depois de alguns minutos sofrendo numa fila com o sol bravo sobre o lombo, chegar à Cidade do Rock e dar de cara com vários chafarizes jorrando água fria... Não se tem dúvida: você arranca o tênis na mesma hora e se refresca. É o primeiro grande prêmio.

Após alguns minutos ali, finalmente você adentra no evento. O queixo cai. O Palco Mundo é de outro mundo. Lembrando uma cidade e seus edifícios, assusta pelo tamanho. Roda gigante, montanha russa, tirolesa, cidade-tema, quiosques diversos (música e gastronomia) e banheiros bem localizados complementam o lugar.

Nosso problema foi que dois amigos insistiram em ir na tirolesa. 2h de fila e, como o vento ficou forte no final da tarde, cancelaram a diversão. E eles não conseguiram descer pelas cordas... Isso atrasou e gerou confusão. E ainda sofreram depois para conseguir comida.

Eu, ao contrário, consegui algo bacana: evitei as terríveis filas que surgem nos quiosques de comida, principalmente no intervalo de shows. Como não fui na Tirolesa por medo de altura, enquanto aguardava meus amigos resolvi comprar comida. Aproveitei e comprei várias fichas a mais no Bob's. Comi um lanche às 18h e fui para o primeiro show. Com as fichas nas mãos, aproveitei o show do Elton John para comprar o outro lanche. Não passei fome, não sofri com fila, não me estressei. Sucesso!

Banheiro masculino nunca é problema. E, desta vez, foi ainda melhor, já que não colocaram aquelas porcarias de banheiros químicos que são sempre um transtorno. Foi montada uma estrutura de mictório na parede, o que garantia a higiene e a agilidade no uso. Outra coisa que me ajudou: não tomar muita cerveja.

Minha única reclamação é a falta de mais lixeiras. Não é a toa que, segundo a reportagem, foram recolhidas mais de 10 toneladas de lixo. Do chão. Uma pena ver o que virou o lugar que encontramos tão impecável.

O Show

Finalmente a parte que interessa: o show. A minha expectativa era grande por conta do show de abertura. Titãs e Paralamas juntos, mais orquestra. Teríamos ainda shows de bandas pop, como Kate Perry e Rihanna, a presença de Claudia Leite, e o que era considerado a atração da noite: Elton John.

A quantidade de adolescentes era grande, por conta das cantoras femininas. Mas, o público mais velho, fãs do rock nacional e do cantor inglês, também marcava presença. Uma mistura intensa, que ficava visível em todos os espaços da Cidade do Rock. A Orquestra Sinfônica Brasileira foi a primeira a entrar no palco. Bastante animada, os músicos iam até a beirada do palco, saudavam os presentes e, então, tiravam fotos. Tudo deixava o público ainda mais em êxtase.

19h. Começou a contagem regressiva no telão e a queima de fogos. Um clipe mostrava um pouco do primeiro festival em 1985, dando ênfase à dupla nacional da abertura e à Freddie Mercury. Após o vídeo com duração um tanto longa, convenhamos, começa a música "Love of My Life", cantada pelo vocalista do Queen. Em seguida, unindo épocas e gerações, Milton Nascimento inicia a mesma música, já na companhia dos Titãs, Paralamas e Orquestra Sinfônica. Sensacional.

A dupla de rock nacional mostrou o porquê de sobreviver tanto tempo ao tempo. A força das bandas, a energia dos músicos, a beleza das notas, a genialidade das letras, a parceria entre eles, a cumplicidade com o público, tudo estava perfeito. O som falhou algumas poucas vezes, mas nada que comprometesse a qualidade do show. Inesquecível. Foi o que me deixou rouco, pois cantei quase todas as músicas, empolgado por estar ali.

20h terminava o show da dupla. A próxima seria Claudia Leite, a carta fora do baralho. Além de um ritmo totalmente fora do contexto do festival, a artista não faz o perfil de nenhum dos que estavam comigo. Aproveitamos, então, para ir atrás de comida, já que apenas eu tinha as fichas compradas antecipadamente. Voltamos na penúltima música dela e pudemos confirmar o que já sabíamos: Claudia Leite é a artista que “engana” bem. Ela desfila de um lado a outro do palco numa pose com peito aberto e cabeça empinada que mais lembra um pombo, levanta um braço aqui, rebola um pouco ali e pronto. Todo mundo acredita que ela sabe dançar e cantar.

Não demorou muito para o que seria, a meu ver, o show mais surpreendente da noite. No quesito cenário, é claro. Kate Perry entraria em cena. E eu considero uma verdadeira proeza de seu pessoal de produção conseguir transformar um palco padrão num espaço com a cara da artista. Magnífico. Em poucos minutos a transformação do palco foi do nada para o tudo! Mas foi a única coisa que agradou. Cantou bem as primeiras três músicas, porém logo se mostrou cansada. E daí desandou de vez. O show teatral é muito bem feito, mas a parte de música deixa a desejar. Nada que escutar um CD em casa não promova o mesmo efeito. Ainda bem que não era um show somente dela. Senão, era dinheiro jogado no lixo.

Na sequência entrou Elton John, o “oposto-perfeito” de Kate Perry. Como se houvesse uma vassoura mágica, em poucos minutos sua produção limpou completamente o palco, sobrando apenas os instrumentos da banda. Surgiu um piano no centro e só. Ele realmente não precisa de mais nada. Ele é o show. Quando iniciou suas músicas, mostrou o porquê de ser tão genial. Uma voz fenomenal tomou conta da Cidade do Rock. E que voz! Potência, afinação. Perfeito! O único problema é que a escolha de músicas pendeu para o lado de hits menos conhecidos e com ritmo mais lento. Deu sono. Muitos começaram a sentar no chão e tirar um breve cochilo. Depois de tanto som com ritmo forte, colocar Elton John foi um baita desperdício. Uma pena!

Finalmente teríamos o último show da noite. Rihanna. Confirmando seu desrespeito com o público que já é de praxe, ela demorou 1h30 para entrar no palco. As vaias tomavam conta. 100 mil pessoas na expectativa de uma música, uma explicação, um sinal. E nada. E vaias. E vaias. Até que, finalmente, ela apareceu. Em questão de cenário, estava mais para Elton do que para Kate: pouco. Figurino? Um só. E bem ridículo. Alguns juram que ela cantou com playback. Eu acredito que não, mas as back vocals estavam, realmente, num volume muito acima, talvez para encobrir a falta de voz da artista, que mais deixava o público cantar do que ela própria. Segundo informações posteriores, foi um problema em sua garganta que culminou em seu atraso. Não acreditei muito, mas enfim, foi um show mediano. A única coisa boa, no meu caso, era conhecer várias músicas, o que permitiu que eu acordasse. Diferente de Kate Perry, as músicas tiveram alguns arranjos especiais para o show, o que faz com que o público se sinta melhor por ter ido ao evento para ouvir algo exclusivo. Mas só.

O resumo da noite, então, foi mediano no quesito música: o único show que realmente valeu muito a pena foi o de abertura. Milton Nascimento, Titãs, Paralamas, Maria Gadu e a Orquestra Sinfônica mostraram o que é realmente um espetáculo. O restante não foi ruim, mas são shows que não faço questão de voltar a assistir – com exceção do Elton John, mas num dia tranquilo, num horário mais cedo, sentado numa cadeira confortável e sendo ele o único artista.

De qualquer forma, já estou na expectativa para 2013. Porque, pelo que depender de mim, estarei lá de novo! Com muito Rock ou pouco, com gêneros totalmente fora ou não, o fato é que no geral eu adorei. E espero poder conferir outras atrações, até mesmo em mais de um dia, pois o valor cobrado para ver tantos artistas de uma só vez é irrisório quando comparado com muitos shows por aí, que custam muito mais, duram muito menos e você prestigia um cantor só.

Que venha 2013. E que venha comigo quem tiver coragem!



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Relacionamentos

Um relacionamento possui uma quantidade de coisas ruins maior do que a quantidade de coisas boas. Por que dá certo? Isso se deve ao fato de que o peso - ou intensidade - das coisas boas é maior que o das ruins. Com isso, a soma das poucas coisas boas se torna maior que a soma das muitas coisas ruins. De forma resumida, significa maior prazer e menor estresse.

Entendido esta etapa, vem a pergunta: por que às vezes cansa e cai na rotina? Simples: ainda que o "valor" da soma das coisas boas seja maior, o que gera mais prazer, a quantidade das coisas ruins sendo maior significa mais tempo vivendo estressado - por menor que o estresse seja.

Imagine, a título de exemplo, você passar uma semana dividida em cinco dias pouco estressado e dois extremamente feliz. Acredite, isso cansa. Mas, acredite também: isto pode ser o suficiente para durar a vida toda.

O segredo é saber o quanto estamos dispostos a viver muitos momentos pouco estressantes em contrapartida dos poucos momentos extremamente prazerosos e felizes. A balança tende a ser sempre assim, pode apostar. O que diferencia, às vezes, é que as muitas coisas ruins começam a pesar igual ou mais do que as poucas coisas boas. E, neste hora, ocorre a separação.

Mas, a dica do titio é que não se iluda: a chance do "valor" da soma das poucas coisas boas ser muito maior que o da soma das muitas pequenas é praticamente nula.

Se sabemos e entendemos isso, fica fácil estarmos preparados para tudo. E conseguimos passar por cima dos obstáculos, das adversidades, dos momentos difíceis. Basta que aproveitemos os poucos momentos felizes para recarregar nossa bateria, de modo a sobrevivermos quando o dia mal chegar.

Porque, esteja certo, ele vai chegar. E você, está preparado?



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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O incrível dia de hoje

A partida do nosso mestre Gelson Tsonis, ator, diretor, dramaturgo e professor, ocorrida de forma inesperada nesta semana, trouxe diversas reflexões.

Foram muitos os emails e mensagens através das redes sociais onde cada um pôde expor o que este triste momento trouxe a todos que tiveram a oportunidade de aprender muito com ele. E resolvi fazer o mesmo: colocar a cabeça para pensar e dar uma filosofada, como gosto muito de fazer...

Uma coisa que nos faz parar para pensar é a respeito da Vida. Ela é de fato um sopro. Hoje estamos aqui. E amanhã? Somente Deus é quem sabe.

Sempre ouvimos dizer que a morte é a nossa única certeza. E é. Como disse um amigo nosso durante o sepultamento, a Vida é como um espetáculo: sempre tem um final. O grande problema é que, diferente de qualquer peça, não temos a menor ideia da duração. Serão horas? Dias? Meses? Anos? Décadas? Séculos, como alguns poucos conseguem atravessar? Não sabemos.

E é aí que está a importância do que fazemos durante a Vida. Não levaremos nada de material para o outro lado, embora seja importante conquistarmos nossas coisas com o nosso suor. Mas, devemos lembrar que deixaremos muita coisa do lado de cá. Podemos até viver pouco, mas deve ser com intensidade tal a ponto de transformar vidas, ajudar a realizar sonhos, fazer alguém ir adiante e evoluir em sua jornada terrena. É o tesouro maior que podemos deixar, assim como este mestre nos deixou.

E é aí que importa o COMO vivemos. Já dizia Renato Russo: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há". E não é só isso. Tudo na vida temos que fazer hoje como se não houvesse amanhã. Afinal, não há garantia nenhuma que amanhã ainda estaremos aqui.

Quer comprar algo? Compre hoje. Gostaria de viajar para algum lugar? Viaje hoje. O emprego está um saco? Mude hoje. Achou um curso legal pra fazer? Matricule-se hoje. Aquele vestido/terno na loja é a tua cara? Adquira hoje.

Claro que os exemplos acima precisam de dinheiro para serem realizados. Mas, às vezes planejamos tanto e tanto que esquecemos de que o mais importante é colocar em prática. Agora, o que realmente temos de nos atentar é para aquilo que não gasta um centavo, mas tem um rendimento ainda maior.

Brigou com alguém? Resolva hoje. Algo na pessoa ao teu lado está errado? Indique para ela hoje. Uma pessoa fez algo brilhante? Elogie-a hoje. Gosta de uma pessoa? Diga a ela hoje. Ama seus pais? Abrace-os hoje. Seus filhos são teu grande orgulho? Mostre a eles hoje. Sua família é o teu grande amor? Leve-os para passear hoje. Não vive sem teus amigos? Comunique-se com eles hoje. A dona da doceria fez uma torta ótima? Parabenize-a hoje. O bicho de estimação te faz feliz? Dê uma volta na rua com ele hoje. A tua família está um pouco dispersa? Reúna todos para um jantar hoje.

E mais: nunca faça nada esperando pelo pagamento amanhã, seja aqui em Vida ou seja lá do outro lado, independente da religião. Acredite: se você fizer um bom trabalho hoje, amanhã você terá a tua merecida recompensa!

Enfim, VIVA HOJE. A frase é um clichê, mas tenha certeza: é extremamente sensata e uma das mais corretas!

Agradeço a Deus e a todos vocês meus bons e velhos amigos com os quais convivi às vezes pouco, outras vezes muito, mas o suficiente para me transformar em uma pessoa melhor a cada dia. Hoje sou muito melhor do que ontem e devo muito a todos.

Obrigado. Hoje e hoje.



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Reflexão eberiana

Estava eu num email-papo com um querido amigo, o Eduardo Rivas, e acabei dando uma filosofada. Pra variar, é claro. Então, resolvi compartilhar com vocês. Ou para quem quiser pensar, discutir, dizer que sou idiota, etc. É uma reflexão que surgiu a partir do "Teste Japonês", onde uma das respostas deu que "você possui grande auto-estima".

Eu sempre disse que minha auto-estima era baixíssima. Até que resolvi dar uma refletida e cheguei numas conclusões. O Rivas disse na hora: "Olha que legal: você está confessando que se acha mesmo" haha. Enfim, eu, então, respondi conforme segue...

Para ter uma ideia, ainda que não pareça, eu sou muito, muito, muito tímido - minha amiga Cláudia Abdo que o diga, quando eu tive de cantar a música do Billy no teste da peça "Chicago" no Curso Ator fiquei roxo de vergonha por estar na frente de um monte de gente. Detalhe: todos meus amigos.

Eu morro de vontade de chegar em alguém numa balada, por exemplo, ou em qualquer outro lugar, mas tenho medo de tomar um não e não saber como reagir a isso, ficando sem-graça pra cacete. Daí, eu simplesmente desvio o olhar e a cada 10seg dou uma olhadinha de novo rápida pra ver se a pessoa ainda está lá. E provavelmente perco muita chance, porque de repente a outra pessoa também estava afim.

Isto me faz pensar muito. Tipo, eu não pego ninguém, ninguém chega em mim, então começo a achar que sou feioso - e foi então que minha auto-estima foi pro brejo...

Mas daí, quando olho no espelho, gosto do que vejo rsrs. Tipo assim, eu acho que não tenho baixa auto-estima na verdade: eu tenho é o pé no chão! Tenho noção de que não sou um galã da novela das oito, que não sou um bonitão de hollywood, mas também tenho noção de que não sou feioso haha. Eu sou só tímido e, quando fico sério, fico com cara de bravo. Daí, não tem mesmo como alguém querer se aproximar, não é?

Agora, vou confessar uma coisa: sabe o que eu não tenho? Pegada, sex appeal (sei lá como escreve isso rsrs). Tem homem e mulher que não são fisicamente bonitos, mas o mundo todo quer dar uma trepada louca com ele/ela. No meu curso de teatro mesmo tem quem seja assim. Não sei se é por conta da voz, do jeito que olha, o modo como anda, senta, se movimenta, ou que porra que é, mas atrai demais a gente... E sabe o mais interessante nisto? Estas pessoas sabem disso rsrs.

Esses dias eu conheci uma pessoa que tinha um puta dum sorriso bonito. Até aí, normal. Muitas pessoas tem. Então, falei: "Ei, você tem um sorriso muito bonito". E a resposta: "É, eu sei". Fiquei assustado de início, porque no máximo esperava ouvir um "obrigado". Mas, isto me fez pensar.

A gente tem que ter noção do que a gente tem de bom e usar isso como arma. Por isso até hoje não fui pra frente: não por baixa auto-estima, mas por não saber usar as armas que tenho. Ninguém é perfeito neste mundo. Nem Angelina Jolie, nem Brad Pitt... E como essas pessoas viram um símbolo de desejo da humanidade? Simples: eles botam uma lente de aumento no que tem de bom e simplesmente deixam de lado o que tem de ruim. Não precisa nem esconder. A coisa por si só deixa de ter importância, já que o holofote está voltado para a qualidade.

Aliás, uma brincadeira num boteco perto do Curso com vários amigos serviu muito pra isso. A ideia era apontar nos outros qualidades e defeitos. Terrível, eu sei. Mas foi incrível: todos nós temos coisas que poderiam ser "mudadas", mas também todos temos coisas que as pessoas admiram. É o caso, então, de botar a lente nestes pontos positivos.

Isto tudo me colocou para pensar muito estes tempos. E descobri que sempre gostei de mim. Eu me amo sim haha. Não queria ser outra pessoa, não queria sequer ser diferente. Nem mais claro, nem mais escuro. Nem mais gordo, nem mais magro. Estou na academia, vejo aqueles corpos sarados, definidos e penso: "Meu, isto aí é bem legal, mas eu gosto do meu do jeito que está"...

E gosto mesmo, de verdade. Num primeiro instante até digo que queria um corpo igual, mas penso bem e vejo que não queria não. Claro que a gente tem de buscar o melhor e não relaxar e tal. Mas, uma coisa é ir até onde podemos ir. Outra é tentar buscar o impossível em nome de um visual que não necessariamente vai trazer tantos benefícios assim. E, se não é uma barriga de tanquinho ou um ombro de nadador, o que eu preciso então?! Simples: melhorar meu marketing haha.

E isto é o que acontece com todo mundo. Não existe gente feia, gente estranha, nem nada. Bom, na verdade até existe, mas mesmo estas pessoas conseguem alguém. Então, existe gente feia para mim, que pode ser linda para outro.

O que existe, então, se não é beleza ou feiura? Existe marketing mal feito. Vai por mim: baixa auto-estima vem por conta disso. Afinal, a gente vai ficando "de lado" e começa a achar que ninguém nos vê, quando isso não é verdade. Muitos estão olhando pra gente, e aquilo que uns criticam é exatamente o que outros elogiam. E é nisso que a gente tem que se concentrar: enquanto passarmos a vida tentando agradar todo mundo, não vamos agradar ninguém!

E, finalmente, a questão não é "se achar" para melhorar a auto-estima. "Se achar" é quando a pessoa não é e acha que é. Eu, por exemplo, não adianta eu me achar a capa da revista de Fitness, porque não sou e ponto. Não adianta eu me achar o galã da novela das oitos, porque não sou e ponto. Mas eu posso me achar um cara bonito. Não lindo de morrer, mas bonito. Tenho meus defeitos, sim. Mas tenho qualidades. O que a gente precisa, no fim das contas, não é "se achar", mas achar as qualidades. E, como eu já disse, botar uma lente de aumento nelas para que o mundo nos conheça.

Boa sorte e um bom marketing a todos nós. O mundo está aí. Ele só precisa saber que nós estamos aqui!

PS: Muito bonito isso tudo! Resta agora eu botar em prática, porque na teoria é tudo muito fácil haha.



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Ausência

Faz um bom tempo que não passo por aqui. Assuntos não faltam. Porém, tem sido muito mais fácil postar coisas via Twitter (@Eber_Rodrigues) do que escrever de fato neste espaço. Afinal, com acesso através de celular, o twitter deu um show nos blogs. Consegue-se comentar de tudo, com poucas palavras, sendo fácil escrever e, principalmente, ler.

Foi pensando nisso que não vou desfazer deste blog tão cedo, mas já integrei meu twitter nele, conforme se vê no menu ao lado. É uma forma mesmo indireta de manter este blog vivo.

Prometo voltar aqui mais vezes. Não sei com qual frequência. Mas volto.

Até a próxima!



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Era só uma brincadeira

"Era só uma brincadeira".
 
É sempre a mesma desculpa esfarrapada que os praticantes de bullying usam para justificar a agressão a um ser humano. Pouco se importam, na verdade, com o que acontecerá psicologicamente às vítimas. Afinal, só estarão ao lado por algumas horas ou minutos, que é o suficiente para rirem e serem tomados pela excitação da alegria na humilhação alheia. Quem conviver o restante da vida próximo a estas pessoas, no entanto, é que poderá acompanhar o estrago que isso causa.
 
Quem nunca viu, ouviu ou mesmo foi vítima destas piadas? Geralmente ocorrem na infância, com apelidos extremamente pejorativos. Mas, às vezes acontecem em idades maiores. Basta ser diferente. Se é gordo, magro, alto ou baixo. Se tem uma deficiência, uma cicatriz. Se gosta de estudar, se frequenta uma igreja, se tem a pele numa cor diferente, se a conta bancária dos pais é menor, se é atraído por pessoas do mesmo sexo, se mora num bairro mais simples, etc.
 
Pensando nisso, Marcos Lopes, diretor, dramaturgo, músico e ator, resolveu criar uma peça a respeito de um garoto, o Jeremias, que passa por isso, mostrando sua relação em casa com os pais, na escola com os colegas (veja no site da campanha "Vá ao Teatro" - Jeremias Não Quer Mais Sonhar - http://vaaoteatro.org.br).
 
No entanto, não se imagina que numa das universidades mais importantes do País isso ocorra de forma tão cruel. Sabemos que o ser humano pode ter caráter bom ou mau independente de dinheiro, religião, raça, nacionalidade. Porém, espera-se que pessoas que alcançam vagas em universidades de renome sejam, no mínimo, cidadãs. Que sejam seres humanos pensantes, que sejam pessoas capazes de refletir, de dialogar, de entender a podridão do mundo e propor meios de eliminá-la.
 
E, ao abrir o jornal, lemos exatamente o oposto. Decepção...
 

Alunos universitários agridem colegas da Unesp em "rodeio de gordas"

ELIANE TRINDADE
DE SÃO PAULO
DANIEL BERGAMASCO
EDITOR-ADJUNTO DE COTIDIANO

Um grupo de alunos da Universidade Estadual Paulista, uma das mais importantes do país, organizou uma "competição", batizada de "Rodeio das Gordas", cujo objetivo era agarrar suas colegas, de preferências as obesas, e tentar simular um rodeio --ficando o maior tempo possível sobre a presa.

A agressão ocorreu no InterUnesp 2010, jogos universitários realizados em Araraquara, de 10 a 13 de outubro. Anunciado como o maior do país, o evento esportivo e cultural, que reuniu 15 mil universitários de 23 campi da Unesp, virou palco de agressão para alunas obesas.

Roberto Negrini, estudante do campus de Assis, um dos organizadores do "rodeio das gordas" e criador da comunidade do Orkut sobre o tema, diz que a prática era "só uma brincadeira".

Segundo ele, mais de 50 rapazes de diversos campi participavam. Conta que, primeiro, o jovem se aproximava da menina, jogando conversa fora --"onde você estuda?", entre outras perguntas típicas de paquera.

Em seguida, começava a agressão. "O rodeio consistia em pegar as garotas mais gordas que circulavam nas festas e agarrá-las como fazem os peões nas arenas", relata Mayara Curcio, 20, aluna do quarto ano de psicologia, que participa do grupo de 60 estudantes que se mobilizaram contra o bullying.

Daniel Bergamasco/Folhapress
"Bulling (sic) na universidade", escrito em mural da Unesp; em "brincadeira" alunas eram chamadas de gordas

No Orkut, os participantes estipulavam regras para futuras competições, entre elas cronometrar as performances dos "peões" e premiar quem ficasse mais tempo em cima das garotas com um abadá e uma caneca. Há relatos de gritos de incentivo: "Pula, gorda bandida".

Com a repercussão, a página do site de relacionamento foi excluída. Cópias dos posts espalharam-se pelo campus em Assis. Em murais aparecem frases como "Unesp = Uniban", referência ao caso a Geisy Arruda, que foi xingada por usar um vestido curto.

As vítimas não querem falar. "Uma das meninas está tão abalada que não teve condições de voltar à faculdade. Teme ficar conhecida como 'a gorda do rodeio'", afirma a advogada Fernanda Nigro, que acompanhou, na última terça-feira, uma manifestação de repúdio.

O grupo foi recebido pelo vice-diretor da Faculdade de Ciências e Letras, do Campus de Assis, Ivan Esperança. "Vamos ouvir os envolvidos e estudar as medidas disciplinares, mas não queremos estabelecer um processo inquisitório", disse ele à Folha.



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Diversos

Meu povo e minha pova.

Tenho demorado muito para escrever por aqui. Minha ausência se justifica não só pelo tempo que está escasso, como também pelo envolvimento com o Twitter (MEU PERFIL @Eber_Rodrigues), o que tem feito com que eu esteja por lá constantemente, enquanto deixo o blog parado.

De qualquer forma, prometo passar por aqui mais vezes. Tem faltado inspiração para alguns textos. Mas, nunca faltam assuntos.

E, no mês de aniversário, nada melhor do que ser presenteado com o retorno das duas séries que tenho acompanhado: Smallville e Glee. Pretendo colocar aqui links para baixar os episódios, caso eu os encontre, claro.

No demais, a vida anda de forma natural. Diversas estreias acontecendo - em outubro teremos Sonho de Uma Noite de Verão - além de um projeto totalmente novo que estamos preparando para o Dia das Crianças. Iremos apresentar a peça "Pluft - O Fantasminha" no Parque do Jaraguá.

Enfim, conforme as novidades surgirem, passarei aqui para avisá-los.

Um abraço, um beijo e um queijo.



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Minidramas - Lista completa

Conforme prometido, segue a lista de todos os minidramas com os quais participei do concurso.

  • X: OLÁ! Z: Oi. X: Tudo bom? Z: Sim. X: Que tem feito de bom? Z: Trabalhado. X: Ótimo te ver, mas preciso ir. Tchau, Paulo. Z: Paulo?


  • Ele: Olá. Ela: Me deixe em paz! Ele: Eu te amo. Ela: Sei. Ele: Eu juro. Ela: Não acredito. Ele: Eu provo. (Um tiro). Ela: NÃOOO!

  • H: DOrme REbeca, MInha FAda e SOL. LAva SIncera minha DOr. M: Juro que nunca mais namoro um violinista.

  • M: Boa sorte. H: Ei, isso dá azar! O certo é Merda! M: Ai meu Deus, não falo palavrão. Pode ser Cocô?

  • H: Nunca te falei, mas te amo muito. Não me importa o q ou como vc era e... M: Desculpe, mas precisamos vestir seu filho pro velório

  • X: Minha mãe mandou tomar vergonha. Será q tem álcool? Y: Mas as duas não combinam. X: Combinam sim. Hoje, álcool. Amanhã, vergonha

  • M: Pra quando marcou a data do casamento? H:Dia 22/12/2012 | Ela olha a revista na mesa: "Profecia Maia: Fim do mundo em 21/12/2012"

  • Trim. Ouve. Trim. "Droga!" Trim. Larga o leite fervendo. Trim. Tropeça no tapete. Trim. Deburra o telefone. Trim. "Alô?" Era engano. (escolhido pela comissão julgadora)

  • Ela já não aguentava mais. Dor. Aperto. Mas eis que a voz ecoa forte e nítida: "Estação Sé; desembarque pelo lado esquerdo do trem".

  • Ele casado. Ela também. Os olhos se encontram. Sentimento intenso. Paixão. Desejo. Mas, o trem vai embora, levando-a pra sempre.

  • Ele só queria ser feliz; andar tranquilamente na favela onde nascera. O fim veio antes, porém, quando encontrou uma bala perdida.

  • Cada vez que ele folheava os jornais percebia que mais longe estava a solução de tantos problemas. Então, parou de lê-los.

  • A mãe circula pelo supermercado em desespero: o filho desaparecera. Encontrou-o, por fim, divertindo-se no corredor dos salgadinhos.

  • Era um dia especial. Então, comprou um lindo vestido e um perfume caríssimo. Desta vez, tinha certeza: ela não resistiria.

  • A porta havia ficado aberta. Ele subiu as escadas, entrou no quarto e a encontrou lá. Morta.

  • Pegou a mala, entrou no táxi e foi embora. Sequer olhou para trás. Jurou que jamais voltaria a colocar os pés na casa dele. Idiota

  • Tomou o último gole da cerveja e foi para casa. No caminho, porém, encontrou uma árvore. Perda total no carro. E na vida.

  • Cada minuto parecia a eternidade. A chuva varria todas suas coisas. Mas, em vez de reclamar, ela viu a chance de recomeçar. E sorriu.

  • Pó. Aranha. Mofo. Vidros quebrados. Luz que não acende. Tacos soltos. Mas o preço do aluguel era baixo e, então, ele resolveu ficar.

  • Ele desceu do carro e ficou parado, sem qualquer reação, olhando extasiado o mar. Era sua primeira vez numa praia.

  • Acordava cedo, trabalhava o dia todo, voltava tarde e dormia. Foi assim por quase 50 anos. E morreu, sem nada mais...

  • Os sonhos haviam acabado. Ela não via motivos para seguir em frente. Foi quando o conheceu. E tudo se renovou...

  • O som das vuvuzelas e o jogo pífio irritaram-no. Desligou a TV e saiu de casa. Descobriu uma cidade linda. Bastava olhá-la mais...

  • 1: Você foi perfeita. Tudo original? 2: Nada. Peito, lábios, coxas, bunda, cintura. Nem o nome! 1: Não era Vanessa? 2: Era Jorge.


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Minidrama - Concurso

Hoje fiquei bem feliz.

Através do Twitter, a SP Escola de Teatro promoveu o concurso Minidrama, que consistia em escrever "uma peça" em apenas 140 caracteres, que é o máximo permitido pelo site. A campanha atingiu até mesmo meios de comunicação, como a TV Minuto nos trens do Metrô de São Paulo.

Participei com diversos textos que se uniram a mais de dois mil outros a serem escolhidos pela comissão julgadora.

O resultado saiu. E EU ESTOU LÁ!

Fiquei feliz por estar com um de meus textos entre tanto material bom que foi enviado, conforme podem conferir CLICANDO AQUI. Veja a matéria do site e a listagem dos 53 textos vencedores, que farão parte de um livro a ser publicado pela escola.

E logo publico aqui todos os que enviei. Aguardem.



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Conselho do dia

Quando comprar uma bicicleta, cuidado com a cor do banco!



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Curtinhas 59

Ele fechou os olhos. Era o fim. O fim...



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Sexta 13

Hoje é sexta-feira 13.

O dia é mundialmente conhecido como dia do azar, dia do terror. Houve filme com esta temática e muita gente acredita que o dia é mesmo bem azarado. Ainda mais no mês de agosto, que é conhecido como "Mês do cachorro louco". E tem uma outra turma que tenta, a todo custo, transformar a data num dia de sorte, associando o número 13 a coisas positivas.

Mas, você faz ideia de onde surgiu esta história? Não?! Clique AQUI e descubra mais sobre a data no Wikipedia.



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Gente que acha que pode. E infelizmente pode.

Por um capricho de meia dúzia, ferra-se a vida de 11 milhões de "pessoas diferenciadas".

Já fizeram o mesmo na região do Morumbi, onde era pra ter a estação Três Poderes, próxima ao Hospital Iguatemi e outros pontos de interesse. Agora, por conta de um abaixo-assinado de 500 nobres moradores, são mais de 2km sem qualquer transporte público, com um espaço totalmente pronto para uma estação, mas que virou poço de ventilação!!!

Logo farão o mesmo em Higienópolis. Desculpas de "manutenção no trem (da onde ele tirou isso?)" e da presença de pessoas diferentes ao bairro são o suficiente para piorar a qualidade de vida de São Paulo, que já está numa situação gritante.

Feliz é o político que sabe que as construções do metrô dependem, e muito, de vontades partidárias e consegue barrar uma estação, pois acaba ganhando votos e favores em troca...

Quanto ainda vamos depender dessa classezinha que se acha dona da cidade? Não gosta daqui? Vai pra Nova Iorque e não enche o saco!!!

Fica aqui o desabafo...

 

Moradores de Higienópolis, em SP, se mobilizam contra estação de metrô

Um grupo de moradores de Higienópolis (bairro nobre da região central de São Paulo) iniciou um movimento com o objetivo de impedir a construção da estação Angélica da futura Linha 6 - Laranja do metrô.

A nova estação deve ocupar o espaço onde hoje há o supermercado Pão de Açúcar, na esquina da avenida Angélica com a rua Sergipe. A obra prevê desapropriações.

Abaixo-assinado elaborado pela Associação Defenda Higienópolis e espalhado por diversos condomínios da região contesta o projeto.

A principal alegação é a de que, num raio de 600 metros do local, já existem mais quatro estações e que a construção deveria ser feita na praça Charles Miller, para atender aos estudantes da Faap e aos frequentadores do estádio do Pacaembu.

No mesmo documento, os moradores manifestam a preocupação de que a obra aumente o fluxo de pessoas na região "especialmente em dias de jogos e shows" e de "ocorrências indesejáveis".

Outro receio, diz o documento, é que a estação vire um atrativo para camelôs. Para o engenheiro civil Mario Carvalho, síndico do edifício Palmares e um dos criadores do manifesto, a contrariedade à obra é de natureza técnica.

"Eu não sou contra o metrô passar pelo bairro. Mas essa estação fica a menos de um quilômetro da estação Higienópolis. A proximidade inclusive aumenta custos de manutenção dos trens devido ao arranque e à frenagem em curto espaço de tempo."

Carvalho critica ainda o slogan proposto pelo Metrô à nova linha. "Eles chamam essa linha de 'universitária', mas ela passa pela PUC, pelo Mackenzie, mas não passa pela Faap. A estação tinha que ser no Pacaembu."

"GENTE DIFERENCIADA"

Enquanto escolhe produtos na tradicional Bacco's Vinhos da rua Sergipe, cujo imóvel pode ser desapropriado pelo Metrô, a psicóloga Guiomar Ferreira, 55, que trabalha e mora no bairro há 25 anos, diz ser contrária à obra.

"Eu não uso metrô e não usaria. Isso vai acabar com a tradição do bairro. Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gente diferenciada..."

A engenheira civil Liana Fernandes, 55, cuja filha mora no bairro, retruca a psicóloga: "Pois eu acho ótimo. Mais ônibus e mais metrô significam menos carros e valoriza os imóveis."

Com um bilhete único na mão, a publicitária Isadora Abrantes, 24, diz que a região precisa de transporte. "As pessoas contrárias à obra são antigas e conservadoras. As torcidas já passam por aqui sem metrô. A única coisa que sou contra é desapropriar o Pão de Açúcar. Tinha que desapropriar o McDonald's."

Para Cássia Fellet, ex-presidente da Associação de Moradores e Amigos do Pacaembu, Perdizes e Higienópolis, as críticas à futura estação não são consenso no bairro.

"É um grupo pequeno de pessoas que podem ser desapropriadas. Elas não têm representatividade", diz. E mesmo solidária aos vizinhos, Fellet diz que o interesse público deve ser prioridade: "Higienópolis precisa do metrô e São Paulo precisa de transporte público".

Reportagem disponível em: http://vqv.me/s/55o

 



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Vídeos Sensacionais 9



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Curtinhas 58

"Boa sorte". Ele ficou desesperado: "Nunca diga isso! O correto é Merda!". Soou o último sinal. E ela: "Eu não consigo falar palavrão. Pode ser Cocô?!". Ele suspirou, entrou para a coxia e aguardou sua cena. Foi ovacionado em pé. Concluiu que, provavelmente, o sinônimo também valha!



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A morte dos blogs

Não sei bem se este título está correto, por não ter certeza de que é uma verdade universal. No entanto, temo que seja - o que, além de preocupante, é também triste.

Houve um tempo em que os blogs se tornaram um fenômeno. Um espaço para opinar e escrever a respeito de qualquer assunto, desde textos que falam da vida pessoal até postagens (o nome dado às mensagens) que tratam de temas como automobilismo, futebol, política, arte, etc.

Porém, surgiu o Twitter. No início, eu jurava que seria uma febre passageira. E já vamos para um bom tempo de existência do site e a tal febre só parece aumentar. Durante a Copa do Mundo, por exemplo, diversas vezes o site saía do ar. E qual o motivo?

Talvez as explicações sejam inúmeras. Talvez não haja nenhuma. No entanto, estive pensando com meus botões: como é mais fácil "twittar" do que "blogar"... Afinal, são apenas 140 caracteres e, se isso parece pouco, com o tempo a gente nota que é o suficiente para o que precisamos falar.

Se fica fácil para escrever, mais fácil ainda é ler. Quase ninguém mais tem tempo de parar para fazer uma leitura de um texto como este aqui, com vários caracteres (aqui são mais de 15.000 disponíveis para postagem). Já no Twitter, como são curtos, é muito prático acompanhar e, se for o caso, comentar o que o amigo publicou.

Outra praticidade do Twitter é a possibilidade de escrever quando estamos por aí, no dia a dia, seja num shopping, no trânsito, ou na sala de espera de um aeroporto. Qualquer celular com acesso à internet permite que você deixe ali um desabafo, um comentário, um xingamento, um elogio, uma observação, enfim, algo para que o mundo possa saber o que se passa, naquele instante, dentro da tua cabeça.

Num blog você precisa ter uma ideia maior, mais consistente. O texto precisa seguir padrões rígidos de redação: título, começo, meio e fim. A ideia não pode se perder e deve se basear em argumentos que justifiquem as inúmeras linhas. Além disso, um escritor de blog decente deve ter um mínimo de cuidado com a gramática, de forma a não assustar os leitores e, quem sabe, impedir o retorno deles.

O Twitter não. Lá você escreve o que e como quiser, e segue ou não regras gramaticais - aliás, com míseros 140 caracteres seguir regras é quase impossível! Além disso, nada precisa fazer sentido. É como aqueles pensamentos vagos que vêm à nossa cabeça. A diferença é que, "twittando", você dirá ao mundo todo. Pode parecer bobagem. Até que você começa e, então, vicia...

Costumo comparar o Twitter com aquelas pessoas que falam sozinhas na rua. Eu morria de medo de isso acontecer comigo, pois costumo observar tudo e todos e, com isso, a cabeça fica repleta de comentários a serem feitos. O Twitter, então, veio para nos salvar. Em vez de falar, basta tirar um celular, notebook, netbook ou qualquer outro dispositivo do bolso e escrever. Ninguém, ninguém mesmo, irá desconfiar de nada. E, de maluco convicto, você passará a um simples usuário da tecnologia. Que avanço!

Eu mesmo estou lá com mais de 4.000 tweets. E eu jurava que não passaria dos primeiros dez. Porém, o mesmo havia acontecido com o blog. Quando comecei, achei que não duraria muito tempo, e lá se vão praticamente cinco anos por aqui. Coincidência? Talvez. No entanto, nunca mais vou falar mal de qualquer novidade. Afinal, não demora muito para eu também ficar ligado e passar a fazer parte do que há de mais moderno.

Talvez seja tudo uma questão de moda. Talvez seja tudo uma questão de tempo. Uma coisa é certa: eu não vou parar. Seja num blog, num twitter, onde for. Estarei por aqui, pois escrever é uma paixão. E, assim como pregam os mais diversos livros de auto-ajuda: a gente deve fazer o que gosta. E não vai ser eu o primeiro a quebrar esta regra!

Visitem-me lá. Mas, não deixem de vir aqui. Prometo passar de vez em quando.

Meu twitter: @Eber_Rodrigues



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Estreia: A Tela e a Cela

Mais uma vez estarei no elenco da peça "A Tela e a Cela", que faz parte do segundo módulo do Curso Ator (www.cursoator.com).

Agora, em vez do Antunes, o divertido vilão da novela "Coisas do Coração", e do Dr. Paulo Miranda, um advogado que auxilia na libertação de presos políticos, viverei um policial que tortura os prisioneiros na ânsia de descobrir mais informações sobre outros integrantes do movimento comunista.

A peça retrata a época da ditadura, interagindo drama e muita comédia: o lado dramático, retratando a vida de quem vivia a realidade das prisões (guerrilheiros e policiais); e a comédia, que mostra o lado fantasioso da televisão que tentava, a qualquer custo, desviar as atenções e minimizar o que ocorria nos porões do DOPS. E mais: faz uma reflexão de que isso já foi há 40 anos, mas nada mudou até hoje. "Eles nos disseram pela TV que a ditadura havia acabado. E nós acreditamos..."

Não percam!

A TELA E A CELA, de Gelson Tsonis

Direção: Lilian Luchesi

Elenco: André Manzano, Andréa Vitorello, Caio Leal, Carlos Rodrigues, Carol Felix, Carolina Campos, Diogo Guermandi, Eber Rodrigues, Edna Vulcano, Jan Tucunduva, JC Jordão, Jean Dim, Luisa Maria, Marcelo Nascimento, Mariana Lopes, Marina Maia, Natalia Freitas, Rebecca La Femina, Rebeka Anbinder, Samuel Coelho, Saulo Mota, Soraia Ruffolo, Veronica Alencar

Teatro NexT - R. Rego Freitas, 454 - República, São Paulo, SP.

Dias: 13, 20 e 27/7 - 20h30

R$ 15 (somente dinheiro ou cheque; não há meia entrada)

Clique na figura para ver o banner maior. Vejo vocês por lá!



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De volta à vida normal

E o sonho do hexa acabou. Agora, só em 2014.

O que tem de ruim nisso? Na verdade, nada. Apenas o fato de que outro país irá comemorar o título de campeão. Porém, já temos cinco. E esperar quatro anos para gritar novamente numa final nunca matou ninguém (tem país esperando há anos para gritar pela primeira vez).

O problema é que brasileiro é um bicho estranho. É capaz de ficar puto da vida quando onze jogadores perdem um jogo contra um país que foi melhor em campo, mas não está nem aí quando centenas e dezenas de políticos metem a mão com impostos, taxas, propinas e por aí vai. Se é feio pro país perder um jogo de futebol, muito pior deveria ser ganhar o título de “País da Impunidade”.

Porém, fomos doutrinados muito bem pela política do pão e circo. Não que seja errado ter diversão. Isto é essencial e fundamental no desenvolvimento do ser humano e, consequentemente, da nação. No entanto, entretenimento deveria ser apenas um momento da vida onde nós descansamos e de onde tiramos forças para lutar mais um pouco. E não fazer dele o objetivo maior...

Interessante ver que, independente de ganhar ou perder, as seleções que iam chegando em seus países eram saudadas como heróicas. Cada jogador recebia seus aplausos porque, dentre milhares de pessoas, tiveram a chance de estar ali representando seu país. Muitas vezes não importa ganhar: o fato de estar ali já provou que são fortes. E mais: podemos falar mal o quanto quiser, mas é como nosso presidente, que mesmo sofrendo todo tipo de preconceito, é ele quem está lá. E não adianta dizer que não merece, pois isso é pura dor de cotovelo. Se de fato você e eu fôssemos melhor e mais preparados, era você ou eu quem estaria lá, na Copa e em Brasília.

Podemos, ainda, procurar todas as desculpas do mundo para justificar o fato de outro estar ali, e não nós. Vamos dizer que roubaram a vaga, que passaram por cima da gente, que isso, que aquilo. Mas nunca vamos tentar entender que cada um tem seu lugar. E, ganhando ou não, eles fizeram a parte deles.

A propósito, isso o mundo todo entende. O brasileiro não. No fundo, foi bom perder. Até cinco minutos antes do jogo todos cantavam: “sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”. E, depois, só não partiu para briga com os jogadores, por não ter a oportunidade. E, na sequencia, volta a falar mal do país, fala em mudar para outro, exalta só os pontos negativos e, claro, joga a culpa em quem quer que seja: no governo, no Dunga, no vizinho, nos EUA, e por aí vai...

Brasileiro é assim. E agora virão mais quatro anos para que a história se repita. Sorte daqueles que têm a política na mão: durante os próximos 48 meses, basta um pouco de pão e circo e tudo estará resolvido. Como sempre. E o brasileiro, sorrindo feito idiota, vai caminhando, rumo ao hexa. O único objetivo pelo qual nós, de fato, aprendemos a lutar...



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Cidade dos sonhos

São Paulo nunca pára. Bem, nunca é um termo muito forte. O melhor é dizer que São Paulo não pára. Vira 24h por dia com trabalho, lazer, festas, bares, mercados, restaurantes, transporte, etc.

No entanto, em dia de Copa do Mundo, nem a maior cidade de nosso país consegue ficar de fora e se une a todos os demais municípios, criando uma visão vista igual apenas no filme "Ensaio sobre Cegueira", de Fernando Meirelles, baseado no livro do recém-falecido escritor José Saramago.

Quando vi as imagens, disponíveis no blog "Cidade Deserta", quase chorei de emoção. Fiquei imaginando o que leva alguém a sair por aí fotografando cada uma das avenidas que aparecem nas reportagens todos os dias com altos índices de congestionamento, para mostrar a situação totalmente inversa. Será que ele não tem amigos? Que tipo de propósito é este?

Independente de qualquer coisa, o fato é que as imagens são impressionantes. Ainda mais hoje, numa sexta-feira, quando o índice de paralização na cidade atinge níveis altíssimos. E, segundo reportagem da Folha de S. Paulo, a CET registrava 0% de trânsito.

Estávamos todos de olho na televisão, acompanhando a Seleção Brasileira na África do Sul. Sorte de quem, não sendo tão adepto do esporte, aproveitou para curtir a cidade em seu momento  "Cidade das Maravilhas".

Deliciem-se. E cliquem nas fotos para ver mais.

Foto: Marginal Tietê (zona norte de São Paulo). Fabio Myiata. Blog Cidade Deserta. Junho, 2010.

Foto: Avenida Paulista. Fabio Myiata. Blog Cidade Deserta. Junho, 2010.

Foto: Avenida Salim Farah Maluf (Tatuapé) Fabio Myiata. Blog Cidade Deserta. Junho, 2010.

Foto: Avenida Ipiranga (centro de São Paulo). Fabio Myiata. Blog Cidade Deserta. Junho, 2010.



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Curtinhas 57

O som das vuvuzelas e o jogo pífio irritaram-no profundamente. Desligou a TV e saiu de casa. E descobriu que sua cidade era incrível. Bastava olhar mais para ela...



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Humor venenoso

Esta veio no email...



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Copa do Mundo

E começa a Copa.

E começam os Bolões... Que venham os jogos! Estaremos na torcida...



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Ontem e hoje

Talvez alguém não veja diferença. Talvez alguém veja todas as diferenças.

Mas, estão aí os dois vídeos feitos para chamar a atenção do mundo frente a problemas que poderiam passar despercebidos.

Delicie-se.



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Vídeos sensacionais 8

Esse vídeo é ótimo. Sempre fico imaginando como a polícia usa retrato falado para chegar em assassinos. O nível de detalhes fornecidos pelas testemunhas têm de ser tal a ponto de se obter o resultado esperado. Mas este vídeo abaixo é ótimo. Imagina só como será fácil encontrar o criminoso.

Divirtam-se.




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Momentos antigos

Estas duas fotos são de momentos hilários. A primeira, com o Luis Negão e a Carolzinha, no baile de formatura da Keila. O cara simplesmente não sabe brincar: vejam a diferença do copinho de cerveja dele com o meu. A segunda, com o Adriano e a Lili Coisa Fofa, num boteco ao lado das aulas de teatro. Eu havia me preparado pra foto, quando a máquina levanta um pino enorme e solta um flash gigante. Eis o motivo do meu espanto...

Estava eu em casa dando uma olhada nas fotos antigas e relembrando os velhos e bons tempos. Que pena que os anos passam... E fica somente a saudade dessa época feliz.



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Curtinhas 56

Os sonhos haviam acabado. Ela não via motivos para seguir em frente. Foi quando o conheceu. E tudo se renovou...



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Fim de semana agitado

E chegou o fim de semana. Não percam:

1. Virada Cultural - em diversos pontos de Sampa, das 18h de sábado às 18h de domingo (AQUI).

2. Peça: "Respeitável Público - Uma tarde com Plínio Marcos" no Teatro NexT, domingo, às 14h (AQUI).

Bom fim de semana a todos!

Twitter: @Eber_Rodrigues



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Quando o repórter apronta

A fama dos jornalistas nem sempre é a mais agradável. Principalmente, quando você é uma celebridade, seja do mundo dos esportes, do cinema, da música, da TV, do teatro, etc.

Nestas duas semanas, quatro jogadores de futebol tiveram veiculadas fotos bastante comprometedoras, embora só uma reportagem teve como objetivo divulgar a imagem supondo um possível "relacionamento".

Primeiro, foram os atletas do Barcelona, o atacante sueco Zlatan Ibrahimovic e o zagueiro espanhol Gerard Piqué. A foto rodou o mundo em questão de segundos, com a matéria publicada de forma a denegrir a imagem de ambos. Independente de ser verdade ou não, a foto é, realmente, comprometedora (leia AQUI).

No entanto, pode ser apenas aquele segundo que o fotógrafo consegue captar, como é o caso dos jogadores Neymar e Ganso, ambos do Santos, que tiveram a foto abaixo publicada numa matéria do Uol Esporte, sobre o desabafo do Ganso em não ter sido convocado para a seleção brasileira na Copa (leia AQUI).

Nestas horas é que vemos que o melhor é não ser famoso. Ao menos não existem paparazzi atrás de uma foto que possa girar o mundo, dar muito dinheiro a eles e acabar com tua reputação...

Foto: Jogadores Ibrahimovic e Piqué, do Barcelona. Marca.com.

Foto: Jogadores Ganso e Neymar, do Santos. Uol Esporte.



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Plínio Marcos vem aí...

Clique na figura para vê-la maior e AQUI para ler mais.



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Feliz dia das mães

E amanhã é o Dia das Mães. Ficam aqui meus parabéns a todas vocês que são anjos de Deus.

Aproveitei ao máximo o dia de vocês!!!



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Curtinhas 55

Acordava cedo, trabalhava o dia todo, voltava tarde e dormia. Foi assim por 50 anos. E morreu, sem nada mais...



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Twittada

REFLEXÃO DO DIA: O governo diz que a CPTM vai ser padrão Metrô. Agora entendi porque o Metrô ficou ruim: pra deixar tudo no mesmo padrão.

[by Eber Rodrigues on Twitter]



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Conselhos para viver bem

Recebi um email que diz a respeito de uma lista das Universidades de Medicina de Harvard (EUA) e Cambridge (Inglaterra), na qual foi publicada um compêndio com "23 conselhos saudáveis para melhorar a qualidade de vida de forma prática e habitual".

Não sei se muita coisa que está aí é verdade (como laranja contra câncer), pois não realizei uma pesquisa mais elaborada. Tampouco sei se estas universidades realmente publicaram a tal lista. Mas o fato é que, mesmo que os alimentos e conselhos não tragam todo bem que diz, também não trarão mal algum. E a maioria das dicas já são nossas velhas conhecidas e, portanto, estão aqui apenas como lembrete. E, como não poderia deixar de ser, acrescentei algumas que achei necessárias.

Sei que não existe fórmula para felicidade. Mas, existem meios de vivermos bem conosco e com o mundo ao nosso redor. Portanto, viva bem!

E aproveite o espaço dos comentários para colaborar com a lista...

AS DICAS...

  1. um copo de suco de laranja diariamente
  2. Para aumentar o ferro e repor a vitamina C.

  3. salpicar canela no café
  4. Mantém baixo o colesterol e estáveis os níveis de açúcar no sangue.

  5. trocar o pãozinho tradicional pelo pão integral
  6. O pão integral tem 4 vezes mais fibra, 3 vezes mais zinco e quase 2 vezes mais ferro que tem o pão branco.

  7. mastigar os vegetais por mais tempo
  8. Isto aumenta a quantidade de químicos anticancerígenos liberados no corpo. Mastigar libera sinigrina. E quanto menos se cozinham os vegetais, melhor efeito preventivo têm.

  9. adotar a regra dos 80%
  10. Servir-se menos 20% da comida que costuma comer, evita transtornos gastrintestinais, prolonga a vida e reduz o risco de diabetes e ataques de coração.

  11. laranja sempre
  12. O futuro está na laranja, que reduz em 30% o risco de câncer de pulmão.

  13. fazer refeições coloridas como o arco-íris
  14. Comer DIARIAMENTE, uma variedade de vermelho, laranja, amarelo, verde, roxo e branco em frutas e vegetais, cria uma melhor mistura de antioxidantes, vitaminas e minerais.

  15. comer pizza, macarronada ou qualquer outra coisa com molho de tomate
  16. Mas escolha as pizzas de massa fininha. O Licopeno, um antioxidante dos tomates pode inibir e ainda reverter o crescimento dos tumores; e ademais é melhor absorvido pelo corpo quando os tomates estão em molhos para massas ou para pizza.

  17. limpar sua escova de dentes e trocá-la regularmente
  18. As escovas podem espalhar gripes e resfriados e outros germes. Assim, é recomendado lavá-las com água quente pelo menos quatro vezes à semana (aproveite o banho no chuveiro), sobretudo após doenças, quando devem ser mantidas separadas de outras escovas.

  19. realizar atividades que estimulem a mente e fortaleçam sua memória
  20. Faça alguns testes ou quebra-cabeças, palavras-cruzadas, aprenda um idioma, alguma habilidade nova... Leia um livro e memorize parágrafos; escreva, estude, aprenda. Sua mente agradece e seus amigos também, pois é interessante conversar com alguém que tem assunto.

  21. usar fio dental e não mastigar chicletes
  22. Acreditem ou não, uma pesquisa deu como resultado que as pessoas que mastigam chicletes têm mais possibilidade de sofrer de arteriosclerose, pois tem os vasos sanguíneos mais estreitos, o que pode preceder a um ataque do coração. Usar fio dental pode acrescentar seis anos a sua idade biológica porque remove as bactérias que atacam aos dentes e o corpo.

  23. rir ainda é o melhor remédio
  24. Uma boa gargalhada é um 'mini-workout', um pequeno "exercício físico": 100 a 200 gargalhadas equivalem a 10 minutos de corrida. Baixa o estresse e acorda células naturais de defesa e os anticorpos.

  25. não descascar com antecipação
  26. Os vegetais ou frutas, sempre frescos, devem ser cortados e descascados na hora em que forem consumidos. Isso aumenta os níveis de nutrientes contra o câncer. Sucos de fruta têm que ser tomados assim que são preparados.

  27. ligar para seus parentes/pais de vez em quando
  28. Um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard concluiu que 91% das pessoas que não mantém um laço afetivo com seus entes queridos, particularmente com a mãe, desenvolvem alta pressão, alcoolismo ou doenças cardíacas em idade temporã.

  29. desfrutar de uma xícara de chá
  30. O chá comum contém menos níveis de antioxidantes que o chá verde, e beber só uma xícara diária desta infusão diminui o risco de doenças coronárias. Cientistas israelenses também concluíram que beber chá aumenta a sobrevida depois de ataques ao coração.

  31. ter um animal de estimação
  32. As pessoas que não têm animais domésticos sofrem mais de estresse e visitam o médico regularmente, dizem os cientistas da Cambridge University. Os mascotes fazem você sentir se otimista, relaxado e isso baixa a pressão do sangue. Os cães são os melhores, mas até um peixinho dourados pode causar um bom resultado.

  33. colocar tomate ou verdura frescas no sanduíche
  34. Uma porção de tomate por dia baixa o risco de doença coronária em 30%, segundo cientistas da Harvard Medical School; vantagens outras são conseguidas atráves de verduras frescas.

  35. reorganizar a geladeira
  36. As verduras em qualquer lugar de sua geladeira perdem substâncias nutritivas, porque a luz artificial do equipamento destrói os flavonóides que combatem o câncer que todo vegetal tem. Por isso, é melhor usar a área reservada a ela, aquela caixa bem embaixo ou guardar em um tappeware escuro e bem fechado.

  37. comer como um passarinho
  38. A semente de girassol e as sementes de sésamo nas saladas e cereais são nutrientes e antioxidantes. E comer nozes entre as refeições reduz o risco de diabetes.

  39. comer chocolate amargo moderadamente
  40. Duas barras por semana estendem um ano a vida. O amargo é fonte de ferro, magnésio e potássio.

  41. pensar positivamente
  42. Pessoas otimistas podem viver até 12 anos mais que os pessimistas, que, além disso, pegam gripes e resfriados mais facilmente, são menos queridos e mais amargos.

  43. ser sociável
  44. Pessoas com fortes laços sociais ou redes de amigos têm vidas mais saudáveis que as pessoas solitárias ou que só têm contato com a família.

  45. conhecer a si mesmo
  46. Aqueles que priorizam o 'ser' sobre o 'ter' têm 35% de probabilidade de viver mais tempo, e de ter qualidade de vida.

  47. visite um lugar diferente ao menos uma vez por ano
  48. Algumas pessoas consideram viagens como despesas. Lembre-se: viagem é investimento. Você conhece novas culturas, experimenta comidas diferentes, além de vivenciar uma experiência única que dinheiro nenhum conseguirá te proporcionar. Seja para Paris ou para "Paris"cida do Norte. Viaje!

  49. mexa-se
  50. Detesta academia? Caminhe na rua. Detesta andar? Dance. Detesta dançar? Corra. Detesta correr? Pedale. Detesta bicileta? Nade. Detesta piscina? Jogue futebol. Quando for subir um ou 2 andares, vá de escadas. Pegue o ônibus um ponto a frente do que pega hoje. Enfim, seja criativo. Mas mexa-se. Teu corpo não foi feito para ficar parado...

  51. conheça pessoas diferentes
  52. Fuja dos padrões que a tua vida te impôs. Conhecer pessoas diferentes, de culturas e idades distintas (mais novas ou mais velhas) te permite aprender muito, seja para mudar sua opinião, seja para fortificar seus pontos de vista. Conheça e faça laços com os mais diversos tipos de pessoas e abra sua mente para uma vida mais sã.

  53. faça sexo 5 vezes por semana
  54. Recomendação do nosso Ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Além de melhorias para o teu corpo, ainda estimula a autoestima, além de muitos outros benefícios no campo psicológico, espiritual. Não tem que ser promíscuo, mas lembre-se: o sexo é uma necessidade fisiológica básica. Faça sexo. E sempre com segurança...

  55. tome muita água
  56. Este o alimento mais rico existente na natureza. A água é até hoje uma grande incógnita, pois uma fórmula química tão simples é capaz de efeitos e resultados poderosos. Beba água sempre!

  57. nunca ria dos sonhos e medos alheios
  58. Ainda que não façam o menor sentido, esteja preparado para tudo. Não precisa aceitar, nem acreditar. Mas não ria, pois sem dúvida você também tem sonhos e medos estranhos. E mais: cedo ou tarde a pessoa pode provar estar certa.

  59. acredite em algo maior que você
  60. Independente do nome que você dá, acredite que existe Alguém zelando por ti, pelos teus parentes, pelos teus amigos e pelo mundo todo. Pois existe mesmo! Só se lembre de uma coisa: quem faz o trabalho é você. Deixe para Ele o impossível. Mas arregace as mangas, tranque sua casa, eduque seus filhos, regue suas plantas. Nada cai do céu (exceto chuva, raios, aviões e cocôs de pássaros)!



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Dionisíacas 2010

Começa amanhã, dia 29 de abril, as DIONISíACAS 2010.

Clique na figura para ser direcionado ao site do Teatro Oficina e conferir a programação.

Em São Paulo:

  • 29 de abril e 6 de maio: Taniko, O Rito do Mar
  • 30 de abril e 7 de maio: Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!!
  • 1 e 8 de maio: Bacantes
  • 2 e 9 de maio: Banquete

Não percam!



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Virada Cultural 2010

E vem aí mais uma Virada Cultural. Se você puder ir, não perca. Clique na figura abaixo e confira no site oficial a programação deste ano.

Só lamento o fato de ser bem no dia da estreia da peça "Respeitável Público: um tributo a Plínio Marcos", no Teatro NexT, onde estarei com o elenco no papel do Bahia, da peça "Barrela", e do Rico, da peça "Jesus Homem".

Enfim, quem puder, divirta-se muito. Pelo que vi, tem bastante coisa interessante ao longo das 24h...



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Vídeos sensacionais 7



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Inclusão digital

Maldita democracia, que permite que qq um possa expor sua opinião a torto e a direito. E maldita inclusão digital, que permite a qualquer um levar essa opinião ao mundo todo.

Não bastassem as fotos de orkut que vira e mexe assombram nossa caixa postal, algum infeliz teve a infeliz ideia infeliz de criar um espaço infeliz para comentários abaixo das reportagens publicadas.

Pronto. Instalou-se o caos.

Qualquer tema, dos mais bobos aos mais polêmicos, vira uma discussão sem fim. E pior: baseada na própria babaquice e ignorância humana.

O velho ditado do "quem fala pouco, erra pouco" ou, ainda, que "melhor ficar quieto e os outros pensarem que você é idiota do que abrir a boca e os outros terem certeza" há muito não é observado.

Todos temos direito a opiniões, é claro. Eu mesmo, junto com milhares de milhões, criei um blog e um twitter para isso: tentar expor aquilo que minha mente insana produz. No entanto, seria interessante um filtro para não ser publicada tanta asneira pela rede (sim, não serei hipócrita: filtro em mim também!!!).

O pior é o indivíduo que se "axa" culto e escreve assim mesmo: "axa"! Este é só um exemplo, dentre tantos que se vê por aí: a reportagem do Globo.com, que você lê AQUI.

No entanto, preparem-se: a matéria perde totalmente o interesse depois que você começa a ler os comentários, dignos de comédia STAND UP. Nunca na história da sociedade humana foi tão fácil coletar material para uma boa comédia.

Cliquem AQUI. Divirtam-se. E assustem-se.



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Veríssimo de novo? É veríssimo!

Foram marcadas apenas três apresentações no mês de março. Mas, o sucesso tão grande fez com que mais duas apresentações extras ocorressem. E, se Deus quiser, isso é só começo...

Quem foi, gostou, elogiou, comentou, além de ter se divertido muito (veja algumas fotos aqui: http://migre.me/xbzm).

Então, lá vamos nós para a segunda apresentação extra de "Tudo é Veríssimo - Um ensaio à hipocrisia", uma comédia que fará você rir de você mesmo!

O Curso Ator baseou-se nos maravilhosos textos do internacionalmente renomado cronista Luís Fernando Veríssimo para compor os mais divertidos personagens em um exercício de comicidade que faz o público gargalhar e repensar as situações ridicularmente hipócritas que a sociedade e seus valores retorcidos nos coloca sem pedir autorização.

Depois de quatro apresentações, chegamos finalmente à última apresentação. Corra! Mande email para mim no eberrodrigues@uol.com.br e reserve seus ingressos. Te vejo por lá.

Não percam:

Quarta-feira, 21 de abril (feriado), às 14h.

Teatro N.exT: Rua Rego Freitas, 454, Centro.

Ingresso: R$ 15 (não aceita meia entrada / pagamento apenas em dinheiro).



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Curtinhas 54

Ele desceu do carro e ficou parado, sem qualquer reação, olhando extasiado o mar. Era sua primeira vez numa praia.



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Mundo estranho

Às vezes, um aspecto bizarro é suficiente para transformar a pessoa no ser mais deprimido da face da Terra. No entanto, também vemos casos em que outras bizarrices são o motivo de um sucesso extraordinário, capaz de levar o ser humano a patamares não atingíveis caso estivesse dentro do que se considera "normal".

É o caso de He PingPing. Ou melhor, era. Faleceu nesta semana o que era considerado pelo Guiness Book o menor homem do mundo. Já tem gente pleiteando o posto, pois não se consegue pensar em nada muito além disso para essas pessoas, dotadas de características físicas incomuns. Terminam em circos, em programas televisivos, como que transformados em animais para apreciação pela parcela "normal" da população.

Independente de tudo, He PingPing parecia feliz. Em todas as fotos que se encontra dele na internet, o sorriso no rosto é uma constante, como abaixo, onde foi fotografado junto ao considerado pelo Guiness como o homem mais alto do mundo, Sultan Köses.

Talvez uma grande lição do pequeno homem ao mundo todo: você pode ser ou não diferente. Mas não pode deixar de sorrir.

Foto: He PingPing e Sultan Kösen, o menor e o maior homem do mundo, para foto do Guinness Book of World Records. 2010.



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E ele ainda sorri

Era este o título da matéria estampada na página de um jornal numa banca que vi por aí. Também pudera: a foto chega a ser assustadora.



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Uma sexta nada humorada

Uma pena. O país, ou melhor, o mundo perde uma das mentes mais brilhantes de forma torpe. O cartunista Glauco e seu filho foram mortos numa tentativa de assalto/sequestro - leia AQUI.

E pensar que essa impunidade está levando a tantos casos parecidos. Sou contra a época da ditadura, e da filosofia "A Rota Mata". No entanto, hoje em dia vivemos à mercê de tanta violência, que nos faz pensar o quão livre nossa sociedade de fato pode ser, uma vez que alguns (ou, tenho medo de pensar, mas talvez a maioria) não conseguem fazer um bom uso da possibilidade de desfrutar de seus direitos. Temos deveres, temos proibições. E temos, antes de mais nada, de respeitar a vida do outro.

É triste. É revoltante. É preocupante...

Adeus Glauco. Que leve onde quer que for a alegria que tanto nos deu com suas tirinhas sempre tão inteligentes, incríveis, humoradas.



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Tudo é Veríssimo: banner



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Tudo é Veríssimo - Estreia no teatro

E finalmente vamos a mais uma estreia do Curso Ator. Desta vez, comédia.

A peça é uma junção de esquetes, todas baseadas em textos de Luís Fernando Veríssimo. É pra chorar. De tanto rir, claro.

Não percam!

TUDO É VERÍSSIMO

Dias 14, 21 e 28 de março, às 14h

R$ 15,00

Teatro NexT - R. Rego Freitas, 454 - República, Centro, SP

Encontro vocês por lá!



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Mulherada

Hoje é o dia de vocês.

Parabéns!



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Noite de gala

Ou noite de marmelada. Pra mim, o Oscar 2010 teve surpresas estranhas demais. O candidato mais provável para ganhar o melhor filme era Avatar, por ter revolucionado o cinema no quesito tecnologia. Caso não levasse a estatueta, eu apostaria em Preciosa, Up, Bastardos Inglórios e Amor sem Escalas. Qualquer um desses, menos Guerra ao Terror. E foi o Guerra quem levou!

Qual o motivo disso? Bem, o primeiro é provavelmente tratar de um tema que os Estados Unidos adoram: guerra no Iraque. Outro, o fato de ser uma mulher - dia 8 é o dia internacional delas. E como mostra uma tendência mundial, tudo o que o público aceita a Academia rejeita. É o filme mais visto de todos os tempos, mais que outro grande sucesso do mesmo diretor: Titanic. Simples assim. E, a meu ver, uma das maiores razões: Kathryn Bigelow, diretora de Guerra ao Terror, é ex-mulher de James Cameron, diretor de Avatar. Foi talvez uma cutucada em Cameron: com um orçamento infinitamente menor, eles dão o Oscar para um filme que fala sobre "desarmadores de bombas", enquanto Avatar trata de uma questão bem mais crucial: o ser humano agindo de forma direta, e agressiva, com a natureza.

Guerra ao Terror não é um filme tão político como os demais sempre foram - ora estadunidenses são mocinhos, ora iraquianos assumem este papel. No ganhador do Oscar 2010, a ideia é mostrar o quanto a Guerra pode ser viciante para quem está ali e atua diretamente no conflito. Mas é só isso. Não traz nada de novo, não traz nada de interessante. E levou o prêmio máximo, para desespero de muita gente!

As categorias de Filme estrangeiro e Roteiro - tanto original como o adaptado - também tinham seus favoritos. E ficaram a ver navios. Apenas os atores confirmaram seu favoritismo nas quatro categorias (Ator, Atriz, Ator Coadjuvante e Atriz Coadjuvante), levando pra casa o prêmio mais cobiçado da indústria do cinema.

E eu ficarei chupando o dedo mais uma vez - e agora errando muito mais que no ano passado. Participei da promoção Cinemaníacos da Cinemark (veja a relação abaixo das minhas apostas e os vencedores desta noite). Agora, só ano que vem!

Filme
Aposta: Avatar
Vencedor: Guerra ao Terror

Ator
Aposta: Jeff Bridges
Vencedor: Jeff Bridges

Ator Coadjuvante
Aposta: Christoph Waltz
Vencedor: Christoph Waltz

Atriz
Aposta: Sandra Bullock
Vencedor: Sandra Bullock

Atriz Coadjuvante
Aposta: Mo'Nique
Vencedor: Mo'Nique

Diretor
Aposta: Kathryn Bigelow
Vencedor: Kathryn Bigelow

Roteiro Original
Aposta: Bastardos Inglórios
Vencedor: Guerra ao Terror

Roteiro Adaptado
Aposta: Amor Sem Escalas
Vencedor: Preciosa - Uma História de Esperança

Música Original
Aposta: The Weary Kind (Coração Louco)
Vencedor: The Weary Kind

Filme Estrangeiro
Aposta: A Fita Branca
Vencedor: O Segredo de Seus Olhos

Filme de Animação
Aposta: Up - Altas Aventuras
Vencedor: Up - Altas Aventuras

Fotografia
Aposta: Guerra ao Terror
Vencedor: Avatar

Figurino
Aposta: Nine
Vencedor: The Young Victoria

Montagem
Aposta: Avatar
Vencedor: Guerra ao Terror

Maquiagem
Aposta: Star Trek
Vencedor: Star Trek

Efeitos Visuais
Aposta: Avatar
Vencedor: Avatar



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Sortudos azarados

Um grupo de gente aposta, acerta o número e... não leva.

Um cara vai fazer um outro jogo, como troco aceita a sugestão do gerente da lotérica, aposta, acerta o número e... não aparece pra pegar o prêmio.

Uns com tanta sorte, mas jogam fora. Outros tão azarados. É a vida, com suas peças muito bem pregadas.



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Cyanide and Happiness

Esta e muitas outra tirinhas do tipo são recebidas por mim via email

da Flavia Santos, do blog: http://trekusandtoys.blogspot.com



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Jogos Olímpicos de Inverno

Eu, pra ser bem sincero, nem fazia ideia de que isso existia: Jogos Olímpicos de Inverno. Para mim, Olimpíadas eram de quatro em quatro anos. E só.

Talvez não fosse o único que pensasse assim. Sei que sou alienado a muita coisa envolvendo mídia televisiva, no entanto a todo instante repetiam na Record, único canal aberto que transmitia as provas: "Olimpíadas são de dois em dois anos". E foi assim, durante toda a transmissão. Provavelmente, uma alfinetada na maior rival, a rede Globo.

Isso vem ao encontro da reportagem do UOL Esporte, que fala da fraca participação do Brasil nos jogos. Porém, a mesma matéria comenta sobre o crescimento do interesse do público brasileiro no esporte, quando a TV aberta resolveu transmitir os jogos. Provavelmente, até então muitos não tinham conhecimento da importância da competição.

De qualquer forma, nunca fui muito fã de esportes. Olimpíadas e Copa do Mundo, eventos de tamanhos astronômicos, passam por mim despercebidos. Leio alguma coisa, acompanho pouco, mas parar para assistir, torcer e tudo o mais, não. No entanto, neste final de semana, enquanto os dedos deslizavam desesperados pelos canais atrás de algo que prestasse, encontrei os jogos de inverno na Record. Assisti um pouco de três modalidades: a patinação, que só depois entendi existir vários tipos dentro deste "tema"; o bobsled, com suas descidas a 150km/h, o que deve dar um belo frio na barriga; e o curling, que achei bastante chato, mas é uma das maiores sensações dos Jogos.

O Brasil teve participação fraca, é verdade. Assim como vários outros países de clima tropical. Não estamos acostumados com neve! E isso, queira ou não, conta muito. No entanto, só de participar já é um bom começo. Mostra que aos poucos vamos ocupando espaços dantes desconhecidos. Seria pretensão dizer que um dia vamos ganhar medalhas. Mas a esperança é a última que morre. E capacidade temos sim! Resta boa vontade política, social e financeira, para levar os atletas a níveis dignos de competição.

Enquanto isso, vamos nos divertindo com a criatividade tão característica nossa, conforme se vê na foto abaixo. E fica a vontade de aprender a patinar no gelo. Alguém conhece uma boa escola?

 

Foto: Equipe brasileira de Curling. Recebido via email. Fabio Chiorino/2010.

(clique na imagem para ler sobre a foto acima)

Clique na imagem para ver mais fotos



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Google inova outra vez

O Google inova mais uma vez. Depois de permitir que em algumas cidades você veja as ruas através de imagens coletadas por câmeras, e depois de disponibilizar para São Paulo e Belo Horizonte a opção de transporte público ao pesquisar um caminho entre dois endereços, vem aí a grande novidade.

Clicando agora na imagem abaixo, você vai descobrir como sair de Repente para Kagar. Um processo que leva entre 21 e 22 minutos.

É o Google mostrando sua força na internet. E o Mundo de Eber prestando um serviço de utilidade pública!



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Curtinhas 53

O pó. A aranha. O mofo. Vidros quebrados. Móveis antigos. Portas que rangem. Luz que não acende. Tacos que se soltam. Paredes estragadas. O importante era o preço do aluguel e, por isso, ele resolveu ficar.



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Ausência justificada

Turma, venho despedir por uns dias aqui do blog. Estarei em Floripa (eu espero). Vou pra lá nesta noite de sexta-feira, mesmo com trânsito na saída de São Paulo, mesmo com a Régis desmoronada.

Volto na terça/quarta. Daí, as postagens tomarão rumo outra vez. Enquanto isso, visite meu perfil no MeAdiciona.com.

Bom feriado a todos! Curtam muito o Carnaval. Se tiver bebida, não dirija. E se tiver sexo, proteja-se.

Valeu!



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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Quando se sentir sozinho...

... faça uma transferência (baldeação) entre a Linha 1-Azul e a Linha 3-Vermelha na estação Sé do metrô de São Paulo!

Foto: Estação Sé, no dia 03.02.2010, durante o caos em função da enchente na estação Brás. Autoria desconhecida.

(CLIQUE PARA VER EM TAMANHO MAIOR)



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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A hora e a vez de Sampa

Muito se fala sobre o Rio de Janeiro. Nunca estive lá. Mas o título de "Cidade Maravilhosa" não deve ter vindo por acaso, tampouco ser inventado por eles apenas. Algum motivo tem. Resta saber de fato qual.

De qualquer forma, o Rio sempre foi visto como o destino turístico mais forte no nosso país. O mesmo acontece com o Nordeste, onde também não estive ainda. Mas comentam que é muito comum andar pelas ruas e encontrar pessoas conversando em vários outros idiomas. São lugares em que a beleza natural se torna parte do passeio. E vão lá exatamente para isso.

E São Paulo? Bem, alguns dizem há tempos que a cidade não oferece nada aos visitantes. Que é até difícil relacionar os pontos turísticos que temos por aqui. Talvez seja uma verdade. Em partes: a Folha Online publicou, na página de Turismo, uma matéria intitulada "Turismo cresce em SP, que vira bola da vez nos guias de viagem" (clique para ler).

A recomendação dos guias é "Vá logo". Talvez por enxergarem que, com o crescimento do turismo na cidade (alta quantidade de pessoas), logo a facilidade de acesso aos lugares tende a diminuir - ou até desaparecer. E são relatados pontos que vão dos mais sinceros aos mais absurdos, passando, é claro, pelos mais engraçados.

O fato é que São Paulo começa a ser vista como um lugar onde o turismo é viável. Não temos praias. Tudo bem, pois turismo não vive só disso. Praias e campos são bons para passeios onde se prioriza o descanso, num contato íntimo com a natureza.

São Paulo está num outro patamar: o turismo voltado pra quem quer um contato com o melhor da realização humana. Que outra cidade do país é capaz de unir antigo e moderno tão próximos e de modo tão harmonioso? Você pode ir a bairros onde a cultura original está ainda presente e, com poucos quilômetros, ser absorvido por um lugar tão futurista que te deixará boquiaberto.

Além disso, a quantidade de teatros, museus, parques, cinemas, mercados, shoppings, centros de compras diversificados, restaurantes, feiras, eventos, casas de jogos, estádios, clubes... Onde mais se vê isso, se não em grandes cidades como Nova Iorque, Paris, Londres? Quer praia? Quer biquini? Quer sol? Vá ao Rio. Quer cultura a todo instante? Quer diversão a cada esquina? Quer agito 24h por dia? Quer novidades? Quer modernidade com toques de antiquidade, ou vice-versa? Vem pra cá.

Quem sempre falou mal de São Paulo é porque não teve a chance de conhecê-la em seu íntimo. E vemos até paulistanos reclamando muito. São aqueles que passam o dia todo enfiados num trabalho escravo, tendo de enfrentar antes e depois longas horas de deslocamento entre a empresa e a casa nos carros e meios de transportes, estudam e fazem cursos entediantes nos demais horários, e têm poucas horas para dormir e descansar ao longo da madrugada. Ah, e que, quando chega um feriado, sai da cidade em direção ao litoral, enfrentando congestionamentos, superlotação e tudo o mais. Lógico que não sobra tempo para apreciar tudo o que a cidade oferece.

E eu diria até, sem medo de errar: é capaz de muitas pessoas viverem aqui anos e anos, e morrer sem conhecer metade da cidade. São inúmeras as opções de passeios, seja noturno ou diurno. O que falta é tempo - e boa vontade - para descobrir cada uma.

Só concordo numa coisa: São Paulo não se preparou, ainda, para receber turistas do mundo todo. Faltam muitas informações em inglês, por exemplo. O Metrô tem trocado algumas placas, mas isso na região da Paulista. Falta muito. Os motoristas de táxis têm passado por treinamentos. Mas, falta muito. Lojistas, garçons, funcionários de empresas em geral às vezes têm domínio ou conhecimento do inglês. Mas, ainda assim falta muito.

Tirando este detalhe, São Paulo é uma cidade incrível. Tem tudo o que pode ter de ruim (trânsito, crimes, poluição, etc), mas reúne tudo o que pode haver de bom. Só fique esperto, meu: venha logo. Coma dois pastel e um chopps. Senão, meu, amanhã pode ser tarde demais. E não diga que não avisamos...



.:.Postado por: Eber Rodrigues
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NO AR DESDE

19 de Janeiro de 2005



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SOBRE MIM



BRASIL, Sudeste
SAO PAULO
São Paulo
33 anos

Ator, músico, escritor.
Engenheiro civil, metroviário.
Fazedor de mousse de maracujá.
Paulistano, são paulino.
Libra, ascendente Escorpião.

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